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><channel><title>Guanabara.info &#187; Opinião</title> <atom:link href="http://www.guanabara.info/category/debate/opiniao-debate/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.guanabara.info</link> <description>Podcast, vídeo aulas, PHP, HTML, SEO, Humor e Notícias todo dia</description> <lastBuildDate>Fri, 10 Feb 2012 15:41:25 +0000</lastBuildDate> <generator>http://wordpress.org/?v=2.9.2</generator> <language>pt-br</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" /><itunes:summary>Podcast, vídeo aulas, PHP, HTML, SEO, Humor e Notícias todo dia</itunes:summary> <itunes:author>Gustavo Guanabara</itunes:author> <itunes:explicit>no</itunes:explicit> <itunes:image href="http://www.guanabara.info/podcast/images/guanacast-logo.jpg" /> <itunes:owner> <itunes:name>Gustavo Guanabara</itunes:name> <itunes:email>contato@guanabara.info</itunes:email> </itunes:owner> <managingEditor>contato@guanabara.info (Gustavo Guanabara)</managingEditor> <copyright>2006-2007</copyright> <itunes:subtitle>GuanaCast o Melhor Podcast de Tecnologia</itunes:subtitle> <itunes:keywords>podcast, tecnologia, seo, hardware, como funciona</itunes:keywords> <image><title>Guanabara.info &#187; Opinião</title> <url>http://www.guanabara.info/podcast/images/PodTunesPeq.jpg</url><link>http://www.guanabara.info/category/debate/opiniao-debate/</link> </image> <itunes:category text="Technology"> <itunes:category text="Podcasting" /> <itunes:category text="Software How-To" /> </itunes:category> <item><title>Reação das pessoas com as novidades nos bancos do Brasil (1993)</title><link>http://www.guanabara.info/2011/06/reacao-das-pessoas-com-as-novidades-nos-bancos-do-brasil-1983/</link> <comments>http://www.guanabara.info/2011/06/reacao-das-pessoas-com-as-novidades-nos-bancos-do-brasil-1983/#comments</comments> <pubDate>Wed, 22 Jun 2011 02:11:45 +0000</pubDate> <dc:creator>@renanturrm</dc:creator> <category><![CDATA[Opinião]]></category> <category><![CDATA[computadores antigos]]></category> <category><![CDATA[novidades nos bancos do brasil]]></category> <category><![CDATA[século XX]]></category> <category><![CDATA[vídeos antigos]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.guanabara.info/?p=25184</guid> <description><![CDATA[&#8220;A conversa se dá através de telas onde as perguntas são respondidas em poucos segundos. O computador realmente conversa com você.&#8221;
A frase acima realmente é muito antiga, chega a ser frase de filme  . Em 1993 se falava de cartões de crédito e computadores que iriam substituir as agências bancárias. Hoje sabemos que isso virou realidade e foi por isso que vou deixar um vídeo para vocês conferirem as reações das pessoas com tanta tecnologia.]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p
style="text-align: justify;"><strong>&#8220;A conversa se dá através de telas onde as perguntas são respondidas em poucos segundos. O computador realmente conversa com você.&#8221;</strong></p><p
style="text-align: justify;">A frase acima realmente é muito antiga, chega a ser frase de filme <img
src='http://www.guanabara.info/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> . Em 1993 se falava de cartões de crédito e computadores que iriam substituir as agências bancárias. Hoje sabemos que isso virou realidade e foi por isso que vou deixar um vídeo para vocês conferirem as reações das pessoas com tanta tecnologia.</p><p><object
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isPermaLink="false">http://www.guanabara.info/?p=23418</guid> <description><![CDATA[Olá turma, aqui começa o meu relato de como foi a Campus Party 2011 para mim, que pela primeira vez lá estive, e para completar, como imprensa credenciada. Já que (ainda) sou editor desse site de alto garbo e elegância (como diz meu amigo Tiago Andrade), nada mais honesto de minha parte anotar, relatar e observar o que tenho visto por aqui. O que vocês lerão é um resumo dos quatro posts que coloquei no meu blog pessoal, se quiserem ler com mais detalhes, basta irem até lá.
Antes da minha chegada
Na terça, dia 18 de janeiro (quando cheguei a São Paulo), a chuva foi a vilã (segundo a Eletropaulo), e provocou a queda de luz no pavilhão por mais de uma hora, sendo precedida por outra queda, agora curta. Houve a procissão da Santa Banda Larga, gente pedindo uma graça&#8230; Conforme vocês podem ver no YouTube.
Bem, segundo a Eletropaulo a queda de luz foi em todo o bairro, como disse. Mas alguns campuseiros relataram-me que viram todo o bairro aceso, e só o Centro de Exposições Imigrantes apagado. Ora, será que eles não preveram a possibilidade de um apagão? Afinal, quando chove em São Paulo no verão, é chuva violenta, com possibilidade de quedas de luz. O aluguel de um ou mais grupos geradores ia bem. Economizaram por um lado mas chamuscaram a sua imagem no outro lado. Na sexta, dia 21 de janeiro, ocorreram mais duas quedas: A primeira foi no início da tarde, e que fez o MalcomTux pular da cadeira ao meu lado e gritar, socando o ar: &#8220;Dez minutos!&#8220;. Não entendi nada, mas ele explicou que a organização do evento prometeu a retomada total da energia elétrica em no máximo 10 minutos. Levou 15. Dá para aceitar sem broncas. A queda foi contida em parte pelos [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
class="wp-caption alignright" style="width: 220px"><a
href="http://tecnologia.ig.com.br/imagens/263/12/12/1287332.campus_party_logo_tecnologia_225_300.jpg"><img
class=" " title="Campus Party Brasil 2011: Eu fui." src="http://tecnologia.ig.com.br/imagens/263/12/12/1287332.campus_party_logo_tecnologia_225_300.jpg" alt="Campus Party Brasil 2011: Eu fui." width="210" height="158" /></a><p
class="wp-caption-text">Campus Party Brasil 2011: Eu fui.</p></div><p>Olá turma, aqui começa o meu relato de como foi a Campus Party 2011 para mim, que pela primeira vez lá estive, e para completar, como imprensa credenciada. <span
id="more-23418"></span>Já que (ainda) sou editor desse site de alto garbo e elegância (como diz meu amigo <a
href="http://www.kombopodcasts.com" target="_blank">Tiago Andrade</a>), nada mais honesto de minha parte anotar, relatar e observar o que tenho visto por aqui. O que vocês lerão é um resumo dos quatro posts que coloquei no <a
href="http://estudiodaintrospeccao.blogspot.com/" target="_blank">meu blog pessoal</a>, se quiserem ler com mais detalhes, basta irem até lá.</p><h2>Antes da minha chegada</h2><p>Na terça, dia 18 de janeiro (quando cheguei a São Paulo), a chuva foi a vilã (segundo a Eletropaulo), e provocou a queda de luz no pavilhão por mais de uma hora, sendo precedida por outra queda, agora curta. Houve a procissão da Santa Banda Larga, gente pedindo uma graça&#8230; Conforme vocês podem ver no <a
href="http://www.youtube.com/watch?v=i5QxL660e2I" target="_blank">YouTube</a>.</p><div
class="wp-caption alignright" style="width: 298px"><a
href="https://lh3.googleusercontent.com/_f4K0Fojdkk8/TTn36t5H58I/AAAAAAAAHdo/kITTFchemFs/s288/IMG_0036.JPG"><img
title="Falta de luz - a de sexta-feira." src="https://lh3.googleusercontent.com/_f4K0Fojdkk8/TTn36t5H58I/AAAAAAAAHdo/kITTFchemFs/s288/IMG_0036.JPG" alt="Falta de luz - a de sexta-feira." width="288" height="216" /></a><p
class="wp-caption-text">Falta de luz - a de sexta-feira.</p></div><p>Bem, segundo a Eletropaulo a queda de luz foi em todo o bairro, como disse. Mas alguns campuseiros relataram-me que viram todo o bairro aceso, e só o Centro de Exposições Imigrantes apagado. Ora, será que eles não preveram a possibilidade de um apagão? Afinal, quando chove em São Paulo no verão, é chuva violenta, com possibilidade de quedas de luz. O aluguel de um ou mais grupos geradores ia bem. Economizaram por um lado mas chamuscaram a sua imagem no outro lado. Na sexta, dia 21 de janeiro, ocorreram mais duas quedas: A primeira foi no início da tarde, e que fez o <a
href="http://malcomtux.blogspot.com/" target="_blank">MalcomTux</a> pular da cadeira ao meu lado e gritar, socando o ar: &#8220;<strong>Dez minutos!</strong>&#8220;. Não entendi nada, mas ele explicou que a organização do evento prometeu a retomada total da energia elétrica em no máximo 10 minutos. Levou 15. Dá para aceitar sem broncas. A queda foi contida em parte pelos geradores que mantiveram o cubo de vidro da Telefonica no ar, e alguns pontos estratégicos. Mas nessa, a rede foi paralisada novamente. Para ser exato, houveram 2 quedas da rede na sexta. Se vi direito, o consumo de banda não alcançou o topo oferecido pela patrocinadora do evento, mas mesmo assim houve cortes e com isso reclamações.</p><h2>Infraestrutura que deixou a desejar</h2><p>Para começar a conversa, <em>achei a chegada muito confusa</em>: Desculpem organizadores, mas&#8230; Reitero a afirmação, de que achei a chegada à Campus Party muito confusa. Eu, pelo menos, como imprensa credenciada, não sabia onde pegar o ônibus no Terminal Jabaquara, e tive que perguntar um bocado de gente até alguém me dizer. Faltaram avisos na saída do metrô. Finalmente consegui descobrir o microonibus parando a 3 quadras do metrô. Em compensação, o resto foi tranquilo, com o microonibus conduzindo os campuseiros até o Centro de Exposições Imigrantes.</p><p>Outra coisa incômoda era <em>o excesso de calor humano</em>. Aliás, o excesso de calor em geral. Apesar dos ventiladores com borrifador de água, o calor é forte. Mas nada que um carioca não resista. Os paulistanos e o pessoal do Sul, por sua vez, devem estar sofrendo. Já nós, cariocas, e os amigos do Nordeste estão sentindo-se em casa. Um matogrossense me disse que estava sentindo frio&#8230; E nessas horas lembrei do Riocentro, que alguns falam mal, mas <a
href="http://www.riocentro.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?from_info_index=51&amp;infoid=17&amp;lng=br&amp;sid=12" target="_blank">foi eleito o melhor centro de exposições da América Latina</a> e tem ar-condicionado em 4 dos seus 5 pavilhões&#8230;</p><p>Uma curiosidade é que <em>tudo na Campus Party é muito grande</em>: São 6500 campuseiros, num espaço de alguns milhares de m2, com uma banda larga de 10 Gbps, vários patrocinadores, montes de oficinas&#8230; E muita gente com a cara enfiada no desktop/notebook/netbook/whatever. Engraçado como muitos preferem ficar na companhia dos seus micros ao invés de moverem as bundas (gordas e magras) e ir até as palestras. Teve gente que mal levantava para almoçar, ou como disse o <a
href="http://twitter.com/ftarcan">Tato Tarcan</a> ao pessoal do <a
href="http://papodegordo.mtv.uol.com.br/">Papo de Gordo</a>: &#8220;<strong>Estou cogitando usar fraldas geriátricas para nem ter que levantar daqui!</strong>&#8220;. Claro, com muito bom-humor, mas houveram exageros. Mesmo num evento desses, um <em>get a life</em> caía bem.</p><p>Ah, outra coisa que era grande era o preço da comida: R$ 4 por uma garrafa de água mineral de 500 ml, R$ 20 por dia de estacionamento, ou um prato de yakisoba pequeno por R$ 7. Caro mesmo.</p><div
class="wp-caption alignright" style="width: 298px"><em><em><a
href="https://lh5.googleusercontent.com/_f4K0Fojdkk8/TT-BHSFIDNI/AAAAAAAAH1M/09u6YLQPhjw/s288/IMG_0001_1.JPG"><img
title="Olha as quedas de tráfego que ocorreram ao longo do dia." src="https://lh5.googleusercontent.com/_f4K0Fojdkk8/TT-BHSFIDNI/AAAAAAAAH1M/09u6YLQPhjw/s288/IMG_0001_1.JPG" alt="Olha as quedas de tráfego que ocorreram ao longo do dia." width="288" height="216" /></a></em></em><p
class="wp-caption-text">Olha as quedas de tráfego que ocorreram ao longo do dia. E não foi só nesse dia, ocorreram em outros também.</p></div><p><em>A internet é realmente rápida</em>. Cheguei a baixar <a
href="http://ubuntu-release.locaweb.com.br/" target="_blank">um CD do Ubuntu 10.10</a> em 2 minutos (média de 7 Mb/s), e todo mundo gera tráfego, de uma forma quase inimaginável. Os gráficos que são expostos no quiosque da Telefonica mostram isso. Mas no dia em que eu cheguei, algumas bancadas estavam sem acesso à rede. Essa falha ocorreu novamente ao longo de alguns dias, com picotes na conexão, o que desagradou algumas pessoas (ou muitas). Mas nem tudo eram flores, a infraestrutura montada pela Telefonica deixou a desejar em alguns  momentos: O acesso quase instantâneo a alguns sites ficou mais lento  do que na minha casa, com o meu ADSL de apenas 2 Mbps, acreditem se  quiser. No caso de torrents, a flutuação é normal, mas a variação era maior do que a esperada. Muito maior. Sim, um dos torrents (uma série de 3 temporadas dos anos 1980) eu fechei em casa. Não teve jeito. Mas deu para acumular uns 80 Gb de arquivos, incluindo algumas ISOs de DVDs de Linux (a <a
href="http://www.debian.org" target="_blank">Debian</a> toda, que tal?).</p><p>A chuva desabou de forma BEM violenta às 14 horas da sexta, 21 de janeiro, e um vento fortíssimo uivava do lado de fora do Centro de Exposições Imigrantes. Estava tão violento que tive que fechar o meu netbook por causa dos respingos de água. Sim, respingou água dentro do pavilhão. E eu estava no MEIO do pavilhão, muito próximos ao centro do mesmo, onde estava o cubo de vidro da Telefonica, ao lado da &#8220;sala de imprensa&#8221; e do quiosque da assistência técnica (que desassistiu alguns conhecidos meus). Mais uma falha que arranha a imagem do evento.</p><h2>E as pessoas?</h2><div
class="wp-caption alignright" style="width: 298px"><a
href="https://lh6.googleusercontent.com/_f4K0Fojdkk8/TT-BPaXp_UI/AAAAAAAAH1Y/kjxak04tvGU/s288/IMG_0003_1.JPG"><img
title="Podcasters comendo pizza!" src="https://lh6.googleusercontent.com/_f4K0Fojdkk8/TT-BPaXp_UI/AAAAAAAAH1Y/kjxak04tvGU/s288/IMG_0003_1.JPG" alt="Podcasters comendo pizza!" width="288" height="216" /></a><p
class="wp-caption-text">Podcasters comendo pizza!</p></div><p>É bom conhecer pessoalmente pessoas fantásticas que só conheci via Internet, e alguns vê-lo de perto. Por exemplo, <a
href="http://www.rapaduracast.com.br/" target="_blank">Jurandir Filho (Rapaduracast)</a> e <a
href="http://www.nerdcast.com.br/" target="_blank">Alexandre Ottoni (Nerdcast)</a> sendo entrevistados pelo <a
href="http://www.radiofobia.com.br/" target="_blank">Leo Lopes (Radiofobia)</a>, assim como <a
href="http://twitter.com/rodreis">RodReis</a> (Papo de Artista e <a
href="http://universowho.wordpress.com">Universo Who Podcast</a>, que tenho a honra de participar), Vinícius Schiavini e Tiago Andrade (<a
href="http://www.dimensaonerd.com">Kombo Podcasts</a>, que gentilmente hospedam o <a
href="http://retrocomputaria.blogspot.com">Retrocomputaria</a>). Também foi bom rever amigos como o pessoal do <a
href="http://www.baupirata.com/">Baú Pirata</a> (Júnior e jabour_rio, meu &#8220;quase-primo&#8221;), conhecer o povo bacana do <a
href="http://www.guerrilhageek.com.br/">Guerrilha Geek</a>&#8230; Podcasters conhecidos e desconhecidos, blogueiros, famosos e não-famosos, celebridades, sub-celebridades, não-celebridades e outros tantos, anônimos e ainda alguns que querem aparecer. Tem de tudo. Aliás, uma das atrações da Campus Party 2011 era o pessoal do <a
href="http://www.nerdcast.com.br">Nerdcast</a>, Alexandre Ottoni (jovemnerd) e Deive Pazos (azaghal). E parte da turma se manifestou por lá: Eduardo Spohr (&#8220;A Batalha do Apocalipse&#8221;), BlueHand, entre outros. Não, não fui lá olhar eles dando palestra. Por quê? Porque não havia nada de novo a ouvir&#8230; Embora fosse algo realmente novo: Eles fizeram um NerdCast ao vivo, praticamente. Não me incomodo com o fato dele serem &#8220;estrelas nerds&#8221; que eles alcançaram merecidamente. Não os invejo, não desejo ter essa posição e eles não são estrelas (explico melhor no próximo parágrafo). O que incomoda mesmo é o nível de fanatismo que alguns fãs deles tem: <em>O Deive comentou que um fã desmaiou ao apertar a mão dele</em>. Relatos parecidos o Gustavo Guanabara já contou em Guanacasts passados. Caramba, tem gente sem noção. No palco, fãs só faltaram dizer que o NerdCast ajudou ele a curar o câncer, obter a paz mundial ou revolucionar a ciência. Falaram, falaram, falaram&#8230; E não disseram nada.</p><p>E quanto às estrelas? Olha, como disse, de estrelas eles não tem nada, ambos são muito simpáticos. Só não falei com eles por não ter parado e tido a oportunidade. Minha timidez também não ajuda, e fiquei em débito com o Eduardo Moreira (<a
href="http://targethd.net" target="_blank">TargetHD</a> e <a
href="http://www.spinoff.com.br" target="_blank">Spinoff</a>), além de ter falado tão pouco com o Jurandir. Quando o jovemnerd e o azaghal sentaram-se para gravar a seção de emails do NerdCast 241, na mesa de som do Leo Lopes, logo se avoluma uma pequena multidão para assistir o evento. É bacana vê-los, são estrelas de primeira grandeza dentro da constelação da Campus Party, sentando na bancada de podcasters, batendo papo, falando abobrinha e rindo, como a gente fez em boa parte do tempo.</p><div
class="wp-caption alignright" style="width: 298px"><a
href="https://lh6.googleusercontent.com/_f4K0Fojdkk8/TTmLE_uBrVI/AAAAAAAAHYE/-iuL1cQ2pxs/s288/IMG_0111.JPG"><img
title="Maratona Podcastal!" src="https://lh6.googleusercontent.com/_f4K0Fojdkk8/TTmLE_uBrVI/AAAAAAAAHYE/-iuL1cQ2pxs/s288/IMG_0111.JPG" alt="Maratona Podcastal!" width="288" height="216" /></a><p
class="wp-caption-text">Maratona Podcastal!</p></div><p>Rir, aliás, é o melhor remédio, e o Radiofobia, na pessoa do Leo Lopes e do Quessa, e com o auxílio do <a
href="http://twitter.com/ftarcan">Tato Tarcan</a>, do <a
href="http://wergeeks.net/" target="_blank">Professor Maury</a>, da <a
href="http://danielamonteiro.wordpress.com/" target="_blank">Daniela Monteiro</a> e de tantos outros protagonizaram dois dias de maratona podcastal, a #<a
href="http://radiofobia.com.br/tag/maratona-podcastal/" target="_blank">maratonapod</a>. Foi tão comentada que chegou ao 2o lugar nos Trending Topics do Twitter no Brasil. O Leo é radialista, sabe fazer um programa ao vivo como poucos, e leva o Radiofobia como se fosse um programa de rádio AM. Não é à toa que ganharam o prêmio Podcast de melhor podcast de humor em 2009. Na sexta, dia 21 de janeiro, a mesa de som, o iPad usado para scratches, os notebooks e os microfones profissionais deram lugar a um potente gravador com entrada para mais 2 microfones, e a corrida para os lados, para catar possíveis convidados (ou não) para um programa especial Campus Party do Radiofobia. <a
href="http://radiofobia.com.br/2011/02/radiofobia-49b-especial-campus-party-podosfera/">Vocês podem ouvir, já saiu, foi o episódio duplo 49</a>. A Maratona Podcast foi transmitida via Twitcam, e foi simplesmente hilária, você certamente <em>se cagâmbala de rir</em>.</p><p>Ainda tive uma salutar e produtiva conversa com um patrono dos podcasts nacionais,o grande <a
href="http://twitter.com/sergiovds" target="_blank">Sérgio Vieira</a> (<a
href="http://sergiovds.posterous.com/" target="_blank">Impressões Digitais</a>), pessoa de cultura vasta e simpatia imensa, e que conseguiu falar num podcast sobre topologia matemática de uma maneira tão apaixonada&#8230; Que nem eu, que sou matemático, conseguiria explicar. Foi uma das melhores conversas que tive na Campus Party, e um dos melhores contatos que estabeleci. Essas conversas fizeram valer o encontro.</p><p>No sábado, a maioria dos podcasters estava no <a
href="http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2011/01/24/confira-o-tour-gastronomico-do-papo-de-gordo-em-sao-paulo/" target="_blank">Tour Gastronômico do Papo de Gordo</a>. Parece que foram mais de 50 pessoas, dessa vez. Só espero que o último prato não tenha sido a <em>canja de galinha do Hospital das Clínicas</em>&#8230;</p><h2>As oficinas e os debates</h2><p>Assisti poucas oficinas, preferi os contatos (entreguei vários cartões do Retrocomputaria) e deixei para baixar do YouTube palestras interessantes. Mas assisti algumas oficinas e debates, e a primeira foi do meu chapa <a
href="http://twitter.com/rtroian">Rodrigo Troian</a> e do Vinícius John, sobre&#8230; <a
href="http://www.openwrt.org">OpenWRT</a>. As oficinas são espaços interessantes para prática, já que teoria só não basta. E a turma flashou roteadores, instalou e configurou alguns brinquedinhos com o firmware amigo da rapaziada&#8230; Aliás, não descobri a tempo da Campus Party qual roteador que suporta 804.11n, tem porta USB e pode ter o OpenWRT instalado, só fiquei sabendo depois do evento (tem um Linksys que tem isso tudo, mas o Rodrigo me falou de <a
href="http://www.tp-link.com/products/productDetails.asp?pmodel=TL-WR1043ND">um da TP-Link que também tem tudo isso e é bem mais barato</a>). Agora não dá para fazer mais o serviço, só em casa. Mas foi uma oficina para lá de divertida, eles acabaram me botando até para falar, vê se pode&#8230;</p><div
class="wp-caption alignright" style="width: 298px"><a
href="https://lh3.googleusercontent.com/_f4K0Fojdkk8/TTn4CB9dohI/AAAAAAAAHeg/G7Qlg1FreEo/s288/IMG_0009.JPG"><img
title="Gustavo Guanabara dando aula, ops, fazendo oficina." src="https://lh3.googleusercontent.com/_f4K0Fojdkk8/TTn4CB9dohI/AAAAAAAAHeg/G7Qlg1FreEo/s288/IMG_0009.JPG" alt="Gustavo Guanabara dando aula, ops, fazendo oficina." width="288" height="216" /></a><p
class="wp-caption-text">Gustavo Guanabara dando aula, ops, fazendo oficina.</p></div><p>Outra que assisti foi a do Gustavo Guanabara sobre podcasts. A oficina foi muito boa: Houveram dicas que mesmo para gente com alguma experiência em edição (como eu, com 60 episódios no ar do Retrocomputaria) vai aprender. O linguajar foi bem acessível, a comunicação fácil, e ele não se prendeu às ferramentas, apesar de precisar delas para apresentar como as coisas funcionam. Claro que não gostei dele falar mal do Audacity, e nem todos tem dinheiro para comprar o Soundbooth ou o GarageBand. No final das contas, nem ele mesmo gostou, pois numa conversa (gravada) com o Vinícius Schiavini (Kombo Podcasts), ele falou que foi infeliz na sua afirmação. É, eu concordo, o Audacity não é o melhor programa para edição de áudio, mas é muito bom, embora gaste muito espaço com dados. E sim, ele trava. Mas já aprendi a contornar o seu gênio temperamental&#8230; Se bem que ele gosta do <a
href="http://www.mevio.com" target="_blank">Mevio</a> e eu abomino. Aí fica no &#8220;elas por elas&#8221;. Outra coisa que gostei foi também de estatísticas, como contabilizá-las, e algumas dicas de sites que podem fazer esse &#8220;serviço sujo&#8221;. A oficina em si foi ótima, embora não tivemos prática (o que é um paradoxo &#8220;oficinal&#8221;), e tive inclusive algumas idéias sobre edição que envolvem o <a
href="http://www.ardour.org" target="_blank">Ardour</a> (o &#8220;clone&#8221; open-source do ProTools) e o <a
href="http://audacity.sf.net" target="_blank">Audacity</a>. Preciso estudar o primeiro. Gostei do que ouvi, apesar do marketing pró-Apple&#8230;</p><div
class="wp-caption alignright" style="width: 298px"><img
title="Debate de podcasts." src="https://lh5.googleusercontent.com/_f4K0Fojdkk8/TTn30W76nJI/AAAAAAAAHcs/cUeSNzQEf5g/s288/IMG_0066.JPG" alt="Debate de podcasts." width="288" height="216" /><p
class="wp-caption-text">Debate de podcasts.</p></div><p>Ainda tivemos o debate sobre podcasts, com a presença da Mafalda (do <a
href="http://www.monalisadepijamas.com.br/">Monalisa de Pijamas</a>), Alan Polar (do <a
href="http://www.nerdrops.com/" target="_blank">Nerdrops</a>), Eduardo Moreira (<a
href="http://targethd.net/" target="_blank">TargetHD</a> e <a
href="http://www.spinoff.com.br/" target="_blank">SpinOff</a>), Leo Lopes (Radiofobia) e o Maestro Billy (do programa do Luciano Huck, da <a
href="http://www.abpod.com.br/" target="_blank">ABPOD</a> e por aí vai). Foi um debate rico, com inestimáveis dicas sobre pautas, convidados, montagem, direitos autorais de músicas, e principalmente a transformação do seu podcast em algo profissional: A necessidade de um media kit, estatísticas de acesso&#8230; A mídia podcast ainda é muito nova, e a maioria das agências de publicidade não despertaram para esse novo meio de propaganda. Formatos de áudio, histórias engraçadas, problemas&#8230; E quando acabou a luz, aí é que a coisa desandou, com o Leo Lopes partindo para a piada corporal (fica feio falar que o amigo estava fazendo macaquices), e o Moreira indo questionar, na platéia, quem viu e gostou do final de <a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lost_(s%C3%A9rie_de_televis%C3%A3o)">Lost</a>&#8230; Felizmente (ou não) o microfone estava sem funcionar, mas o streaming de vídeo continuou, graças aos no-breaks. Se não editaram, experimente ver e tentar ler os lábios do Moreira. Sim, ele nunca gostou de Lost, o que é uma novidade para todos que nunca ouviram o SpinOff. Engraçadíssima, além de preciosa conversa.</p><h2>Curiosidades</h2><div
class="wp-caption alignright" style="width: 226px"><a
href="https://lh3.googleusercontent.com/_f4K0Fojdkk8/TUhUYUMF7LI/AAAAAAAAH6k/FKJzMsbdQ00/s288/Imagem618.jpg"><img
title="O Tux no alto de um chapéu... E um humano embaixo." src="https://lh3.googleusercontent.com/_f4K0Fojdkk8/TUhUYUMF7LI/AAAAAAAAH6k/FKJzMsbdQ00/s288/Imagem618.jpg" alt="O Tux no alto de um chapéu... E um humano embaixo." width="216" height="288" /></a><p
class="wp-caption-text">O Tux no alto de um chapéu... E um humano embaixo.</p></div><p>Achei por lá um monitor CRT de 15&#8243;, um gabinete full tower, um chapéu com um Tux colado em cima, um boneco do Bart Simpson&#8230; Tem de tudo, além dos indefectíveis notebooks, netbooks, desktops, cabos de rede&#8230; Fotografei notebooks em estilo vitoriano, canecas de cerveja infláveis, perucas sobre tripés e banners tortos. Vi gente em massa fazendo check-ins no <a
href="http://www.4sq.com">Foursquare</a>, mais de 900 pessoas com roupão do BB tentando ir para o Guinness, uma bandeira de um estado brasileiro projetada no teto&#8230; Vocês podem ver melhor no meu álbum de fotos. As fotos não ficaram lá muito boas por causa da iluminação deficiente do local, e também porque eu evitei usar flashes: Se eu bato a foto, o flash pisca e ilumina o que está no primeiro plano. Se eu quero pegar o que está no segundo&#8230; Desiste. Por isso tive que contrabalançar com uma ISO alta e menor velocidade de abertura, mas um tripé fez falta.</p><h2>A exposição</h2><p>Na área de exposições da Campus Party (aberta a todos) havia vários estandes, e alguns locais para exposições relacionadas. Por isso há no meu álbum fotos de itens relacionados, como o carro movido a bateria de nobreaks, o relógio movido a água e um sapo (da <a
href="http://twitter.com/agenciafrog" target="_blank">@agenciafrog</a>) usando um notebook.</p><div
class="wp-caption alignright" style="width: 298px"><a
href="https://lh3.googleusercontent.com/_f4K0Fojdkk8/TUhXQIwGKXI/AAAAAAAAH7k/SFyXNyowC00/s288/Imagem634.jpg"><img
title="É só isso mesmo. E toca vídeo full-HD." src="https://lh3.googleusercontent.com/_f4K0Fojdkk8/TUhXQIwGKXI/AAAAAAAAH7k/SFyXNyowC00/s288/Imagem634.jpg" alt="É só isso mesmo. E toca vídeo full-HD." width="288" height="216" /></a><p
class="wp-caption-text">É só isso mesmo. E toca vídeo full-HD.</p></div><p>Uma parada no estande da AMD, e conversei longamente sobre a tecnologia <a
href="http://fusion.amd.com/" target="_blank">Fusion</a>, as APUs (que reúnem processador dual-core + processador de vídeo + chipsets ponte norte e sul numa peça única &#8211; e pequena)&#8230; Além de tirar muitas fotos. Algumas ideias sobre media-center para a sala de casa foram devidamente adiadas. Já que prefiro AMD, vamos esperar pois a promessa é que o dito cujo vai ser bom. Eu, pelo menos, vi uma plaquetinha dessas tocando um vídeo em full-HD (Transformers 2), e o cooler era uma ventoinha muito simplória. A APU da AMD consome 18W apenas. Detalhe: Ela traz uma GPU Radeon HD série 6000 junto.</p><p>Ainda teve o <a
href="https://picasaweb.google.com/lh/photo/UspxnvpHBJE1g3fRlTeYfg?feat=directlink" target="_blank">robô da Petrobrás</a> (operado por 2 pessoas, um controlava o robô, e outro mexia com a fisionomia dele), o &#8220;<a
href="https://picasaweb.google.com/lh/photo/G2qxqsuMbq4Oxv7HyxthGg?feat=directlink" target="_blank">super-piano</a>&#8221; (semelhante àquele do filme &#8220;Quero Ser Grande&#8221;), e outros itens. Ganhamos brindes, comprei algumas coisas (como duas camisas e um livro), vi e fotografei algumas coisas interessante.</p><h2>E o Woz?</h2><div
class="wp-caption alignright" style="width: 298px"><a
href="https://lh3.googleusercontent.com/_f4K0Fojdkk8/TT9H8p2xSMI/AAAAAAAAHi0/Qp5t40F7gEA/s288/IMG_0101.JPG"><img
title="Steve Wozniak. Reverenciem o mestre, novatos." src="https://lh3.googleusercontent.com/_f4K0Fojdkk8/TT9H8p2xSMI/AAAAAAAAHi0/Qp5t40F7gEA/s288/IMG_0101.JPG" alt="Steve Wozniak. Reverenciem o mestre, novatos." width="288" height="216" /></a><p
class="wp-caption-text">Steve Wozniak. Reverenciem o mestre, novatos.</p></div><p>Não enganaria ninguém ao dizer que a minha principal motivação para ir à Campus Party foi <a
href="http://www.woz.org" target="_blank">Steve Wozniak</a>. Sim, ver e ouvir o Woz, um dos heróis da minha geração, não tinha preço. Para quem não o conhece, saiba que se não fosse ele, não teria existido Steve Jobs, Apple, iPhone, iPad, iPod, Mac&#8230; Ele começou tudo, aos 25 anos, quando montou o que nós entendemos como <em>computador pessoal</em>.</p><p>E lá vou eu para a coletiva de imprensa dele, no sábado, 22 de janeiro. Pergunto como é o esquema para um amigo, <a
href="http://twitter.com/rafarigues">Rafael Rigues</a>, da <a
href="http://www.pcworld.com.br" target="_blank">PC World</a>, ele me dá algumas dicas e lá vou eu, meio assustado, já que é a primeira vez em que sou imprensa credenciada. Como a maioria ali, eu queria um autógrafo do Woz na autobiografia dele (que eu tinha comprado pouco antes), e fazer uma pergunta a ele.</p><p>Filmei boa parte da coletiva, na medida com que era possível, já que a câmera trepidava, sem tripé, a iluminação não ajudava&#8230; E eu cansava. Fiz várias fotos desse sujeito simpaticão, pouco mais novo do que meu pai (60 anos), e com um iPod nano no pulso (direito). Ainda filmei&#8230; E consegui fazer a pergunta! Perguntei a ele sobre<em> o que ele mudaria no projeto original do Apple II</em>.</p><p>Antes que alguém diga que a pergunta é tola, o que perguntei a ele é pertinente: Afinal, ele criou o Apple I e o Apple II, viu sua criação vender 7 milhões de máquinas pelo mundo, <strong>mas ele saiu da Apple em 1987</strong>. Ele não faz mais parte do dia-a-dia da empresa que fundou há mais de 23 anos. Não adianta perguntar sobre iPad 2, sobre iPhone 5 ou os planos de dominação mundial do Jobs. Aliás, nem sobre a <a
href="http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/01/presidente-da-apple-steve-jobs-sai-de-licenca-medica.html" target="_blank">saúde de Steve Jobs</a> ele pode opinar muito, e não falou nada que não sabemos.</p><p>O Rigues perguntou-o a respeito de uma afirmação no blog dos desenvolvedores do Android, que dizem que os fabricantes terão que tomar uma posição: Ou fecham o aparelho completamente, ou permitem que o usuário faça o que quiser com ele. Woz saiu bem pela tangente, quase perpendicular, e não respondeu à pergunta.</p><div
class="wp-caption alignright" style="width: 298px"><a
href="https://lh5.googleusercontent.com/_f4K0Fojdkk8/TT9M0u9TrQI/AAAAAAAAHug/aFG7rufaViI/s288/IMG_0113.JPG"><img
title="Babs, do Garotas Geeks, e um Mac Classic II... Que funciona!" src="https://lh5.googleusercontent.com/_f4K0Fojdkk8/TT9M0u9TrQI/AAAAAAAAHug/aFG7rufaViI/s288/IMG_0113.JPG" alt="Babs, do Garotas Geeks, e um Mac Classic II... Que funciona!" width="288" height="216" /></a><p
class="wp-caption-text">Babs, do Garotas Geeks, e um Mac Classic II... Que funciona!</p></div><p>Quanto à minha pergunta, ele falou sobre o uso do Microsoft BASIC (ele queria evitar o fato), sobre colocar unidade de ponto flutuante no Apple II, e o mais só vendo o vídeo. Eu estava emocionado por um dos heróis da minha geração estar ali, respondendo uma pergunta minha. Um <a
href="http://tabajara-labs.blogspot.com/" target="_blank">amigo meu</a> teria infartado do coração nesse momento (<a
href="http://tabajara-labs.blogspot.com/2011/01/meu-mundo-acabou-p.html">se ele apertasse a mão do Woz, ele nunca mais a lavaria</a>). No final da coletiva, pano rápido e Woz sai pela lateral, rapidamente, e deixa todos nós com o livro na mão, esperando a assinatura. A Babs, do <a
href="http://garotasgeeks.com/" target="_blank">Garotas Geeks</a>, trouxe um Mac Classic II para ser autografado. Não foi ainda, mas ela foi o alvo das câmeras dos jornalistas presentes. Bem&#8230; Fica para o final.</p><p>Acaba a coletiva, vamos de volta para área dos campuseiros e eu sigo para ver a palestra, me enfiando no meio da molecada que quer ouvir o Woz (mas não faz a menor ideia do que ele fez na Apple). A aglomeração é grande, e fica díficil fazer fotos. Mesmo assim consegui registrar algumas da palestra, além de vê-lo chegando, tal qual estrela do rock, até o palco principal. Um amigo que tinha entrado como VIP liga, e me chama para a fila de autógrafos. O Woz autografaria na sala VIP, esse amigo foi barrado e ficou sabendo do fato. Como a fila estava no início, melhor ainda.</p><p>Na fila reencontro <a
href="http://www.zoomdigital.com.br" target="_blank">um ex-aluno meu</a>, conheço algumas pessoas muito simpáticas, como <a
href="http://twitter.com/rbanffy" target="_blank">um jornalista</a> que disse-me que a minha pergunta foi a mais relevante de todas e um fã de Apple II, que trazia um mouse de Apple IIgs para que o Woz autografasse. Conversa vai, conversa vem&#8230; Mais de uma hora na espera.</p><div
class="wp-caption alignright" style="width: 298px"><a
href="https://lh4.googleusercontent.com/_f4K0Fojdkk8/TT9OSzctGBI/AAAAAAAAHvc/z609jToLgB8/s288/IMG_0133.JPG"><img
title="2000 pessoas na fila... E aumentando." src="https://lh4.googleusercontent.com/_f4K0Fojdkk8/TT9OSzctGBI/AAAAAAAAHvc/z609jToLgB8/s288/IMG_0133.JPG" alt="2000 pessoas na fila... E aumentando." width="288" height="216" /></a><p
class="wp-caption-text">2000 pessoas na fila... E aumentando.</p></div><p>Mais alguns problemas da organização surgem, quando nos retiram da fila para que pudéssemos tirar fotos do Wozniak autografando livros: &#8220;<em>Mas vocês não podem pedir autógrafo dele. Fã é fã, e imprensa é imprensa</em>&#8220;. Discordamos prontamente, e o jornalista responde de maneira exemplar: &#8220;<em>Esse homem é meu herói desde os 10 anos de idade, eu sou fã dele. Não saio daqui sem o autógrafo dele, mesmo sendo imprensa</em>&#8220;. Argumentei que as fotos dele já tinham sido feitas na coletiva de imprensa, só queria ser fotografado com ele, e o autógrafo. Conclusão&#8230; Pedido de desculpas a nós e voltamos para a fila.</p><p>Fila que, aliás estava bem desorganizada: Próxima a um bebedouro, e os seguranças ainda mandaram aproximá-la do móvel. Ou seja, veio gente com a desculpa de irem beber água, e ali ficaram, mesmo debaixo de protestos. A restrição de apenas um item a ser autografado pelo Woz (para que a fila andasse), não foi cumprida, já que vi gente subindo com 4 Macbooks debaixo do braço. Mais falhas de organização. No final, ainda foi formada uma segunda fila, dos dinamizadores (a equipe de apoio da Campus Party), e por pouco não ficamos parados, esperando que todos eles entrassem e recebessem seus autógrafos, para depois sermos atendidos: Debaixo de protestos, o apoio teve a brilhante idéia de misturar a fila, subindo algumas pessoas de cada uma das duas filas. E assim se fez.</p><div
class="wp-caption alignright" style="width: 298px"><a
href="https://lh6.googleusercontent.com/_f4K0Fojdkk8/TT9Osv_UWDI/AAAAAAAAHv8/3sZS-tyImLY/s288/IMG_0141.JPG"><img
title="O momento inesquecível da Campus Party para mim." src="https://lh6.googleusercontent.com/_f4K0Fojdkk8/TT9Osv_UWDI/AAAAAAAAHv8/3sZS-tyImLY/s288/IMG_0141.JPG" alt="O momento inesquecível da Campus Party para mim." width="288" height="216" /></a><p
class="wp-caption-text">O momento inesquecível da Campus Party para mim.</p></div><p>Finalmente subimos, e tudo foi muito rápido. Sentei-me ao lado dele e disse, em inglês claro e direto: &#8220;<strong>Senhor Wozniak, este é o nosso cartão. Nós temos <a
href="http://retrocomputaria.blogspot.com/" target="_blank">um podcast sobre retrocomputação</a>, e falamos também do Apple II</strong>&#8220;. E o sorridente gordinho (como disse minha mãe) estendeu a mão, pegou o cartão, agradeceu e disse: &#8220;<em>Interessante</em>&#8220;. E ele pegou um pacotinho, abriu, pegou um cartão de visitas dele e me entregou. Fiquei branco na hora, mas sorri e estendi a mão a ele para cumprimentá-lo, o que foi respondido. Logo fui tirado às pressas, já que não dava para esperar muito, mas ainda consegui fotografar um amigo, atrás de mim, também com o Wozniak.</p><p>As curiosidades do cartão de visitas do Wozniak consistem em que:</p><ul><li>Ele não dá esse cartão a qualquer um. Pelo contrário, ele só entrega esse cartão a quem ele considera interessante.</li><li>O cartão é feito de lâmina de aço, com alguns desenhos feitos a laser, e perfurações também.</li><li>O cartão traz o nome, email, endereço e número de telefone do Wozniak.</li></ul><p>O próprio Wozniak já brincou dizendo que <a
href="http://www.tuaw.com/2006/10/03/the-wozs-business-card/" target="_blank"> usaria o cartão para cortar bifes recebidos nos serviços de bordo das companhias aéreas aos quais ele viajaria</a>&#8230; Mas é um troféu, o que coroou uma semana de correria, e fez valer a pena o esforço. Como diz meu amigo Marcio Lima&#8230;</p><div
class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a
href="https://lh4.googleusercontent.com/_f4K0Fojdkk8/TUhZT0C8pUI/AAAAAAAAH8E/YMLtOaRjLGM/s288/Imagem644.jpg"><img
class="  " title="Ajoelhe-se aos meus pés, filho de Jor-El!" src="https://lh4.googleusercontent.com/_f4K0Fojdkk8/TUhZT0C8pUI/AAAAAAAAH8E/YMLtOaRjLGM/s288/Imagem644.jpg" alt="Ajoelhe-se aos meus pés, filho de Jor-El!" width="400" /></a><p
class="wp-caption-text">Ajoelhe-se aos meus pés, filho de Jor-El!</p></div><p>Dali, o que sobrou? Aquele amigo meu, da PC World, infelizmente, ainda estava no meio da fila. O rapaz do mouse de Apple IIgs disse que o Woz se emocionou quando viu a procedência do mouse, assinou e parabenizou-o por ter o micro &#8211; todo autografado, na moldura, pendurado na parede. O jornalista conseguiu 2 autógrafos: Um na sua edição da autobiografia, e outro na edição da autobiografia que ele vai dar ao filho dele de presente. Teve gente descendo com iMac autografado, outros com Macbooks&#8230; O que é meio burrice, já que você vai vender depois o notebook, e vais fazer o que com o autógrafo? Pedir mais caro? Bem fez a Babs, que conseguiu o autógrafo dele (finalmente) no seu Mac Classic II.</p><p>E com isso fecha a Campus Party para mim. Acho que tudo que eu tinha de bom a relatar está aí. Fica o convite a todos para ir até o meu álbum de fotos e ver o que registrei de lá. Acho que vão gostar&#8230; Ou não.</p><table
style="width: 194px;"><tbody><tr><td
style="height: 194px; background: url(https://picasaweb.google.com/s/c/transparent_album_background.gif) no-repeat scroll left center transparent; text-align: center;"><a
href="https://picasaweb.google.com/ricardojpinheiro/CampusParty2011?feat=embedwebsite"><img
style="margin: 1px 0 0 4px;" src="https://lh5.googleusercontent.com/_f4K0Fojdkk8/TTmKQ0hhpsE/AAAAAAAAH8E/8H7L0N-t0eM/s160-c/CampusParty2011.jpg" alt="" width="160" height="160" /></a></td></tr><tr><td
style="text-align: center; font-family: arial,sans-serif; font-size: 11px;"><a
style="color: #4d4d4d; font-weight: bold; text-decoration: none;" href="https://picasaweb.google.com/ricardojpinheiro/CampusParty2011?feat=embedwebsite">Campus Party 2011</a></td></tr></tbody></table><p>PS: O jabour_rio é meu &#8220;quase-primo&#8221; porque ele é amigo de um primo meu, e quase namorou com a irmã dele, logo, minha prima. Por isso, a &#8220;piada interna&#8221;.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.guanabara.info/2011/02/meu-relato-da-campus-party-atrasado-eu-sei/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>14</slash:comments> </item> <item><title>Imagine se a vida fosse um videogame</title><link>http://www.guanabara.info/2010/10/imagine-se-a-vida-fosse-um-videogame/</link> <comments>http://www.guanabara.info/2010/10/imagine-se-a-vida-fosse-um-videogame/#comments</comments> <pubDate>Wed, 27 Oct 2010 00:11:35 +0000</pubDate> <dc:creator>@renanturrm</dc:creator> <category><![CDATA[Opinião]]></category> <category><![CDATA[coisas incríveis]]></category> <category><![CDATA[Vida Real]]></category> <category><![CDATA[Videogame]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.guanabara.info/?p=22018</guid> <description><![CDATA[O título do post faz com que nós leitores imaginasse-mos milhares de coisas que são feitas nos videogames e que na vida real seria impossível. Com o vídeo divulgado no site Gizmodo Brasil, sua opinião mudará bem rápido.As imagens mostradas no vídeo não tiveram nenhum tipo de animação ou truque visual qualquer. Pelo contrário, são 5 minutos de pessoas fazendo coisas que nós só esperávamos ver nos videogames&#8230; mas se você já fez uma dessas coisas compartilhe conosco
]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
rel="attachment wp-att-22019" href="http://www.guanabara.info/2010/10/imagine-se-a-vida-fosse-um-videogame/incrivel/"><img
class="aligncenter size-full wp-image-22019" title="incrivel" src="http://www.guanabara.info/wp-content/uploads/2010/10/incrivel.jpg" alt="" width="447" height="292" /></a>O título do post faz com que nós leitores imaginasse-mos milhares de coisas que são feitas nos videogames e que na vida real seria impossível. Com o vídeo divulgado no site <a
href="http://www.gizmodo.com.br/">Gizmodo Brasil</a>, sua opinião mudará bem rápido.</p><p><span
id="more-22018"></span><br
/> <object
classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="640" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param
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src='http://www.guanabara.info/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.guanabara.info/2010/10/imagine-se-a-vida-fosse-um-videogame/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>15</slash:comments> </item> <item><title>[EVOLUÇÃO] Microsoft Windows</title><link>http://www.guanabara.info/2010/06/evolucao-microsoft-windows/</link> <comments>http://www.guanabara.info/2010/06/evolucao-microsoft-windows/#comments</comments> <pubDate>Sat, 12 Jun 2010 03:45:48 +0000</pubDate> <dc:creator>Doutor Z.</dc:creator> <category><![CDATA[Evoluções]]></category> <category><![CDATA[Microsoft]]></category> <category><![CDATA[Opinião]]></category> <category><![CDATA[Evolução]]></category> <category><![CDATA[futuro]]></category> <category><![CDATA[operacional]]></category> <category><![CDATA[sistema]]></category> <category><![CDATA[versões]]></category> <category><![CDATA[windows]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.guanabara.info/?p=16033</guid> <description><![CDATA[Desde que foi lançado em novembro de 1985, o Microsoft Windows vem sendo atualizado e recriado  sempre, espalhando sua marca para todo o mundo. Até hoje já foram lançadas inúmeras versões, desde o Windows 1.0 até o  recente Windows 7.Cada versão é lançada com o objetivo de tentar segurar ainda mais os usuários, que pouco a pouco estão migrando para outros sistemas operacionais.
Como pouca gente teve oportunidade de conhecer pessoalmente, separei algumas imagens que mostram essa evolução do Windows através dos anos. Clique e comente sobre essa evolução e suas perspectivas sobre as futuras versões do sistema operacional mais usado no mundo.
]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p
style="text-align: justify;">Desde que foi lançado em novembro de 1985, o Microsoft Windows vem sendo atualizado e recriado  sempre, espalhando sua marca para todo o mundo. Até hoje já foram lançadas inúmeras versões, desde o Windows 1.0 até o  recente Windows 7.<img
class="aligncenter size-full wp-image-16034" title="Microsoft Windows" src="http://www.guanabara.info/wp-content/uploads/2009/12/3dmax-logo-win.jpg" alt="Microsoft Windows" width="491" height="302" /><span
id="more-16033"></span>Cada versão é lançada com o objetivo de tentar segurar ainda mais os usuários, que pouco a pouco estão migrando para outros sistemas operacionais.</p><p
style="text-align: justify;">Como pouca gente teve oportunidade de conhecer pessoalmente, separei algumas imagens que mostram essa<strong> <a
rel="nofollow" href="http://doutorz.com/evolucao-do-windows-atraves-dos-anos/" target="_blank">evolução do Windows através dos anos</a>.</strong> Clique e comente sobre essa evolução e suas perspectivas sobre as futuras versões do sistema operacional mais usado no mundo.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.guanabara.info/2010/06/evolucao-microsoft-windows/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>22</slash:comments> </item> <item><title>&#8230; e a HP comprou a Palm. Lá vem novidades!</title><link>http://www.guanabara.info/2010/05/e-a-hp-comprou-a-palm-la-vem-novidades/</link> <comments>http://www.guanabara.info/2010/05/e-a-hp-comprou-a-palm-la-vem-novidades/#comments</comments> <pubDate>Fri, 21 May 2010 12:00:03 +0000</pubDate> <dc:creator>Ricardo Pinheiro</dc:creator> <category><![CDATA[Geral]]></category> <category><![CDATA[Notícias]]></category> <category><![CDATA[Opinião]]></category> <category><![CDATA[Tecnológicas]]></category> <category><![CDATA[1.2 bilhão]]></category> <category><![CDATA[Compra]]></category> <category><![CDATA[HP]]></category> <category><![CDATA[iPad]]></category> <category><![CDATA[Palm]]></category> <category><![CDATA[Tablet]]></category> <category><![CDATA[webOS]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.guanabara.info/?p=18993</guid> <description><![CDATA[
Acho que todos ficaram sabendo da compra da Palm pela HP. Pois é, como eu falei no meu último post, a Palm estava cada vez mais irrelevante para o mercado de dispositivos móveis &#8220;inteligentes&#8221; (smartphones). Uma empresa que criou o mercado de palmtops e posteriormente, o de smartphones, agora&#8230; Era um número pouco acima do zero. Pois é, o mercado é cruel, e a Palm foi burra em insistir no Palm OS 6 (Cobalt), vender a divisão de sistemas operacionais para a ACCESS japonesa, e fechar com a Be Inc. E, apesar do webOS (que é um sistema fantasticamente bem-feito), ela foi posta à venda.A HP surpreendeu todo mundo e comprou a Palm. Pagou US$ 1,2 bilhão. Ninguém esperava que a grande Hewlett-Packard iria interessar-se por uma empresa de produtos portáteis. Mas comprou. Claro que muita gente ficou preocupada, pois acho que quem é um pouco mais velho lembra que a Digital (fabricante do excelente processador Alpha) foi comprada pela Compaq, e o desastre que foi a compra da Compaq pela HP: Hoje em dia, a marca Compaq, que foi a primeira empresa no mundo a clonar um IBM-PC (lá pelos idos de 1982), virou marca de notebook barato da HP. Só isso.
Para quem não leu, aí vai a tradução (livre) do primeiro parágrafo do post que a Palm colocou no seu blog corporativo:
No caso de você não ter ouvido, nós acabamos de anunciar uma fusão com uma lojinha ali na esquina, chamada HP. Essa lojinha é hoje a maior empresa de tecnologia do mundo, e certamente uma das empresas mais reverenciadas da terra da tecnologia. Vocês podem dizer &#8220;aceleração do webOS&#8221;? Estamos realmente empolgados, e gratos por surpreender o mundo de novo.
E o que vai sair disso aí? A proposta da HP é clara, e fisguei lá do Pinguins [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p
style="text-align: center;"><img
class="size-full wp-image-19080 aligncenter" title="Slate" src="http://www.guanabara.info/wp-content/uploads/2010/05/slate1.jpg" alt="" width="290" height="458" /></p><p
style="text-align: justify;">Acho que todos ficaram sabendo da compra da Palm pela HP. Pois é, <a
href="http://www.guanabara.info/2010/05/android-ultrapassa-iphone-nos-eua/" target="_blank">como eu falei no meu último post</a>, a Palm estava cada vez mais irrelevante para o mercado de dispositivos móveis &#8220;inteligentes&#8221; (smartphones). Uma empresa que criou o mercado de palmtops e posteriormente, o de smartphones, agora&#8230; Era um número pouco acima do zero. Pois é, o mercado é cruel, e a Palm foi burra em insistir no Palm OS 6 (Cobalt), vender a divisão de sistemas operacionais para a ACCESS japonesa, e fechar com a Be Inc. E, apesar do webOS (que é um sistema fantasticamente bem-feito), ela foi posta à venda.</p><p><span
id="more-18993"></span></p><p
style="text-align: justify;"><a
href="http://www.gizmodo.com.br/conteudo/surpresa-hp-compra-palm-isso-muda-muita-coisa" target="_blank">A HP surpreendeu todo mundo e comprou a Palm</a>. Pagou US$ 1,2 bilhão. Ninguém esperava que a grande Hewlett-Packard iria interessar-se por uma empresa de produtos portáteis. Mas comprou. Claro que muita gente ficou preocupada, pois acho que quem é um pouco mais velho lembra que a Digital (fabricante do excelente processador Alpha) foi comprada pela Compaq, e o desastre que foi a compra da Compaq pela HP: Hoje em dia, a marca Compaq, que foi a primeira empresa no mundo a clonar um IBM-PC (lá pelos idos de 1982), virou marca de notebook barato da HP. Só isso.</p><p
style="text-align: justify;">Para quem não leu, aí vai a tradução (livre) do primeiro parágrafo do post que a Palm colocou no seu blog corporativo:</p><blockquote
style="text-align: justify;"><p>No caso de você não ter ouvido, nós acabamos de anunciar uma fusão com uma lojinha ali na esquina, chamada HP. Essa lojinha é hoje a maior empresa de tecnologia do mundo, e certamente uma das empresas mais reverenciadas da terra da tecnologia. Vocês podem dizer &#8220;aceleração do webOS&#8221;? Estamos realmente empolgados, e gratos por surpreender o mundo de novo.</p></blockquote><p
style="text-align: justify;">E o que vai sair disso aí? A proposta da HP é clara, e fisguei lá do Pinguins Móveis:</p><ul><li>Pegar o WebOS;</li><li>Usar o apoio da HP para levantar a Palm;</li><li>Usar as conexões da HP para fazer da Palm (novamente) um jogador no mercado;</li><li>E criar um ecossistema móvel.</li></ul><p
style="text-align: justify;">O primeiro rumor está lá em cima, viram? Sim, um tablet com webOS, chamado &#8220;Hurricane&#8221;. 3º trimestre de 2010, ou no mais tardar, no Natal. O HP Slate, aquele tablet que a Microsoft usou para demonstrar o Windows 7, <a
href="http://www.gizmodo.com.br/conteudo/hp-deve-abandonar-projeto-de-tablet-diz-techcrunch" target="_blank">não será produzido</a>.</p><p
style="text-align: justify;">A HP tem pressa em produzir algo com WebOS? Sem dúvida. Tanto que ela disse que irá embarcar o sistema em impressoras, roteadores e tantos outros sistemas. Se sair o tablet MESMO, aí a coisa vai ficar divertida, pois veremos o início do ecossistema dos tablets, que começou com os Nokia N670, N800 e N810, (que continuou com o iPad, e que tem mais gente entrando (falo isso depois). Se for mais barato, então&#8230; Melhor ainda.</p><p
style="text-align: justify;">E o que vocês acham?</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.guanabara.info/2010/05/e-a-hp-comprou-a-palm-la-vem-novidades/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>9</slash:comments> </item> <item><title>Novo player Flash do YouTube</title><link>http://www.guanabara.info/2010/04/novo-player-flash-do-youtube/</link> <comments>http://www.guanabara.info/2010/04/novo-player-flash-do-youtube/#comments</comments> <pubDate>Thu, 29 Apr 2010 01:09:36 +0000</pubDate> <dc:creator>@renanturrm</dc:creator> <category><![CDATA[Inovações]]></category> <category><![CDATA[Opinião]]></category> <category><![CDATA[Novo Player Flash]]></category> <category><![CDATA[Player Youtube]]></category> <category><![CDATA[Youtube de cara nova]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.guanabara.info/?p=18338</guid> <description><![CDATA[Mês de abril começou diferente de qualquer outro mês, o Youtube mostrou os vídeos feitos com letras no dia 1° de abril, por esses dias, mas exato no dia 9 de abril a Google inicou uma fase de testes com um novo player de vídeos para o YouTube, visando facilitar e melhorar a vida dos usuários com uma interface mais limpa e simplificada. Hoje, porém, a novidade foi liberada para todo mundo e, a partir de agora, o player em Flash será assim:Se a interface parece “limpa demais”, não tema, pois todos os recursos ainda estão presentes: eles aparecem apenas quando você move o cursor do mouse sobre o player, sumindo suavemente enquanto você assiste ao vídeo. Outro componente que foi alterado e quase ninguém percebeu foi a reprodução (SIM/NÃO) ser automática, colocaram um botão de liga e desligaJá que agora você sabe que o Youtube está de cara nova, que tal deixar sua opinião]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p
style="text-align: justify;">Mês de abril começou diferente de qualquer outro mês, o <strong>Youtube</strong> mostrou os vídeos feitos com letras no dia 1° de abril, por esses dias, mas exato no dia 9 de abril a <strong>Google</strong> inicou uma fase de testes com um novo player de vídeos para o <strong>YouTube</strong>, visando facilitar e melhorar a vida dos usuários com uma interface mais limpa e simplificada. Hoje, porém, a novidade foi liberada para todo mundo e, a partir de agora, o player em Flash será assim:</p><p
style="text-align: center;"><a
href="http://www.youtube.com/watch?v=_9hwwmMX_FE"><img
class="size-full wp-image-18339 aligncenter" title="Youtube" src="http://www.guanabara.info/wp-content/uploads/2010/04/Youtube.jpg" alt="" width="525" height="324" /></a></p><p
style="text-align: justify;">Se a interface parece <strong>“limpa demais”</strong>, não tema, pois todos os recursos ainda estão presentes: eles aparecem apenas quando você move o cursor do mouse sobre o player, sumindo suavemente enquanto você assiste ao vídeo. Outro componente que foi alterado e quase ninguém percebeu foi a reprodução (SIM/NÃO) ser automática, colocaram um botão de liga e desliga <img
src='http://www.guanabara.info/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /></p><p
style="text-align: justify;"><p
style="text-align: justify;"><img
class="alignright size-full wp-image-18342" title="Youtube Voluma" src="http://www.guanabara.info/wp-content/uploads/2010/04/Youtube-Voluma.jpg" alt="" width="223" height="54" /></p><p
style="text-align: justify;"><img
title="botão" src="http://www.guanabara.info/wp-content/uploads/2010/04/botão.jpg" alt="" width="202" height="52" /></p><p
style="text-align: justify;">Já que agora você sabe que o Youtube está de cara nova, que tal deixar sua opinião <img
src='http://www.guanabara.info/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /></p><div><span
style="color: #0000ee; -webkit-text-decorations-in-effect: underline;"><br
/> </span></div> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.guanabara.info/2010/04/novo-player-flash-do-youtube/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>17</slash:comments> </item> <item><title>O Futuro na visão da Microsoft &#8211; Parte 2</title><link>http://www.guanabara.info/2010/03/o-futuro-na-visao-da-microsoft-2/</link> <comments>http://www.guanabara.info/2010/03/o-futuro-na-visao-da-microsoft-2/#comments</comments> <pubDate>Tue, 09 Mar 2010 14:44:06 +0000</pubDate> <dc:creator>@renanturrm</dc:creator> <category><![CDATA[Lógica]]></category> <category><![CDATA[Microsoft]]></category> <category><![CDATA[Opinião]]></category> <category><![CDATA[2019]]></category> <category><![CDATA[Evolução]]></category> <category><![CDATA[futuro]]></category> <category><![CDATA[multi-touch]]></category> <category><![CDATA[touchscreen]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.guanabara.info/?p=17383</guid> <description><![CDATA[
Essa matéria já foi publicada aqui no Guanabara.info e estou apenas reforçando com um vídeo extensivo ao que já foi mostrado aqui. O vídeo retrata a visão que a empresa Microsoft  tem para o futuro, um futuro bem próximo (2019).Algumas idéias são bem diferentes e conceitos bem questionados pelo pessoal  de nanotecnologia, e outras dão continuidade às touchscreens e ao famoso Multi-touch.
Fonte: Eletronicoblog
]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
class="aligncenter size-full wp-image-17384" title="microsoft" src="http://www.guanabara.info/wp-content/uploads/2010/03/microsoft.JPG" alt="microsoft" /><a
href="http://www.guanabara.info/2009/03/o-futuro-na-visao-da-microsoft/"></a></p><p
style="text-align: justify;"><a
href="http://www.guanabara.info/2009/03/o-futuro-na-visao-da-microsoft/">Essa matéria já foi publicada aqui no Guanabara.info</a> e estou apenas reforçando com um vídeo extensivo ao que já foi mostrado aqui. O vídeo retrata a visão que a empresa <a
href="http://www.guanabara.info/tag/Microsoft/">Microsoft </a> tem para o futuro, um futuro bem próximo (2019).</p><p><object
classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="640" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param
name="allowFullScreen" value="true" /><param
name="allowscriptaccess" value="always" /><param
name="src" value="http://www.youtube.com/v/nq3EeZz-W3A?version=3&amp;hl=en_US" /><param
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type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="360" src="http://www.youtube.com/v/nq3EeZz-W3A?version=3&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p><p>Algumas idéias são bem diferentes e conceitos bem questionados pelo pessoal  de nanotecnologia, e outras dão continuidade às touchscreens e ao famoso Multi-touch.</p><p
style="text-align: right;"><em>Fonte: </em><a
href="http://www.eletronicoblog.pop.com.br/post/820/a-tecnologia-do-futuro-segundo-a-microsoft"><em>Eletronicoblog</em></a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.guanabara.info/2010/03/o-futuro-na-visao-da-microsoft-2/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>32</slash:comments> </item> <item><title>[HUMOR]Precisa de uma Redução de Custos?</title><link>http://www.guanabara.info/2010/03/humorprecisa-de-uma-reducao-de-custos/</link> <comments>http://www.guanabara.info/2010/03/humorprecisa-de-uma-reducao-de-custos/#comments</comments> <pubDate>Mon, 08 Mar 2010 03:43:38 +0000</pubDate> <dc:creator>@renanturrm</dc:creator> <category><![CDATA[Aprenda]]></category> <category><![CDATA[Humor]]></category> <category><![CDATA[Opinião]]></category> <category><![CDATA[custos]]></category> <category><![CDATA[energia eletrica]]></category> <category><![CDATA[interruptor]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.guanabara.info/?p=17365</guid> <description><![CDATA[Às vezes é difícil lembrar-se dos cuidados que temos que ter com o consumo de energia. Bem, se você gostaria de se obrigar a mudar os seus conceitos, então esta é uma maneira de fazê-los. Se nada mais resolve seus problemas de consumo de energia, você vai começar a pensar nisso quando ligar as luzes com esse interruptor. Ou isso ou você vai aprender a movimentar os seus dedos de outra maneira!
Este interruptor foi desenhado por um estilista francês, Josselin Zargouche. Isso não significa que você não será capaz de comprar este interruptor. Você pode sempre tentar fazer o seu próprio. Então você pode colocá-lo em uma sala que você ou sua família têm a tendência para acender as luzes assim sempre reduzindo os custos elétricos pois os custos Hospitalares vão crescer
Fonte: coolest-gadgets
]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p
style="text-align: justify;"><span
style="background-color: #ffffff;" title="Sometimes it's just tough remembering to be careful about all of your energy consumption."><img
class="alignleft size-full wp-image-17366" title="Ligue-me para ver o que acontece!" src="http://www.guanabara.info/wp-content/uploads/2010/03/TOMADA.jpg" alt="TOMADA " width="218" height="300" />Às vezes é difícil lembrar-se dos cuidados que temos que ter com o consumo de <a
href="http://www.guanabara.info/tag/energia/">energia</a>. </span><span
style="background-color: #ffffff;" title="Well if you'd like to force yourself to change your ways, then this is one way to do it.">Bem, se você gostaria de se obrigar a mudar os seus conceitos, então esta é uma maneira de fazê-los. </span><span
style="background-color: #ffffff;" title="If nothing else you'll start to think about it when you turn on your lights.">Se nada mais resolve seus problemas de consumo de energia, você vai começar a pensar nisso quando ligar as luzes com esse interruptor. </span><span
style="background-color: #ffffff;" title="Either that or you'll learn to move your fingers out of the way really quick.">Ou isso ou você vai aprender a movimentar os seus dedos de outra maneira! <img
src='http://www.guanabara.info/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="background-color: #ffffff;" title="Either that or you'll learn to move your fingers out of the way really quick."><span
style="background-color: #ffffff;" title="This was designed by a French designer, Josselin Zargouche.">Este interruptor foi desenhado por um estilista francês, Josselin Zargouche. </span><span
style="background-color: #ffffff;" title="That does mean that you won't be able to purchase this light switch rigged up like a mouse trap.">Isso não significa que você não será capaz de comprar este interruptor. </span><span
style="background-color: #ffffff;" title="You could always attempt to make your own though.">Você pode sempre tentar fazer o seu próprio. </span><span
style="background-color: #ffffff;" title="Then you could put it in a room that you or your family have the tendency to turn on the lights too much within.">Então você pode colocá-lo em uma sala que você ou sua família têm a tendência para acender as luzes assim sempre reduzindo os custos elétricos pois os custos Hospitalares vão crescer</span></span></p><p
style="text-align: right;"><span
style="background-color: #ffffff;" title="Either that or you'll learn to move your fingers out of the way really quick.">Fonte: <a
href="http://www.coolest-gadgets.com/20100307/switch-pain-change-ways/"><em>coolest-gadgets</em></a></span></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.guanabara.info/2010/03/humorprecisa-de-uma-reducao-de-custos/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>10</slash:comments> </item> <item><title>Cuidado com o Crack</title><link>http://www.guanabara.info/2010/02/cuidado-com-o-crack/</link> <comments>http://www.guanabara.info/2010/02/cuidado-com-o-crack/#comments</comments> <pubDate>Tue, 23 Feb 2010 13:49:12 +0000</pubDate> <dc:creator>Marcelo Mendes</dc:creator> <category><![CDATA[Aprenda]]></category> <category><![CDATA[Aulas]]></category> <category><![CDATA[Notícias]]></category> <category><![CDATA[Opinião]]></category> <category><![CDATA[anti-vírus]]></category> <category><![CDATA[crack]]></category> <category><![CDATA[rootkit]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.guanabara.info/?p=17219</guid> <description><![CDATA[
Até parece muito fácil baixar um programa da internet, vem tudo certinho zipado e com CRACK. E se por ventura ainda alguém não sabe o que é um crack de um programa, ele é um arquivo feito para quebrar a proteção de segurança de um software. &#8220;deixar o programa ativado como se fosse original&#8221;. O primeiro problema é uso ilegal do software, e o segundo é que na maioria dos CRACKs você instala algum tipo de vírus no seu PC, seja ele um TROJAN, ROOTKIT, e outras pragas. Então tenha cuidado, pois os antivírus raramente pegam rootkit e vírus que você mesmo instala.
Dicas:Use versões freeware.
Coloque o mínimo possível de programas no seu PC, assim você terá um PC mais rápido.
Caso use profissionalmente algum programa, compre-o.
Se for usar pouco use a versão Trial 30 dias teste, e baixe direto do site do fabricante.]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p
style="text-align: center;"><img
class="size-full wp-image-17220 aligncenter" title="criando seu progprio crack" src="http://www.guanabara.info/wp-content/uploads/2010/02/criando-seu-progprio-crack.jpg" alt="criando seu progprio crack" width="370" height="320" /></p><p
style="text-align: justify;">Até parece muito fácil baixar um programa da internet, vem tudo certinho zipado e com CRACK. E se por ventura ainda alguém não sabe o que é um crack de um programa, ele é um arquivo feito para quebrar a proteção de segurança de um software. &#8220;deixar o programa ativado como se fosse original&#8221;. O primeiro problema é uso ilegal do software, e o segundo é que na maioria dos CRACKs você instala algum tipo de vírus no seu PC, seja ele um TROJAN, ROOTKIT, e outras pragas. Então tenha cuidado, pois os antivírus raramente pegam rootkit e vírus que você mesmo instala.</p><p>Dicas:</p><ul><li>Use versões freeware.</li><li>Coloque o mínimo possível de programas no seu PC, assim você terá um PC mais rápido.</li><li>Caso use profissionalmente algum programa, compre-o.</li><li>Se for usar pouco use a versão Trial 30 dias teste, e baixe direto do site do fabricante.</li></ul><p><img
class="aligncenter size-full wp-image-17221" title="Tutorial_Criando_Crack" src="http://www.guanabara.info/wp-content/uploads/2010/02/Tutorial_Criando_Crack.jpg" alt="Tutorial_Criando_Crack" /></p><p
style="text-align: justify;"> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.guanabara.info/2010/02/cuidado-com-o-crack/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>36</slash:comments> </item> <item><title>Falta Profissionalismo no Software Proprietário?</title><link>http://www.guanabara.info/2010/02/falta-profissionalismo-no-software-proprietario/</link> <comments>http://www.guanabara.info/2010/02/falta-profissionalismo-no-software-proprietario/#comments</comments> <pubDate>Tue, 23 Feb 2010 12:00:13 +0000</pubDate> <dc:creator>Ricardo Pinheiro</dc:creator> <category><![CDATA[Debate]]></category> <category><![CDATA[Opinião]]></category> <category><![CDATA[Polêmica]]></category> <category><![CDATA[Segurança]]></category> <category><![CDATA[Software Livre]]></category> <category><![CDATA[software proprietário]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.guanabara.info/?p=17215</guid> <description><![CDATA[Antes de tudo: Esse post não é sobre Linux, e não é para gastar toques de teclado nos comentários falando que Linux é bom e/ou ruim, é isso e aquilo&#8230; O assunto é software proprietário, e o seu aparente profissionalismo. Ah, também é uma resposta à criticas que recebi num post recente, quando falei que não dava para confiar em empresas de software proprietário&#8230; Tá aí os motivos.
Estava passeando pelo blog do Under-Linux quando topei com esse post, que queria comentar com vocês. É comum empresas e pessoas ligadas ao software proprietário que a grande &#8220;falha&#8221; do software livre é que ele é &#8220;coisa de amadores&#8221;: Gente que desenvolve quando tem tempo, por hobby (como aquele médico australiano que fez drivers para mais de 200 modelos de webcams), sem nenhum dos famosos métodos de desenvolvimento de software que causam orgasmos em vários adeptos&#8230;
É possível que eles vejam isso apenas pela ótica deturpada de que ninguém ganha dinheiro vendendo software livre, logo é &#8220;coisa de amadores&#8221;. Nada mais errado, já foi falado por aqui sobre como ganhar dinheiro com software livre, e resolvi relacionar algumas coisas a respeito de tal afirmação, para desmistificar um pouco a idéia:75% dos desenvolvedores que escrevem código aberto para o Linux são assalariados de empresas, que pagam eles para isso. Esse levantamento foi feito entre 24/12/2008 e 10/01/2010, e gerou um relatório que foi apresentado na Linux.conf.au 2010 em Wellington. O fundador  da LWN.net e também contribuidor do kernel linux, Jonathan Corbet,  mostrou que “75% do código vem de pessoas pagas para fazer isso”. As empresas que mais contribuem são, na ordem: Red Hat, Intel, IBM, Novell e Oracle.
Falei por aqui do descaso da Apple com as falhas recém-encontradas no Mac OS X, lembram? A vulnerabilidade está aberta desde então, há pelo menos 7 [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
class="wp-caption aligncenter" style="width: 406px"><a
href="http://carnalreason.org/images/google.gif"><img
title="Sente-se sortudo hoje?" src="http://carnalreason.org/images/google.gif" alt="Sente-se sortudo hoje?" width="396" height="306" /></a><p
class="wp-caption-text">Sente-se sortudo hoje?</p></div><p>Antes de tudo: Esse post não é sobre Linux, e não é para gastar toques de teclado nos comentários falando que Linux é bom e/ou ruim, é isso e aquilo&#8230; O assunto é software proprietário, e o seu aparente profissionalismo. Ah, também é uma resposta à criticas que recebi num post recente, quando falei que não dava para confiar em empresas de software proprietário&#8230; Tá aí os motivos.</p><p>Estava passeando pelo blog do Under-Linux quando topei com esse <a
href="http://under-linux.org/content/falta-de-profissionalismo-do-software-proprietario-78/" target="_blank">post</a>, que queria comentar com vocês. É comum empresas e pessoas ligadas ao software proprietário que a grande &#8220;falha&#8221; do software livre é que ele é &#8220;coisa de amadores&#8221;: Gente que desenvolve quando tem tempo, por hobby (<a
href="http://qce-ga.sourceforge.net/" target="_blank">como aquele médico australiano que fez drivers para mais de 200 modelos de webcams</a>), sem nenhum dos famosos métodos de desenvolvimento de software que causam orgasmos em vários adeptos&#8230;</p><p>É possível que eles vejam isso apenas pela ótica deturpada de que ninguém ganha dinheiro vendendo software livre, logo é &#8220;coisa de amadores&#8221;. Nada mais errado, <a
href="http://www.guanabara.info/2009/11/guanacast-72-empreendedorismo-com-software-livre/" target="_blank">já foi falado por aqui sobre como ganhar dinheiro com software livre</a>, e resolvi relacionar algumas coisas a respeito de tal afirmação, para desmistificar um pouco a idéia:</p><p><span
id="more-17215"></span></p><ol><li><a
href="http://br-linux.org/2010/75-do-codigo-do-linux-atual-e-escrito-por-desenvolvedores-pagos-para-isso/" target="_blank">75% dos desenvolvedores que escrevem código aberto para o Linux são assalariados de empresas, que pagam eles para isso</a>. Esse levantamento foi feito entre 24/12/2008 e 10/01/2010, e gerou um relatório que foi apresentado na Linux.conf.au 2010 em Wellington. O fundador  da LWN.net e também contribuidor do kernel linux, Jonathan Corbet,  mostrou que “75% do código vem de pessoas pagas para fazer isso”. As empresas que mais contribuem são, na ordem: Red Hat, Intel, IBM, Novell e Oracle.</li><li>Falei por aqui <a
href="http://www.guanabara.info/2010/01/a-apple-tambem-deixa-usuarios-na-mao/">do descaso da Apple com as falhas recém-encontradas no Mac OS X</a>, lembram? A vulnerabilidade está aberta desde então, há pelo menos 7 meses. Ela sabe disso e não resolveu até agora. Em compensação, os sistemas da família BSD (no qual o Mac OS X é baseado) já soltaram correções, assim como os produtos da Mozilla Foundation que seriam afetados. Mas da Maçã Translúcida&#8230; Nada. Isso para mim é descaso.</li><li>Também falei aqui da <a
href="http://www.guanabara.info/2010/01/windows-7-e-sua-primeira-falha-de-seguranca/" target="_blank">primeira falha grave de segurança do Windows 7</a>, com direito a até um vídeo explicando como proceder. A falha continua em aberto, e quem pagou pelo Windows 7, não tem previsão de quando ela será corrigida.</li><li>Vocês souberam dos ataques que o Google vem sofrendo na China? Sim, ataques computacionais, gente tentando invadir contas de email&#8230; Há uma suspeita que tem gente do governo chinês nessa jogada, já que o ataque foi bem grande (o que requer uma infraestrutura que só o governo chinês tem), e todas  as contas do GMail que foram hackeadas <strong>eram de ativistas dos  direitos humanos </strong>envolvidos em movimentos como Tibet Livre, <a
onclick="pageTracker._trackPageview  ('/outgoing/http_pt_wikipedia_org_wiki_Falun_Gong');" rel="nofollow" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Falun_Gong" target="_blank">Falun  Gong</a> e da Liberação de Taiwan. E como eles conseguiram essa  proeza? Através de um ataque bem sucedido explorando uma falha de  segurança no navegador Internet Explorer da Microsoft! Ou seja, uma falha de segurança num software proprietário está possibilitando esse vetor de ataque. O Google não tem nada a ver com a falha do IE, mas ele sofre também.</li><li>E para completar&#8230; A Adobe. Foi achada uma <a
href="http://under-linux.org/blogs/tuxdahora/mesmo-com-crescente-numero-de-ataques-adobe-nao-libera-correcao-para-seu-reader-1688/" target="_blank">falha crítica no <em>Reader</em> da Adobe</a>. É uma falha crítica por ser muito bem documentada, ser simples de ser aproveitada (pouca técnica necessária para fazer um ataque), e a abrangência do produto que tem a falha (o Adobe Reader, que quase todos que tem Windows, tem ele instalado). Ou seja, vai chover crackers interessados em tirar proveito dessa falha: Desde os mais profissionais até os <em>script  kiddies</em> de plantão. E o que a Adobe fez? Até agora, nada. Mesmo já com relatos de gente sendo invadida, a Adobe disse que não alterar o seu cronograma de lançamentos. Ela alega que, caso ela forneça esse <em>patch</em> agora,  muitas outras brechas já existentes não poderão ser fechadas num futuro  próximo. O próximo <em>round</em> de <em>updates</em> provavelmente  incluirá todas essas correções, e <strong>e a Adobe afirma que não tem  intenção nenhuma em acelerar sua agenda de atualizações</strong>. Pelo que eu entendi, o problema em si é:  &#8220;Não podemos corrigir agora essa falha, pois se o  fizermos, as outras existentes e já identificadas, não poderão ser  corrigidas na ordem&#8221;. Isso significa que o código-fonte está cheio de <strong>gambiarras</strong>, e pelo visto o Reader foi escrito segundo a POG (<a
href="http://desciclo.pedia.ws/wiki/Programa%C3%A7%C3%A3o_Orientada_a_Gambiarras" target="_blank">Programação Orientada à Gambiarra</a>)&#8230; O que vem de uma empresa que é tida como &#8220;profissional&#8221;. Olha só como ela lida com uma crise&#8230;</li></ol><p>Ou seja: Apple, Microsoft e Adobe tem problemas nos seus produtos, mas não vão corrigí-los tão cedo, se entendi bem. Estão se lixando para o usuário. <strong>O descaso beira o ridículo.</strong> E quando você vai ver, isso parece ser comum para todas as   empresas que comercializam produtos de <em>software</em> de código   fechado. Parece que elas só querem saber do dinheiro ganho com seus <em>softwares</em>, mas a preocupação com segurança é mínimo. O problema é que seus &#8220;clientes&#8221; estão cada vez mais insatisfeitos. E o   pior é que essas falhas não atingem somente os usuários que pagam  pelos <em>softwares</em> proprietários. <strong>Todos no mundo da  informática sofrem  com isso.</strong></p><p>E ainda tem muita gente que desenvolve (e apóia) <em>software</em> proprietário dizendo que <em>software</em> livre é &#8220;coisa de amador&#8221;&#8230; Será mesmo? Vejamos:</p><ol><li>No modelo de desenvolvimento de software livre, o código está aberto e disponível para qualquer um. Por mais que alguns digam que isso é inseguro, e preferem a segurança pela obscuridade, um bom exemplo é o <a
href="http://www.openbsd.org/pt/index.html" target="_blank">OpenBSD</a>, que é o sistema operacional mais seguro do mundo (<strong>2</strong> falhas de segurança na instalação padrão, em <strong>11 anos</strong>), e é usado pelo Departamento de Defesa dos EUA. E sim, o OpenBSD é código aberto. Qualquer um pode olhar o código, sugerir correções e fazê-las, a qualquer momento. Normalmente, quem descobre a falha já envia  um <em>patch</em> de correção junto com a notificação do problema. Quem  descobre a falha conhece o código, e tem conhecimento suficiente para  criar, ou mesmo propor, uma correção.<strong> Afinal, tendo o código fonte,  tudo é possível.</strong></li><li>As correções de falhas, nos projetos de SL/CA,  estão disponíveis &#8220;a toda hora&#8221;. Ninguém precisa  esperar meses para que as falhas anteriores possam ser corrigidas. Há uns 10 anos atrás, houve uma falha amplamente divulgada, que foi o &#8220;<a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ping_da_morte" target="_blank">ping da morte</a>&#8220;. Como a falha era na pilha TCP/IP, todos os sistemas que usavam o protocolo eram afetados. O Linux teve uma correção disponível em 2 dias. No Windows, levou 6 meses. E as correções que são divulgadas, normalmente vem só no lançamento  de uma nova versão  do <em>software</em> proprietário (que virá com milhares  de novas falhas críticas de brinde para seus usuários, o que gera uma bola-de-neve).</li><li>Os <em>softwares</em> proprietários são os mais visados, pois possuem  muito mais falhas que seus equivalentes abertos. Isso acrescido a  quantidade enorme de tempo para se providenciar uma correção do  problema. Nesse &#8220;meio-tempo&#8221; muito já se fez de errado, muito já se  prejudicou (principalmente financeiramente) o usuário e diversas  empresas no mundo. E quem paga a conta desse prejuízo? Nunca são as  empresas de <em>software</em> fechado. Isso, pelo menos, até o dia em que  descaso com segurança em <em>software</em> virar multa (ou até prisão). Aí  sim,  veremos que eles mudarão a política de desenvolvimento e  manutenção para algo mais próximo do ideal, algo mais próximo do desenvolvimento de <em>software</em> de código aberto&#8230;</li></ol><p>Então, é melhor que as empresas de software proprietário aprendam com quem realmente entende do assunto, com quem  acerta, e com quem sabe fazer. Porque, do jeito deles, está mais do que provado que não está dando certo.</p><p>Finalmente&#8230; <strong>Dá para confiar em empresas de software proprietário?</strong> Comentem aí embaixo.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.guanabara.info/2010/02/falta-profissionalismo-no-software-proprietario/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>28</slash:comments> </item> <item><title>MEGA Escritório dos Sonhos</title><link>http://www.guanabara.info/2010/02/mega-escritorios-dos-sonhos/</link> <comments>http://www.guanabara.info/2010/02/mega-escritorios-dos-sonhos/#comments</comments> <pubDate>Mon, 22 Feb 2010 02:32:14 +0000</pubDate> <dc:creator>@renanturrm</dc:creator> <category><![CDATA[Opinião]]></category> <category><![CDATA[eu quero um!]]></category> <category><![CDATA[chic]]></category> <category><![CDATA[escritório invejoso]]></category> <category><![CDATA[escritórios]]></category> <category><![CDATA[Quero um]]></category> <category><![CDATA[Sonhos]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.guanabara.info/?p=17200</guid> <description><![CDATA[
Todos já um dia fizeram, farão ou fazem algum tipo de trabalho em casa usando o computador durando horas e mais horas, quando você terminou seu trabalho sentiu que o corpo e a mente já estavam pedindo socorro,  isso por que você não estava trabalhando em um desses escritórios dos sonhos como mostra a galeria abaixo.
Muitos dos escritórios exibidos na galeria acima trabalham com equipamentos de marcas famosas, isso deixando o ambiente sempre mais agradável e aconchegante. Use as idéias desses escritórios para tornar o seu assim também.
Fonte: @brunobertolini e @tatidealencar
]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
class="aligncenter size-full wp-image-17206" title="Escritório Guanabara.info" src="http://www.guanabara.info/wp-content/uploads/2010/02/Escritório-Guanabara.info.JPG" alt="Escritório Guanabara.info" /></p><p
style="text-align: justify;">Todos já um dia fizeram, farão ou fazem algum tipo de trabalho em casa usando o computador durando horas e mais horas, quando você terminou seu trabalho sentiu que o corpo e a mente já estavam pedindo socorro,  isso por que você não estava trabalhando em um desses escritórios dos sonhos como mostra a galeria abaixo.</p><div
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class='ngg-navigation'><span>1</span><a
class="page-numbers" href="http://www.guanabara.info/2010/02/mega-escritorios-dos-sonhos/?nggpage=2">2</a><a
class="next" id="ngg-next-2" href="http://www.guanabara.info/2010/02/mega-escritorios-dos-sonhos/?nggpage=2">&#9658;</a></div></div><p
style="text-align: justify;">Muitos dos <a
href="http://www.guanabara.info/tag/escrit%C3%B3rio/">escritórios</a> exibidos na galeria acima trabalham com equipamentos de marcas famosas, isso deixando o ambiente sempre mais agradável e aconchegante. Use as idéias desses escritórios para tornar o seu assim também. <img
src='http://www.guanabara.info/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /></p><p
style="text-align: justify;">Fonte: <strong><a
href="http://twitter.com/brunobertolini">@</a><strong
style="padding: 0px; margin: 0px;"><a
href="http://twitter.com/brunobertolini">brunobertolini</a> e <a
href="http://twitter.com/tatidealencar">@tatidealencar</a></strong></strong></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.guanabara.info/2010/02/mega-escritorios-dos-sonhos/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>18</slash:comments> </item> <item><title>A Microsoft realmente perdeu o bonde? (2 de 2)</title><link>http://www.guanabara.info/2010/02/a-microsoft-realmente-perdeu-o-bonde-2-de-2/</link> <comments>http://www.guanabara.info/2010/02/a-microsoft-realmente-perdeu-o-bonde-2-de-2/#comments</comments> <pubDate>Tue, 16 Feb 2010 13:00:00 +0000</pubDate> <dc:creator>Ricardo Pinheiro</dc:creator> <category><![CDATA[Debate]]></category> <category><![CDATA[Google]]></category> <category><![CDATA[Linux]]></category> <category><![CDATA[Microsoft]]></category> <category><![CDATA[Notícias]]></category> <category><![CDATA[Opinião]]></category> <category><![CDATA[Polêmica]]></category> <category><![CDATA[android]]></category> <category><![CDATA[Bill Gates]]></category> <category><![CDATA[BlackBerry]]></category> <category><![CDATA[Chrome]]></category> <category><![CDATA[compensação]]></category> <category><![CDATA[Firefox]]></category> <category><![CDATA[Flash]]></category> <category><![CDATA[IBM]]></category> <category><![CDATA[ICQ]]></category> <category><![CDATA[Inovação]]></category> <category><![CDATA[iPhone]]></category> <category><![CDATA[iPod]]></category> <category><![CDATA[java]]></category> <category><![CDATA[linux]]></category> <category><![CDATA[mac]]></category> <category><![CDATA[Mac OS X]]></category> <category><![CDATA[MSN]]></category> <category><![CDATA[Office]]></category> <category><![CDATA[OpenOffice]]></category> <category><![CDATA[PHP]]></category> <category><![CDATA[PS3]]></category> <category><![CDATA[Safari]]></category> <category><![CDATA[Silverlight]]></category> <category><![CDATA[Steve Ballmer]]></category> <category><![CDATA[Symbian]]></category> <category><![CDATA[Wii]]></category> <category><![CDATA[windows]]></category> <category><![CDATA[Windows Mobile 6.5]]></category> <category><![CDATA[Xbox]]></category> <category><![CDATA[Xbox 360]]></category> <category><![CDATA[Zune]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.guanabara.info/?p=17061</guid> <description><![CDATA[
Antes de tudo: Se você não leu o post anterior, leia aqui.
E aí vem a motivação para publicar esse artigão, que dividi em duas partes: Recentemente, no The New York Times, Dick Brass, antigo vice-presidente da Microsoft, soltou um artigo com a sua opinião que muitos de nós já perceberam, mas não falávamos em voz alta para não sermos recriminados pelos (pouquíssimos) Windows fanboys: a Microsoft traz nenhuma inovação há tempos. E o mais assustador: Quem escreveu isso foi um ex-vice-presidente da empresa, alguém que já esteve lá dentro. E, creio eu, torce para o sucesso da empresa.
Repare que eu listei um monte de coisas no post anterior: Xbox 360, Zune, Project Natal, Windows Mobile, Google Docs&#8230; Mas perceba também que nenhum deles é realmente uma inovação, ao contrário, apenas uma compensação: Alguém faz sucesso, e a Microsoft corre atrás, copiando e melhorando &#8211; um pouco, tirando proveito do seu tamanho para impor a sua modificação. Quer ver?O Xbox e o Xbox 360 surgiram e pegaram carona no sucesso dos Playstation 2 e 3.
O Zune foi uma tentativa de chegar no iPod, sem sucesso.
O Windows Mobile foi uma tentativa (bem-sucedida) de pegar os Palm, mas ultrapassou (por um tempo) mais por incompetência da concorrente. Hoje em dia, iPhone é o queridinho do mercado, e um dia será o Android (Afinal, estatísticas do Gartner Group apontam para o Android ultrapassando o iPhone em 2012).
O Office 2010 &#8220;online&#8221; é uma resposta ao Google Docs, assim como o Virtual World 3D é uma resposta ao Google Earth, e o MSN Spaces é uma resposta ao Orkut.
O .Net é uma resposta ao Java, como falei anteriormente.
O Bing foi uma resposta ao Google, mas&#8230; Você conhece alguém que trocou de um para outro?
Até o Project Natal, que é fantástico, não é uma mudança de paradigma: [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p
style="text-align: center;"><img
class="alignnone" src="http://www.directtrafficmedia.co.uk/News/Images/892143459698/Microsoft_Crack_Down_on_Malicious_Online_Advertising_xlarge.jpg" alt="" width="250" height="250" /></p><p
style="text-align: justify;">Antes de tudo: Se você não leu o post anterior, <a
href="http://www.guanabara.info/2010/02/a-microsoft-realmente-perdeu-o-bonde-1-de-2/" target="_blank">leia aqui</a>.</p><p
style="text-align: justify;">E aí vem a motivação para publicar esse artigão, que dividi em duas partes: Recentemente, no <em>The New York Times</em>, Dick Brass, antigo vice-presidente da Microsoft, soltou um <a
href="http://www.nytimes.com/2010/02/04/opinion/04brass.html" target="_blank">artigo</a> com a sua opinião que muitos de nós já perceberam, mas não falávamos em voz alta para não sermos recriminados pelos (pouquíssimos) Windows fanboys: <strong>a Microsoft traz nenhuma inovação há tempos</strong>. E o mais assustador: Quem escreveu isso foi um ex-vice-presidente da empresa, alguém que já esteve lá dentro. E, creio eu, torce para o sucesso da empresa.</p><p
style="text-align: justify;"><span
id="more-17061"></span>Repare que eu listei um monte de coisas no post anterior: Xbox 360, Zune, Project Natal, Windows Mobile, Google Docs&#8230; Mas perceba também que nenhum deles é realmente uma inovação, ao contrário, apenas uma compensação: Alguém faz sucesso, e a Microsoft corre atrás, copiando e melhorando &#8211; um pouco, tirando proveito do seu tamanho para impor a sua modificação. Quer ver?</p><ul
style="text-align: center;"><li
style="text-align: justify;">O Xbox e o Xbox 360 surgiram e pegaram carona no sucesso dos Playstation 2 e 3.</li><li
style="text-align: justify;">O Zune foi uma tentativa de chegar no iPod, sem sucesso.</li><li
style="text-align: justify;">O Windows Mobile foi uma tentativa (bem-sucedida) de pegar os Palm, mas ultrapassou (por um tempo) mais por incompetência da concorrente. Hoje em dia, iPhone é o queridinho do mercado, e um dia será o Android (Afinal, <a
href="http://www.computerworld.com/s/article/9139026/Android_to_grab_No._2_spot_by_2012_says_Gartner" target="_blank">estatísticas do Gartner Group apontam para o Android ultrapassando o iPhone em 2012</a>).</li><li
style="text-align: justify;">O Office 2010 &#8220;online&#8221; é uma resposta ao Google Docs, assim como o Virtual World 3D é uma resposta ao Google Earth, e o MSN Spaces é uma resposta ao Orkut.</li><li
style="text-align: justify;">O .Net é uma resposta ao Java, como falei anteriormente.</li><li
style="text-align: justify;">O Bing foi uma resposta ao Google, mas&#8230; Você conhece alguém que trocou de um para outro?</li><li
style="text-align: justify;">Até o Project Natal, que é fantástico, <strong>não é uma mudança de paradigma</strong>: A Nintendo fez a mesma coisa com o Wii.</li><li
style="text-align: justify;">E o Courier? Alguém já ouviu falar? Sim, é o <strong>iPad-killer da Microsoft</strong>&#8230; Mas é puro vaporware, até agora nada. Enquanto sair, não vai passar de <a
href="http://www.gizmodo.com.br/conteudo/conheca-o-courier-o-tablet-secreto-da-microsoft" target="_blank">uma especulação do Gizmodo</a> e <a
href="http://en.wikipedia.org/wiki/Microsoft_Courier" target="_blank">um verbete na Wikipédia</a>.</li></ul><p
style="text-align: justify;">Por que então a Microsoft, que tem <a
href="http://research.microsoft.com/">um centro de pesquisas super-bacana</a>, patina tanto na frente dos concorrentes e somente os segue? Segundo o ex-vice-presidente: “Ao contrário de outras companhias, a Microsoft nunca teve um sistema real de inovação. Alguns de meus colegas comentam que ela na verdade desenvolveu um sistema para minar a inovação”.</p><p
style="text-align: justify;">Ele citou dois exemplos e eu acrescento mais alguns:</p><ol
style="text-align: center;"><li
style="text-align: justify;">Alguém conhece o <a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/ClearType">ClearType</a>? Ele é uma idéia interessante: Um sistema de suavização de fontes, que facilita a leitura em telas LCD. O objetivo era, a longo prazo, alavancar o mercado de ebooks, e estimular os tablets. Mas o sistema passou tempos sem ver a luz do dia simplesmente porque outras equipes de dentro da Microsoft se sentiram ameaçadas pelo sucesso dele. Parece piada, mas o que Brass disse que aconteceu foi:</li><blockquote><p
style="text-align: justify;"><em>Engenheiros no grupo do Windows alegaram falsamente que [o ClearType] faria a tela entrar em curto quando certas cores fossem usadas. O chefe da divisão de produtos do Office disse que o recurso deixava tudo desfocado e dava dor de cabeça. O vice-presidente</em><em> de produtos portáteis foi mais direto: ele apoiaria o ClearType e o usaria, mas só se eu transferisse o programa e os programadores para o controle dele. Como resultado, apesar de ter sido aclamado publicamente, ter tido promoção interna e garantido patentes, uma década se passou até que uma versão totalmente operacional do ClearType chegasse ao Windows.</em></p></blockquote><li
style="text-align: justify;">E o Tablet PC? Eu lembro desse, em 2001 a Microsoft falou em tablets, com interface na tela&#8230; Uma extensão dos Palms que dominavam o mercado na época. Mas, segundo Brass:<br
/><blockquote><p><em>o vice-presidente</em><em> a cargo do Office decidiu que não gostava do conceito e por isso não daria andamento ao projeto de adaptar os programas da suíte para uso com touchscreens.<br
/> </em></p></blockquote></li><p
style="text-align: justify;">(spoiler: Brass pediu 20 engenheiros para dar andamento ao projeto e só recebeu 6).</p><li
style="text-align: justify;">Outra coisa é o timing dela que é horroroso: O primeiro iPod foi lançado em 2001. E o Zune? Final de 2006 (14/11/2006, para ser exato). Quase SEIS anos. E o Windows XP, que saiu em 2001 e só foi (mal) substituído pelo Vista em 2007? Nesse intervalo surgiram 5 versões do Ubuntu (isso porque ele foi lançado no final de 2004), 6 versões do Fedora (que surgiu em 2003), e 5 versões do Mac OS X (que foi lançado junto com o XP, em 2001).</li><li
style="text-align: justify;">Acrescente aí	 os atrasos de produto: O Windows 95 saiu quase em 1996, e o Windows 98 foi adiado também. Há outros casos de adiamentos, mas o Vista foi o pior deles: Ele era para ter sido lançado em 2004, e não 2007.</li><li
style="text-align: justify;">Vale lembrar que nem tudo é culpa de rinhas internas, porém a Microsoft se calca por demais no desenvolvimento de softwares com margens de lucro grandes, e não quer correr riscos com a criação de software e hardware inovadores. Isso é o que o ex-vice-presidente também fala.</li></ol><p
style="text-align: justify;">E a Microsoft com tudo isso? Bem, depois da humilhação pública a que foi submetida em pleno NYT, a empresa se manifestou: Frank Shaw declarou em um post no <a
href="http://macmagazine.uol.com.br/out.php?url=http://blogs.technet.com/microsoft_blog/archive/2010/02/04/measuring-our-work-by-its-broad-impact.aspx">The Official Microsoft Blog</a> que “<em>medimos nosso trabalho pelo impacto amplo dele</em>”, acrescentando que “<em>inovamos em escala, não em velocidade</em>” (demorou, mas hoje o ClearType está em cerca de um bilhão de PCs ao redor do mundo). Mas&#8230; Nada do que o ex-vice-presidente falou foi negado. Ele simplesmente passou em branco, o que dá a margem de pensar que o que ele disse foi tudo verdade.</p><p
style="text-align: justify;">E a inovação continua estagnada: O produto que foi apresentado na CES desse ano foi o HP Slate, que é da&#8230; HP. Além disso, sai em&#8230; 2010. Quando? Não sabemos. O iPad, mesmo com todas as limitações, estará disponível em breve (e a Apple pode ter vários defeitos, mas cumpre a maioria dos seus prazos).</p><p
style="text-align: justify;">Quanto a ofuturo, acho que a Microsoft será em breve o que foi a IBM, que precisou reinventar-se para não quebrar. E há diferenças entre as empresas:</p><ul
style="text-align: center;"><li
style="text-align: justify;"> A Microsoft, até o fim da era &#8220;Bill Gates&#8221;, tinha uma direção extremamente personalista &#8211; Bill Gates encarava os ataques à M$ como algo pessoal, e não à empresa q ele criou. Pensamento monopolista demais. Ele não é a empresa, e pelo visto percebeu isso, com a <a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Funda%C3%A7%C3%A3o_Bill_e_Melinda_Gates">Fundação Bill e Melinda Gates</a> (que tem feito muita coisa bacana por aí).</li><li
style="text-align: justify;"> IBM era um monopólio nos mainframes, mas também existiam a Digital, Burroughs (hoje Unisys), a Control Data&#8230; Entre tantos outras empresas. A M$ quer que exista SÓ ela. O sonho dela é ser a Apple, só que de todos os PCs.</li></ul><p
style="text-align: justify;">E quanto à liderança&#8230; O Ballmer? Ah, o Monkeyboy já deveria ter se aposentado. Para o bem (?!) da Microsoft, poderiam passar a presidência para o Ray Ozzie, por exemplo, que tem uma cabeça mais aberta e não lança bravatas. Ele é um dos executivos que entendeu que o mercado é <strong>plural</strong>, e que deve conviver com isso.</p><p
style="text-align: justify;">E vocês, o que acham?</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.guanabara.info/2010/02/a-microsoft-realmente-perdeu-o-bonde-2-de-2/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>59</slash:comments> </item> <item><title>A Microsoft realmente perdeu o bonde? (1 de 2)</title><link>http://www.guanabara.info/2010/02/a-microsoft-realmente-perdeu-o-bonde-1-de-2/</link> <comments>http://www.guanabara.info/2010/02/a-microsoft-realmente-perdeu-o-bonde-1-de-2/#comments</comments> <pubDate>Sun, 14 Feb 2010 12:00:44 +0000</pubDate> <dc:creator>Ricardo Pinheiro</dc:creator> <category><![CDATA[Debate]]></category> <category><![CDATA[Linux]]></category> <category><![CDATA[Microsoft]]></category> <category><![CDATA[Notícias]]></category> <category><![CDATA[Opinião]]></category> <category><![CDATA[Polêmica]]></category> <category><![CDATA[android]]></category> <category><![CDATA[BlackBerry]]></category> <category><![CDATA[Chrome]]></category> <category><![CDATA[compensação]]></category> <category><![CDATA[Firefox]]></category> <category><![CDATA[Flash]]></category> <category><![CDATA[IBM]]></category> <category><![CDATA[ICQ]]></category> <category><![CDATA[Inovação]]></category> <category><![CDATA[iPhone]]></category> <category><![CDATA[iPod]]></category> <category><![CDATA[java]]></category> <category><![CDATA[linux]]></category> <category><![CDATA[mac]]></category> <category><![CDATA[Mac OS X]]></category> <category><![CDATA[MSN]]></category> <category><![CDATA[Office]]></category> <category><![CDATA[OpenOffice]]></category> <category><![CDATA[PHP]]></category> <category><![CDATA[PS3]]></category> <category><![CDATA[Safari]]></category> <category><![CDATA[Silverlight]]></category> <category><![CDATA[Symbian]]></category> <category><![CDATA[Wii]]></category> <category><![CDATA[windows]]></category> <category><![CDATA[Windows Mobile 6.5]]></category> <category><![CDATA[Xbox]]></category> <category><![CDATA[Xbox 360]]></category> <category><![CDATA[Zune]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.guanabara.info/?p=17049</guid> <description><![CDATA[Aposto que alguns já devem estar pensando: &#8220;Lá vem aquele chato do software livre falar mal da Microsoft&#8230;&#8220;. E venho mesmo. Mas dessa vez fazer uma crítica construtiva, talvez ainda mais do que as outras vezes&#8230; Leia tudo antes de opinar.
Sou só eu ou vocês também tem a impressão de que a Microsoft perdeu o bonde da história? Explico melhor aí embaixo. O texto é longo, mas acho que vale a pena.Todos nós conhecemos a Microsoft, grande corporação de marketing software que temos hoje em dia, uma das maiores empresas do mundo, etc e tal. Quem ouve o Retrocomputaria, já vai sabendo que no futuro teremos um episódio falando do início dos PCs, da Micro-soft (sim, tinha hífen) e como tudo começou. Se você tiver interesse, também recomendo assistir o documentário &#8220;O Triunfo dos Nerds&#8220;, apresentado pelo Robert X. Cringely.
Todo mundo sabe também que não morro de amores pela Microsoft. No meu blog, existem vários comentários que fiz à MS, e a maioria não foram elogios. Sim, eu uso Windows no trabalho, e já tive muitos problemas com software mal-educado para rodar em usuários não-privilegiados no sistema da Microsoft. Ironicamente, um dos piores&#8230; Era um software da própria Microsoft, o Visual Basic. Afinal, alguém pode me explicar porque o VB quer mexer numa DLL dentro de C:\WINDOWS\SYSTEM32? Ou por que o Organograma do Word quer criar um arquivo temporário no C:\WINDOWS\SYSTEM, e você tem que descobrir qual é o arquivo para não liberar o diretório todo, e isso afetar toda a segurança do sistema? Logo, já falei mal dela várias vezes, e o pior: eles me dão motivo. Desde 1995, na saudosa Esquina das Listas, eu li o nome de uma lista que tive que assinar: &#8220;Odeio Windows mas sou obrigado a usar&#8220;. Na época, sem alternativas. Ou era Microsoft, [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Aposto que alguns já devem estar pensando: &#8220;<em>Lá vem aquele chato do software livre falar mal da Microsoft&#8230;</em>&#8220;. E venho mesmo. Mas dessa vez fazer uma crítica construtiva, talvez ainda mais do que as outras vezes&#8230; Leia tudo antes de opinar.</p><div
class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a
href="http://mshiltonj.com/software_wars/current/current.png"><img
class="  " title="A Guerra da Microsoft contra o Software Livre." src="http://mshiltonj.com/software_wars/current/current.png" alt="A Guerra da Microsoft contra o Software Livre." width="500" height="375" /></a><p
class="wp-caption-text">A Guerra da Microsoft contra o Software Livre. Clique para ver em tamanho maior.</p></div><p>Sou só eu ou vocês também tem a impressão de que a Microsoft perdeu o bonde da história? Explico melhor aí embaixo. O texto é longo, mas acho que vale a pena.</p><p><span
id="more-17049"></span></p><p>Todos nós conhecemos a Microsoft, grande corporação de <span
style="text-decoration: line-through;">marketing</span> software que temos hoje em dia, uma das maiores empresas do mundo, etc e tal. Quem ouve o <a
href="http://retrocomputaria.blogspot.com" target="_blank">Retrocomputaria</a>, já vai sabendo que no futuro teremos um episódio falando do início dos PCs, da Micro-soft (sim, tinha hífen) e como tudo começou. Se você tiver interesse, também recomendo assistir o documentário &#8220;<a
href="http://www.pbs.org/nerds/" target="_blank">O Triunfo dos Nerds</a>&#8220;, apresentado pelo <a
href="http://www.cringely.com" target="_blank">Robert X. Cringely</a>.</p><p>Todo mundo sabe também que não morro de amores pela Microsoft. <a
href="http://estudiodaintrospeccao.blogspot.com" target="_blank">No meu blog</a>, existem vários comentários que fiz à MS, e a maioria não foram elogios. Sim, eu uso Windows no trabalho, e já tive muitos problemas com software mal-educado para rodar em usuários não-privilegiados no sistema da Microsoft. Ironicamente, um dos piores&#8230; Era um software da própria Microsoft, o Visual Basic. Afinal, alguém pode me explicar porque o VB quer mexer numa DLL dentro de C:\WINDOWS\SYSTEM32? Ou por que o Organograma do Word quer criar um arquivo temporário no C:\WINDOWS\SYSTEM, e você tem que descobrir qual é o arquivo para não liberar o diretório todo, e isso afetar toda a segurança do sistema? Logo, já falei mal dela várias vezes, e o pior: eles me dão motivo. Desde 1995, na saudosa Esquina das Listas, eu li o nome de uma lista que tive que assinar: &#8220;<strong>Odeio Windows mas sou obrigado a usar</strong>&#8220;. Na época, sem alternativas. Ou era Microsoft, ou nada.</p><p>De lá para cá, todo mundo sabe, muita coisa mudou. O crescimento de alternativas tem sido perceptível, até para os <em>high-monkeys</em> microservos, o que tem deixado-os preocupados. Uma empresa que não está acostumada a ter concorrência (vide o caso <a
href="http://www.redeglobo.com.br">dessa que todos nós conhecemos</a>), quando começa a ter, se apavora. Concorrência, até um nível aceitável, é algo saudável: Vide a briga Intel x AMD: Por mais que a Intel seja muito maior do que a AMD no mercado de processadores, precisou a segunda jogar com valores bem baixos no mercado para que a primeira corresse atrás do prejuízo com os Core 2 Duo. A segunda fez cortes drásticos de preço, fazendo os Athlon 64 X2 custarem metade do preço em pouco menos de dois meses. E isso aqui no Brasil. Imagina nos Estados Unidos&#8230;</p><p>Mesma coisa no mercado de software: A Microsoft teve que se render. A aliança com a Novell, por mais que seja abominável pelos olhos da maioria da comunidade do software livre, prova uma coisa: A Microsoft  admitiu que <a
href="http://www.babooforum.com.br/forum/Microsoft-admite-a-ameaca-do-software-livre-t64866.html" target="_blank">o Software Livre é uma realidade e pior, uma ameaça</a>. Você já pode se dar ao luxo de montar um escritório todo rodando em cima de softwares livres. Vi reportagens em revistas, onde o autor instala tudo com alternativas livres, ou até coloca o Windows XP, e todo o resto é software livre: BrOffice.org, Inkscape, VLC, Pidgin, etc. Muito interessante.</p><p>Ao mesmo tempo, a Microsoft começa a se atrapalhar no seu gigantismo. Ela está tão grande, tão grande&#8230; Que perdeu a agilidade. A Microsoft é hoje o que a IBM foi há 30 anos. IBM que, aliás, hoje em dia aprendeu a lição: Vendeu a fábrica de HDs para a Hitachi, emancipou a fábrica de impressoras (Lexmark), os desktops e os notebooks foram para a Lenovo, e 50% da sua renda vem hoje de serviços, principalmente terceirização de TI. Conheço gente que trabalha com desenvolvimento e está na IBM hoje em dia. A Big Blue se reinventou para os novos tempos. E não deixou de inovar: <a
href="http://zumo.uol.com.br/2010/02/08/ibm-anuncia-chip-power-7-e-produz-no-brasil/" target="_blank">Está aí o POWER 7 que não me deixa mentir</a>.</p><p>Voltando à Microsoft: Notaram como ela não tem conseguido se dar bem em novos mercados? Vejamos:</p><ol><li>Em <strong>mobilidade</strong>, a Microsoft tem o Windows Mobile, que tem fãs ardorosos, alguns inclusive <a
href="http://www.garotasemfio.com.br" target="_blank">formadores de opinião</a> (por infelicidade geral). Vejamos os concorrentes:<ul><li>O <em>Symbian</em> é o que tem a maior penetração no mercado. Basta ter o apoio da Nokia, o maior fabricante de celulares do mundo (pouco mais de 1 bilhão de celulares vendidos). 42% do mercado mundial.</li><li>Por mais que <a
href="http://www.malima.com.br/wifi/blog_commento.asp?blog_id=47" target="_blank">os <em>trombeteiros do apocalipse</em> alardeiem</a>, a <em>Palm</em> não morreu, e o Pre está aí, tornando-a novamente relevante para o mercado. J<a
href="http://www.engadget.com/2009/06/26/palm-says-licensing-webos-not-a-religious-issue/" target="_blank">á falam em licenciamento do WebOS para outras plataformas</a>.</li><li>Os <em>Blackberrys</em>, da RIM, que viciam, também são uma mania entre os americanos. E convenhamos, são uma graça, e funcionam muito bem. Quase 20% do mercado.</li><li>Precisa falar do <em>iPhone</em>? O celular mais hypado da história (e que eu tenho uma opinião bem particular a respeito), e a Apple está nadando de braçada nesse mercado. Terceiro lugar no ranking dos sistemas operacionais para portáteis, atrás dos Symbian e dos Blackberry.</li><li><em>Android</em>, crescendo a olhos vistos&#8230; <a
href="http://www.google.com.br/url?q=http://www.guanabara.info/2009/06/a-invasao-dos-androides-verdes/&amp;ei=CuN2S7fEJcPHlAe8u5WjDw&amp;sa=X&amp;oi=nshc&amp;resnum=1&amp;ct=result&amp;cd=1&amp;ved=0CAgQzgQoAA&amp;usg=AFQjCNERuJF2fwvFta9TzqvylJZp501BCA" target="_blank">Eu mesmo falei por aqui de que quase todos os fabricantes de celulares irão usar o Android</a>. Falam até na Nokia&#8230;</li><li>Ah, antes que eu me esqueça&#8230; Linux em celulares, com outras alternativas: os Linux customizados da Motorola, <a
href="http://www.limofoundation.org/" target="_blank"><em>LiMo Foundation</em></a>&#8230; Pois é.</li></ul></li><p>Qual seria a resposta óbvia da Microsoft? <em>Windows Mobile 7</em>. E cadê o dito cujo? Nada. <a
href="http://www.palmbrasil.com.br/windows-mobile/noticias/software/1286-empregado-da-microsoft-fala-sobre-atraso-do-windows-mobile-7" target="_blank">Atraso de mais de um ano. Falam em meados de 2010, agora</a>. Será que ele se tornará relevante para o mercado? Note que não estou dizendo que o Windows Mobile é ruim. O Windows Mobile pode até ser bom, mas tem muita concorrência &#8211; que não está parada. No mercado corporativo, a RIM leva de lavada; a Symbian tem apelo com o market-share e ferramentas como acesso a servidores Exchange (da própria Microsoft), assim como iPhone e Android. E no mercado dos tech freaks, os &#8220;amantes da tecnologia&#8221;? Alguém aqui quer um celular com WM? A maioria quer iPhone&#8230; E tem mais uma coisa: As inovações que o Windows Mobile 7 trará, já existem no iPhone, no Android e em breve no Symbian (<a
href="http://www.symbianos.org/" target="_blank">ainda mais depois do código ser aberto</a>).</p><li>No campo dos videogames, ela parece que agora acertou a mão. Sejamos francos, o Xbox (o primeiro) é um PC castrado. Basta você hackear a BIOS e ele é um PC, e teve muita gente fazendo dele servidor por aí. Agora, com o 360, ela está com um aparelho muito bom, e parece que acertou a mão com a Xbox Live. A rede é realmente empolgante pelo que dizem. Mas&#8230; E os concorrentes?<ul><li>A Sony ainda tem o videogame mais vendido da história, o Playstation 2. No PS3, ela apostou em fazer dele um player de Blu-Ray (como fez com o PS2 como um DVD-player), só que o custo alto e o alto consumo de energia tornaram-se entraves. No Brasil, lamentavelmente, com jogos custando R$ 200 (Mortal Kombat x DC Universe, eu perguntei o preço!), ele não se populariza pela falta de cópias não-autorizadas de jogos sendo vendidos por preços mais em conta. Se bem que o custo dele caiu (dumping da própria empresa), e <a
href="http://www.guanabara.info/2010/01/ps3-hacked-adivinha-por-quem/" target="_blank">o desbloqueio dele</a> farão o PS3 se popularizar (um conhecido já recebeu 5 encomendas de PS3 no dia seguinte ao anúncio do desbloqueio).</li><li>A Nintendo ressurgiu das cinzas: O Wii é hoje o queridinho do mercado e vende horrores, mesmo com o preço alto que cobram por ele aqui em terra brasilis não fazer jus ao seu hardware embarcado, inferior ao Xbox 360 e o PS3. Numa rápida olhada em um site de pesquisa de preços, vi o PS3 a R$ 1192, o Xbox 360 a R$ 1025, e o Wii a R$ 850 (preços de 4/7/09). Para um equipamento razoavelmente inferior, a diferença de preço é de 17% para o 360 e 29% para o PS3. Só que o Wii não vale isso tudo, o hype em torno dele mantém o preço dele alto. E todo mundo que-não-é-jogador quer um Wii.</li><li>Qual foi a resposta da Microsoft? <a
href="http://www.google.com.br/url?q=http://www.guanabara.info/2009/05/xbox360-com-sensores-de-movimento/&amp;ei=PeR2S9_TFomOlQeQ54CiDw&amp;sa=X&amp;oi=nshc&amp;resnum=1&amp;ct=result&amp;cd=2&amp;ved=0CAkQzgQoAQ&amp;usg=AFQjCNEVxxWnzXtbnUHZArabEWEpfcQxsQ" target="_blank">Project Natal</a>, que é fantástico. Mas não é inovador. Quero dizer, é inovador sim, mas quem lançou a idéia de &#8220;jogar com o corpo&#8221; foi a Nintendo, não a Microsoft. E todos irão lembrar-se disso.</li></ul><p>Ou seja, está bem, mas tem dificuldade. No Japão, por exemplo, a penetração é pequena. No Brasil&#8230; PS2 ainda domina. EUA&#8230; O Wii vendeu mais, tendo sido lançado 1 ano depois do X360. E por aí vai.</li><li>Na Web então, a Microsoft tem algumas boas iniciativas (como o <a
href="http://www.bing.com" target="_blank">Bing</a>!), mas está tomando uma lavada do Google. <a
href="http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI3852667-EI4802,00.html">79% contra 8% em buscadores</a> é quase uma covardia. E francamente, alguém faz busca em outro site que não seja o Google?</li><li>Aliás, vocês já viram que ela sempre corre atrás do Google? O Google soltou o Google Maps e o Google Earth, <a
href="http://www.forumpcs.com.br/noticia.php?b=189347" target="_blank">ela solta o Virtual Earth 3D</a>. O Google faz o Google Docs, ela anuncia o Office 2010 online (mas pago). O Google tem uma área para desenvolvedores, e a Microsoft lança o Codeplex. E por aí vai.</li><li>No mercado de navegadores, o Firefox está crescendo mais e mais, sem contar com o Chrome subindo no horizonte&#8230; Temos o Safari, mas o seu crescimento está vinculado ao crescimento do Mac OS X (e iPhone OS), não conheço quem prefira o Safari em execução numa plataforma Windows. E o Internet Explorer, que ficou parado por anos, deu uma revigorada, mas mesmo assim <a
href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2009/09/01/internet-explorer-tem-maior-perda-de-mercado-desde-novembro-de-2008/" target="_blank">está paulatinamente perdendo mercado</a>. O melhor exemplo que tive foi quando estava numa oficina mecânica, e o computador do escritório deles tinha o Firefox instalado. Virei para a esposa do dono, e perguntei sobre o navegador, ao que ela respondeu: &#8220;<strong>Ah, mas ele é muito melhor!</strong>&#8221; Se alguém que não é da área diz isso, o que diremos nós, que somos?</li><li>E em música? A Apple, com o iPod, está lá na frente, mesmo vendendo um produto com acesso limitado (através do iTunes apenas &#8211; oficialmente falando), sem contar a iTunes Music Store. Para vocês terem uma idéia, acabo de ver essa na MacMagazine: &#8220;<a
href="http://macmagazine.uol.com.br/2010/02/11/apple-dara-um-gift-card-de-us10-000-para-quem-baixar-a-10-000-000-000%c2%aa-musica-na-itunes-store/">Apple dará um Gift Card de US$10.000 para quem baixar a 10.000.000.000ª música na iTunes Store</a>&#8220;. A música número 10 BILHÕES. É coisa para caramba. E o que a Microsoft fez? O Zune. Conhecem alguém (além do <a
href="http://twitter.com/johnyken" target="_blank">@Johnnyken</a>) que goste do Zune? Eu nunca nem vi um&#8230; E a loja? Havia conflito de DRM na loja, música adquirida para o Zune não tocava no micro, os DRMs não eram compatíveis&#8230; #EPICFAIL.</li><li>Em linguagem de programação, quais são as mais usadas? Segundo <a
href="http://www.tiobe.com/index.php/content/paperinfo/tpci/index.html" target="_blank">o relatório da TIOBE de janeiro de 2010</a>: Java, C e PHP. Java, em particular, cresceu MUITO e foi certamente a principal motivação da Oracle comprar a Sun (ou você acha que <span
style="text-decoration: line-through;">Deus</span> Larry Ellison comprou a Sun porque gosta do Solaris?). O que a Microsoft fez? O .Net, que era apenas um press-release e demorou a tomar forma&#8230; E é uma extensão dos conceitos do Java. Não é inovador, me desculpem quem programa em *.Net, mas não é inovador. Java sim, foi. O .Net não é, e nem tem tanta penetração assim no mercado (VB em quinto lugar, C# em sexto), o C tem mais penetração do que eles dois somados. Se somar ao C++ (que é o quarto), então&#8230;</li><li>Em design na Web e documentos, ela resolveu soltar um concorrente para o quase onipresente Flash, que foi o Silverlight. E os grandes acontecimentos do Silverlight foi transmitir <a
href="http://info.abril.com.br/aberto/infonews/012009/18012009-0.shl" target="_blank">a pose do Presidente Barack Obam</a>a, e <a
href="http://playboy.covertocover.com/" target="_blank">uma coleção da Playboy</a> acessível via Web. No caso da suite de Web da Adobe, ela pretendia soltar um concorrente, não sei no que deu (se souber, avisa aí embaixo). Ela chegou a bolar um concorrente para o padrão PDF, da Adobe e queria meter goela abaixo no Windows Vista. A Adobe chiou (na Justiça), e ela recuou.</li><li>O mercado cativo da Microsoft é o Windows e o Office, que correspondem a 60% do faturamento da empresa. Nessa área ela reina, mas começa a ter mais pluraridade: Linux no desktop, apesar de pequeno, tem crescido rapidamente. Além disso, o Mac OS X tem aumentado sua penetração: iPod e iPhone acabam trazendo novos usuários para o Mac. Isso significa que eles não podem mais ignorar esse mercado. E lembrem-se: <a
href="http://br-linux.org/2010/pesquisa-21-dos-pcs-alemaes-tem-openoffice-ou-derivados/" target="_blank">O OpenOffice.org está presente em 21% dos computadores PC alemães</a>&#8230;</li><li>No mercado de servidores então, chega a ser humilhação: 33,8% do mercado, contra 7,9% do mercado para a Microsoft.</li><li>Em em supercomputação? <a
href="http://www.top500.org/stats/list/34/os" target="_blank">436 dos 500 supercomputadores mais rápidos do mundo rodam Linux</a>. Windows? 5. CINCO. Só!</li><li>Aliás, uma coisa que a Microsoft sempre foi muito boa foi impor seu formato aos outros. Quer ver a lista?<ul><li>O MSN é um exemplo. Desculpem-me quem gosta, mas o protocolo dele é o mais lento e problemático de todos. ICQ é estável, Jabber/XMPP (GTalk) é excelente, Y!M é muito rápido&#8230; Mas o MSN é o mais usado no Brasil (infelizmente), e por quê? Por ela ter enfiado ele no Windows XP, só isso.</li><li>Internet Explorer, que rendeu uma coletânea de piadas (Internerd Exploder, Interlerd Exploiter e por aí vai)&#8230; Conhecem alguém que prefira o IE? Eu não. Mas ele foi dominante no mercado, por ser o navegador que vinha no sistema, tanto que <a
href="http://www.ipnews.com.br/voip/internacional/internacional/microsoft-se-compromete-a-oferecer-escolha-de-navegador-em-seu-os-para-a-ue.html" target="_blank">a União Européia exige hoje em dia que uma instalação do Windows dê a opção de escolha do browser, e a Microsoft acatou</a>.</li><li>OpenXML, em detrimento do OpenDocument: <a
href="http://nnn.softwarelivre.org/furusho/blog/a-dinamarca-adota-o-padrao-odf-opendocument-format" target="_blank">Apesar de vários governos terem padronizado o Open Document Format (na última contagem, 18)</a>, a Microsoft continua insistindo em não fornecer o formato como opção para a sua suite Office. Ironicamente, <a
href="http://www.sun.com/software/star/odf_plugin/" target="_blank">quem fez um plug-in para o Office foi a Sun&#8230;</a></li><li>PDF: Depois de muito custo, e tentar impor o seu formato de documentos, <a
href="http://www.forumpcs.com.br/viewtopic.php?t=131298" target="_blank">a Microsoft concordou em colocar o PDF como opção para o Office 12</a>.</li></ul></li><li>Algumas curiosidades a respeito da Microsoft:<ul><li>Ela é a única empresa que ainda VENDE o sistema operacional. Sim, eu sei que a Apple também vende. Mas o foco da Apple não é vender sistemas operacionais, é vender hardware. E para ela, software é acessório. Por isso eles vendem o Snow Leopard a US$ 29. A mentalidade é diferente, não melhor nem pior, só diferente. Além do Windows e do Mac OS X, existe uma miríade de sistemas operacionais, fechados e abertos, mas todos são distribuídos de graça.</li><li>A Microsoft não trabalha com rentabilidade advinda de serviços. A IBM trabalha em cima desse modelo novo e enxugou onde pode. Isso deu agilidade a ela. A Microsoft continua no esquema de caixinha de software, serviço é com outra empresa.</li><li>É inegável a capacidade da Microsoft de se reinventar. Em 1996, ela se reinventou toda, pois para ela, valia a pena investir na rede MSN, que seria uma &#8220;internet em miniatura&#8221;, como o AOL, o Compuserve, entre outros. Para ela, a Internet não iria pegar, ou seria uma moda passageira. A história comprova o contrário, e a MIcrosoft soube se reinventar, abandonando idéias como o servidor de streaming Tiger, por exemplo.Ela é capaz de mudar rapidamente de foco.</li></ul></li></ol><p>Então, isso aqui é para vocês pensarem&#8230; E opinarem. Em breve publico a segunda parte.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.guanabara.info/2010/02/a-microsoft-realmente-perdeu-o-bonde-1-de-2/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>105</slash:comments> </item> <item><title>Linux é melhor mesmo?</title><link>http://www.guanabara.info/2009/10/linux-e-melhor-mesmo/</link> <comments>http://www.guanabara.info/2009/10/linux-e-melhor-mesmo/#comments</comments> <pubDate>Fri, 02 Oct 2009 17:00:08 +0000</pubDate> <dc:creator>Ricardo Pinheiro</dc:creator> <category><![CDATA[Debate]]></category> <category><![CDATA[Opinião]]></category> <category><![CDATA[linux]]></category> <category><![CDATA[MSN]]></category> <category><![CDATA[Site]]></category> <category><![CDATA[windows]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.guanabara.info/?p=14540</guid> <description><![CDATA[Para alguns (como eu), sim, sem sombra de dúvida. Para outros, não mesmo, o outro sistema, o das &#8220;janelas&#8221;, é melhor. Cada caso é um caso, e muitas questões devem ser levadas em conta.
Vagando pela Internet, achei um site que conquistou a minha simpatia. É o Why Linux is Better, onde a maioria das justificativas são as que eu concordo (epa, calma lá, não todas), e está em português, bem explicado e claro. Alguns itens eu nem tinha dado conta, como a questão do meio-ambiente. Outras eu ri, como a da fragmentação (sim, a maioria das mulheres são mais organizadas). Vale a visita. Se gostarem ou não&#8230; Não esqueçam de comentar lá embaixo.
Agora, juro que procurei um site que fizesse o contrário, que justificasse com argumentos plausíveis porque o Windows é melhor do que o Linux. E tudo o que encontrei foram usuários xingando o sistema porque não o conhecem, não o entendem ou não conseguiram fazer algo da mesma maneira que eles fazem no outro sistema nele está mais acostumado (e com isso, para ele é mais amigável).
O Millôr Fernandes diz que desconfia de todo idealista que lucra com seu ideal. Logo, textos da Microsoft a respeito são dispensáveis, afinal eles lucram diretamente. Tem quem lucre com o Linux e faça campanha? Com certeza. Mas não existe um monopólio, na mão de uma empresa apenas. E isso faz MUITA diferença.
PS: Para alegria de alguns e desgosto de muitos, estou vivo e bem, respirando sem auxílio de aparelhos, e com vontade de escrever mais&#8230; Mas ainda sem tempo disponível. Daqui a pouco volto à carga normal &#8211; ou não.
PS 2: Se alguém aqui gosta de MSX como eu e quiser ajudar, dêem um pulo no site da MSXRio. Precisamos de MSXzeiros colaboradores.
PS 3: Alguém aí edita podcasts em troca de [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
class="wp-caption alignright" style="width: 240px"><a
href="http://tiagopetrucci.zip.net/images/linuxMsn.jpg"><img
class=" " title="Raquetada na borboleta! Quem sabe depois ela voe direito?" src="http://tiagopetrucci.zip.net/images/linuxMsn.jpg" alt="Raquetada na borboleta! Quem sabe depois ela voe direito?" width="230" height="349" /></a><p
class="wp-caption-text">Isso, dá uma raquetada na borboleta! Quem sabe depois ela voe direito?</p></div><p>Para alguns (como eu), sim, sem sombra de dúvida. Para outros, não mesmo, o outro sistema, o das &#8220;janelas&#8221;, é melhor. Cada caso é um caso, e muitas questões devem ser levadas em conta.</p><p>Vagando pela Internet, achei um site que conquistou a minha simpatia. É o <a
href="http://www.whylinuxisbetter.net/index_br.php?lang=br" target="_blank">Why Linux is Better</a>, onde a maioria das justificativas são as que eu concordo (epa, calma lá, não todas), e está em português, bem explicado e claro. Alguns itens eu nem tinha dado conta, como a questão do meio-ambiente. Outras eu ri, como a da fragmentação (sim, a maioria das mulheres são mais organizadas). Vale a visita. Se gostarem ou não&#8230; Não esqueçam de comentar lá embaixo.</p><p>Agora, juro que procurei um site que fizesse o contrário, que justificasse com argumentos plausíveis porque o Windows é melhor do que o Linux. E tudo o que encontrei foram usuários xingando o sistema porque não o conhecem, não o entendem ou não conseguiram fazer algo da mesma maneira que eles fazem no outro sistema nele está mais acostumado (e com isso, para ele é mais amigável).</p><p>O Millôr Fernandes diz que <strong>desconfia de todo idealista que <em>lucra</em> com seu ideal</strong>. Logo, textos da Microsoft a respeito são dispensáveis, afinal eles lucram diretamente. Tem quem lucre com o Linux e faça campanha? Com certeza. <a
href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u12710.shtml" target="_blank">Mas não existe um monopólio</a>, na mão de uma empresa apenas. E isso faz MUITA diferença.</p><p>PS: Para alegria de alguns e desgosto de muitos, estou vivo e bem, respirando sem auxílio de aparelhos, e com vontade de escrever mais&#8230; Mas ainda sem tempo disponível. Daqui a pouco volto à carga normal &#8211; ou não.</p><p>PS 2: Se alguém aqui gosta de MSX como eu e quiser ajudar, dêem um pulo no site da <a
href="http://www.msxrio.com.br" target="_blank">MSXRio</a>. Precisamos de MSXzeiros colaboradores.</p><p>PS 3: Alguém aí edita podcasts em troca de um prato de comida?</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.guanabara.info/2009/10/linux-e-melhor-mesmo/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>51</slash:comments> </item> <item><title>Agora a Microsoft treina técnicos para mentir em público&#8230;</title><link>http://www.guanabara.info/2009/09/agora-a-microsoft-treina-tecnicos-para-mentir-em-publico/</link> <comments>http://www.guanabara.info/2009/09/agora-a-microsoft-treina-tecnicos-para-mentir-em-publico/#comments</comments> <pubDate>Fri, 18 Sep 2009 12:00:16 +0000</pubDate> <dc:creator>Ricardo Pinheiro</dc:creator> <category><![CDATA[Debate]]></category> <category><![CDATA[Linux]]></category> <category><![CDATA[MicroHoo!]]></category> <category><![CDATA[Microsoft]]></category> <category><![CDATA[Notícias]]></category> <category><![CDATA[Opinião]]></category> <category><![CDATA[Polêmica]]></category> <category><![CDATA[Software]]></category> <category><![CDATA[anti-linux]]></category> <category><![CDATA[Campanha]]></category> <category><![CDATA[linux]]></category> <category><![CDATA[Mac OS X]]></category> <category><![CDATA[mercado]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.guanabara.info/?p=14487</guid> <description><![CDATA[Essa eu li no Br-Linux, e fui procurar a fonte do artigo para saber um pouco mais de detalhes&#8230;Ah, tá, boa piada&#8230; Agora conta a do papagaio!
Para quem não sabe, a Microsoft está treinando funcionários da Best Buy  (uma grande rede de lojas estadunidense) para repetir a cantilena de que &#8220;Linux não presta&#8221; para os usuários novatos. Essa imagem aí em cima é um dos materiais para doutrinamento, ops lavagem cerebral treinamento dos profissionais. Obviamente, os argumentos não sobrevivem a uma avaliação mais cautelosa.Alguns irão dizer que eu estou sendo apenas um fanático, um freetard, como pessoas pouco esclarecidas sobre software livre rotulam todos os fãs dessa plataforma. Mas daí concordar com essa empresa e dizer que o Linux é menos seguro, tem menos softwares, é menos compatível e falta documentação para saber o que fazer&#8230; Já virou uma repetição que talvez colasse há 10 anos atrás, quando eu estava dando os meus primeiros passos em servidores. E esse discurso não funciona mais.
Entendam que eu não estou entrando no mérito do Windows 7 ser bom. Isso pouco me interessa. O que eu estou dizendo é que, segundo a Microsoft, o Linux é ruim, e inferior ao produto dela.
O mais curioso é que a Microsoft confirmou o treinamento dado, pelo que vi nesse post no Infoesfera. Segundo ela mesma, para &#8220;defender seus interesses&#8221;. Mas ela acha que mentir para o público, falando apenas do que ela acha ruim no produto concorrente ao dela, sem falar das coisas boas&#8230; É algo bom. Na minha terra, isso é uma prática eticamente questionável: denegrir um produto concorrente para poder exaltar o seu próprio produto. Imagine se um refrigerante falasse mal da marca concorrente, e quando ele viesse reclamar, a resposta da primeira seria:  &#8220;Não, eu estou apenas esclarecendo o consumidor&#8220;. Você pode elogiar o [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Essa eu li no <a
href="http://br-linux.org/2009/microsoft-confirma-treinamento-anti-linux-para-lojistas-dos-eua/" target="_blank">Br-Linux</a>, e fui procurar <a
href="http://linuxinnovations.blogspot.com/2009/09/microshit-trains-bestbuy-employees-to.html" target="_blank">a fonte do artigo</a> para saber um pouco mais de detalhes&#8230;</p><p><a
rel="attachment wp-att-14490" href="http://www.guanabara.info/2009/09/agora-a-microsoft-treina-tecnicos-para-mentir-em-publico/01windowslinux14092009/"><img
class="aligncenter size-full wp-image-14490" title="Ah, tá, boa piada... Agora conta a do papagaio!" src="http://www.guanabara.info/wp-content/uploads/2009/09/01windowslinux14092009.jpg" alt="Ah, tá, boa piada... Agora conta a do papagaio!" /></a></p><p
style="text-align: center;">Ah, tá, boa piada&#8230; Agora conta a do papagaio!</p><p>Para quem não sabe, a Microsoft está treinando funcionários da Best Buy  (uma grande rede de lojas estadunidense) para repetir a cantilena de que &#8220;<strong>Linux não presta</strong>&#8221; para os usuários novatos. Essa imagem aí em cima é um dos materiais para <span
style="text-decoration: line-through;">doutrinamento</span>, <span
style="text-decoration: line-through;">ops</span> <span
style="text-decoration: line-through;">lavagem cerebral</span> treinamento dos profissionais. Obviamente, os argumentos não sobrevivem a uma avaliação mais cautelosa.</p><p><span
id="more-14487"></span></p><p>Alguns irão dizer que eu estou sendo apenas um fanático, um freetard, como pessoas pouco esclarecidas sobre software livre rotulam todos os fãs dessa plataforma. Mas daí concordar com essa empresa e dizer que o Linux é menos seguro, tem menos softwares, é menos compatível e falta documentação para saber o que fazer&#8230; Já virou uma repetição que talvez colasse há 10 anos atrás, quando eu estava dando os meus primeiros passos em servidores. E esse discurso não funciona mais.</p><p>Entendam que eu não estou entrando no mérito do Windows 7 ser bom. Isso pouco me interessa. O que eu estou dizendo é que, segundo a Microsoft, o Linux é ruim, e inferior ao produto dela.</p><p>O mais curioso é que a Microsoft confirmou o treinamento dado, pelo que vi nesse post no <a
href="http://wp.clicrbs.com.br/infosfera/2009/09/15/microsoft-confirma-treinamento-anti-linux-para-lojistas-dos-eua/" target="_blank">Infoesfera</a>. Segundo ela mesma, para &#8220;defender seus interesses&#8221;. Mas ela acha que mentir para o público, falando apenas do que ela acha ruim no produto concorrente ao dela, sem falar das coisas boas&#8230; É algo bom. Na minha terra, isso é uma prática eticamente questionável: denegrir um produto concorrente para poder exaltar o seu próprio produto. Imagine se um refrigerante falasse mal da marca concorrente, e quando ele viesse reclamar, a resposta da primeira seria:  &#8220;<em>Não, eu estou apenas esclarecendo o consumidor</em>&#8220;. Você pode elogiar o seu produto, mas não engrandecê-lo em detrimento dos outros.</p><p>Bem, vindo de uma empresa que declarava que &#8220;<em>O Unix é um sistema arcaico e ultrapassado, e será substituído pelo Windows NT</em>&#8221; há pouco mais de 10 anos&#8230; Não é difícil esperar outras coisas.</p><p><a
rel="attachment wp-att-14489" href="http://www.guanabara.info/2009/09/agora-a-microsoft-treina-tecnicos-para-mentir-em-publico/01darthms/"><img
class="aligncenter size-full wp-image-14489" title="01darthms" src="http://www.guanabara.info/wp-content/uploads/2009/09/01darthms.jpg" alt="Ainda bem que eu sempre preferi o Han Solo..." /></a></p><p
style="text-align: center;">Ainda bem que eu sempre preferi o Han Solo&#8230;</p><p><strong>Filosofação do Ricardo</strong>: Agora&#8230; Se o Linux tem quase 2% do mercado (segundo esse post <a
href="http://www.vivaolinux.com.br/topico/Linux-Desktop/Linux-em-alta-no-mercado-de-desktop" target="_blank">aqui</a>), porque não atacar a Apple, que tem mais do que isso (acho que 8 ou 10%, não tenho certeza, povo do Mac OS X, confirmem essa informação)? Comentei há algum tempo também sobre <a
href="http://www.guanabara.info/2009/06/a-invasao-dos-androides-verdes/" target="_blank">a campanha anti-Linux em netbooks, promovida pela Microsoft e pela Asus</a>&#8230; Se o concorrente é tão pequeno assim, porque se importar? <strong>Teria a Microsoft medo do crescimento do Linux? </strong>Será que a famosa frase de Mahatma Gandhi valerá, a que diz: <strong>&#8220;Primeiro eles te ignoram. Depois eles te ridicularizam. Então eles lutam contigo, e aí você vence&#8221;.</strong></p><p>Bem&#8230; Vamos ver.<strong> </strong>Como diria mestre Maddog: <strong>&#8220;A vitória do Linux é tão certa quanto o nascer do sol&#8221;. </strong>Profético, não?</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.guanabara.info/2009/09/agora-a-microsoft-treina-tecnicos-para-mentir-em-publico/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>53</slash:comments> </item> <item><title>Por que a pirataria é mais perigosa do que parece?</title><link>http://www.guanabara.info/2009/08/por-que-a-pirataria-e-mais-perigosa-do-que-parece/</link> <comments>http://www.guanabara.info/2009/08/por-que-a-pirataria-e-mais-perigosa-do-que-parece/#comments</comments> <pubDate>Mon, 31 Aug 2009 22:00:36 +0000</pubDate> <dc:creator>Ricardo Pinheiro</dc:creator> <category><![CDATA[Debate]]></category> <category><![CDATA[Opinião]]></category> <category><![CDATA[Polêmica]]></category> <category><![CDATA[Software]]></category> <category><![CDATA[Discussão]]></category> <category><![CDATA[linux]]></category> <category><![CDATA[mediocridade]]></category> <category><![CDATA[Pirataria]]></category> <category><![CDATA[windows]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.guanabara.info/?p=14098</guid> <description><![CDATA[Esse texto originalmente foi publicado no meu blog, no início desse ano. Estou dando uma geral nele, e colocando por aqui justamente com o objetivo de provocar o pensamento e a discussão. Espero que sirva.Um grande amigo comentou no seu blog há tempos, num post, do pessoal que mete o malho no Windows, que diz aos quatro ventos que Linux é o caminho, a verdade e a vida, mas ainda usa WINE e coisas do tipo para rodarem programas do Windows dentro do Linux &#8211; sendo que, no Linux, tem programas equivalentes. Aliás, essa foi a minha motivação para o meu primeiro post no Guanabara.info, e provocar a discussão. Rendeu 70 comentários, o que é ótimo.
Acho que não é necessário definir alguns pontos:Todo mundo aqui sabe que o Linux é o núcleo do sistema, e não o sistema como um todo.
Todos tem uma noção do que são as distribuições Linux: Um conjunto de programas que acompanham o kernel, grosseiramente falando.
Todos sabem que, se o hardware não funcionar no Linux, a culpa principal é do fabricante do hardware, que não fez o driver (Piter Punk que o diga).
Todos sabem que a maioria dos softwares executados sobre o Linux é livre. Maioria, mas não todos. Afinal, Maya, Mathematica, Maple e outros continuam comerciais, mesmo em Linux.
Ah, boa parte deles (principalmente os que usam bibliotecas como a GTK+) tem versões para Windows.Naturalmente, boa parte desses programas não tem todos os recursos das contrapartes pagas:Alguns vão dizer que o Gimp não tem todos os recursos do Photoshop, como não ter suporte ao sistema de cores Pantone. E no caso do Gimp nunca terá. Por quê? Porque para usar o Pantone, a Adobe paga por isso, para cada cópia do Photoshop. E o Photoshop é pago, lembram? Acho que R$ 1500 por cópia, o preço [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
class="wp-caption aligncenter" style="width: 459px"><a
href="http://altamenteacido.files.wordpress.com/2009/06/pirata.jpeg"><img
title="Eu sou o pirata da perna-de-pau, do olho de vidro, da cara de mau..." src="http://altamenteacido.files.wordpress.com/2009/06/pirata.jpeg" alt="Eu sou o pirata da perna-de-pau, do olho de vidro, da cara de mau..." width="449" height="299" /></a><p
class="wp-caption-text">&quot;Eu sou o pirata da perna-de-pau, do olho de vidro, da cara de mau...&quot;</p></div><p>Esse texto originalmente foi <a
href="http://estudiodaintrospeccao.blogspot.com/2009_01_01_archive.html#3551567009414594573" target="_blank">publicado no meu blog</a>, no início desse ano. Estou dando uma geral nele, e colocando por aqui justamente com o objetivo de provocar o pensamento e a discussão. Espero que sirva.</p><p><span
id="more-14098"></span></p><p>Um grande <a
href="http://www.crashcomputer.tk/" target="_blank">amigo</a> comentou no seu blog há tempos, <a
href="http://www.caetano.eng.br/crashcomputer/2008/12/coisa-engraada.html#links" target="_blank">num post</a>, do pessoal que mete o malho no Windows, que diz aos quatro ventos que <em>Linux é o caminho, a verdade e a vida, </em>mas ainda usa <a
href="http://www.winehq.com/" target="_blank">WINE</a> e coisas do tipo para rodarem programas do Windows dentro do Linux &#8211; sendo que, no Linux, tem programas equivalentes. Aliás, essa foi a minha motivação para <a
href="http://www.guanabara.info/2009/06/polemica-quem-realmente-usa-linux-por-aqui/" target="_blank">o meu primeiro post</a> no Guanabara.info, e provocar a discussão. Rendeu 70 comentários, o que é ótimo.</p><p>Acho que não é necessário definir alguns pontos:</p><ul><li><a
href="http://www.guanabara.info/2009/07/atencao-linux-nao-e-igual-a-windows/" target="_blank">Todo mundo aqui sabe que o Linux é o núcleo do sistema, e não o sistema como um todo</a>.</li><li>Todos tem uma noção do que são as distribuições Linux: Um conjunto de programas que acompanham o kernel, grosseiramente falando.</li><li>Todos sabem que, se o hardware não funcionar no Linux, a culpa principal é do fabricante do hardware, que não fez o driver<a
href="http://estudiodaintrospeccao.blogspot.com/2008_11_01_archive.html#2495904857463937585" target="_blank"> (Piter Punk que o diga</a>).</li><li><a
href="http://www.guanabara.info/2009/07/algumas-respostas-a-duvidas-frequentes-sobre-software-livre-e-codigo-aberto/" target="_blank">Todos sabem que a maioria dos softwares executados sobre o Linux é livre</a>. Maioria, mas não todos. Afinal, <a
href="http://usa.autodesk.com/adsk/servlet/item?siteID=123112&amp;id=9683256" target="_blank">Maya</a>, <a
href="http://www.wolfram.com/news/presslinux.html" target="_blank">Mathematica</a>, <a
href="http://www.ces.clemson.edu/linux/maple.shtml" target="_blank">Maple</a> e outros continuam comerciais, mesmo em Linux.</li><li>Ah, boa parte deles (principalmente os que usam bibliotecas como a <a
href="http://www.gtk.org/" target="_blank">GTK+</a>) tem versões para Windows.</li></ul><p>Naturalmente, boa parte desses programas não tem todos os recursos das contrapartes pagas:</p><ol><li><div
class="wp-caption alignright" style="width: 245px"><a
href="http://www.kevserboya.com/postnuke/html/images/pantone.jpg"><img
title="Sistema de cores Pantone." src="http://noticethings.files.wordpress.com/2007/11/pantone.jpg" alt="Sistema de cores Pantone." width="235" height="235" /></a><p
class="wp-caption-text">Sistema de cores Pantone.</p></div><p>Alguns vão dizer que o Gimp não tem todos os recursos do Photoshop, como não ter suporte ao <a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pantone" target="_blank">sistema de cores Pantone</a>. E no caso do Gimp nunca terá. Por quê? Porque para usar o Pantone, a Adobe paga por isso, para cada cópia do Photoshop. E o Photoshop é pago, lembram? Acho que R$ 1500 por cópia, o preço dele. Pois é&#8230; O Gimp, pelo menos, tem custo zero.</li><li>Talvez o BrOffice não tenha todos os recursos do Office 2007 (e também não tem aquela interface esquisita que, dizem, é melhor). Mas, e o custo? R$ 0 x R$ 200 (na licença educacional).</li><li>Cinelerra versus Adobe Première&#8230; Não, não dá para editar um blockbuster de Hollywood com o Cinelerra. Mas é possível que com o Première também não. E o primeiro? Custo zero.</li><li>Inkscape x Corel também é luta perdida para o software livre. Mas o custo para o SL é zero. Um Corel X4 não sai menos do que R$ 1000. Se bem que um amigo, arte-finalista de uma gráfica, disse-me que usa mais o Inkscape do que o Corel, pelo primeiro ser mais eficiente para trabalhos menores e mais rápidos. Ele diz que só usa o Corel quando é coisa pesada.</li><li>O tradicional choramingo por parte de pessoas que reclamam que no Linux não vem o suporte a MP3, e que você precisa pegar na Internet, e não sabe o por quê&#8230; O <a
href="http://www.fraunhofer.de/en/" target="_blank">Instituto Fraunhofer</a> cobra US$ 1 de cada MP3 player ou por cada cópia de software que use o seu algoritmo patenteado. Logo, se uma distro Linux for baixada 1 milhão de vezes, serão 1 milhão de dólares, certo? E eles estão no direito  de cobrar isso, <strong>o algoritmo é deles</strong>. Se não quer esse risco, dêem suporte apenas a formatos livres, como o <a
href="http://xiph.org" target="_blank">Ogg Vorbis/Theora</a>. Antes que reclamem, lembrem-se que o Windows também não tem suporte ao MP3 de forma nativa (tirando os Win XP/Vista retalhados pelo <a
href="http://www.nliteos.com/" target="_blank">nLite</a> que estão boiando por aí). No Linux, pelo menos, há ferramentas que detectam a falta do codec e baixam o mesmo para tocar o arquivo multimídia, qual for.</li></ol><p>E por aí vai.</p><p>Mas aí vem a sempre necessária pergunta: Você precisa de <strong>TODOS</strong> os recursos que esses programas PAGOS oferecem? Você precisa MESMO de um Photoshop, em toda a sua glória e preço alto para apenas remover olhos vermelhos de algumas fotos feitas com câmera digital? Você precisa daquele conjunto de recursos obscuros que só o Office 2007 tem? Você precisa de <strong>tudo</strong> o que os programas pagos oferecem como recursos?</p><p>Aposto que a resposta é quase sempre: &#8220;<strong>não, não preciso&#8221;</strong>. Mas então, por que usam esses? Uma lista:</p><ol><li>O programa pago confere um certo status a quem o usa: Principalmente adolescentes, que são o meu público principal, gostam de encher a boca e dizer que &#8220;<em>sabem disso e daquilo</em>&#8220;. Como mais velho, contento-me em dizer que &#8220;<em>brinco com isso e aquilo</em>&#8220;. É diferente. Seria bom lembrarem da famosa frase de <a
href="http://pt.wikiquote.org/wiki/Isaac_Newton" target="_blank">Isaac Newton</a> (que dispensa apresentações): &#8220;<strong>Se vi mais longe foi por estar de pé sobre <em>ombros de gigantes</em>.</strong>&#8221; Mas usar aquele ou esse software confere status, pois o adolescente quer se afirmar, mostrando que (acha que) sabe desse programa. E todo ano eu tenho um aluno que sobressai, e por isso é arrogante. Não demora muito para eu colocá-lo no lugar dos outros&#8230;</li><li>O programa pago é mais conhecido, mais popular: Certa vez um amigo, designer gráfico, teve uma oferta de abrir uma turma de design baseada em softwares livres, num dos locais onde ele trabalha. Ele achou ótimo, mas a própria direção do curso recuou da idéia: Quem iria fazer um curso de Gimp, Inkscape e Scribus, se todo mundo conhece Photoshop, Corel e PageMaker?</li><li>A cópia não-autorizada torna o acesso mais fácil: É fácil conseguir uma cópia não-autorizada deles. O Photoshop não custa R$ 1500 para quem pensa assim. O custo não passa de R$ 10, pagos a um camelô na calçada. E assim vai para o AutoCAD, Delphi, e tantos, tantos outros. Por isso que eu digo que o Linux não será dominante no Brasil: Enquanto o Windows continuar custando o preço da mídia (pirata), assim como vários softwares, o povo vai preferir ele, mesmo com todos os problemas e esquisitices que ele tem.</li><li><img
class="alignright" src="http://www.fabricademaquinas.com.br/imagens/americanas.gif" alt="" width="207" height="175" />A geração atual (e a de muitos que estão lendo isso aqui) <strong>tem muita pressa para tudo</strong>. A Internet fez isso: Ninguém quer esperar para comprar o DVD do filme, 6 meses depois que saiu nos cinemas. Todo mundo quer ir lá no seu &#8220;<em>fornecedor de genéricos</em>&#8220;, comprar um DVD mal-tratado, cuja cópia do filme está quase impossível de ser vista. O som é horrível, cores estão lavadas, legendas estão cheias de erros&#8230; Mas se acham os &#8220;<strong>ixpertos</strong>&#8221; (em bom sotaque carioca, diga-se de passagem). Quando eu tinha essa idade, esperava pacientemente por muita coisa, e até hoje espero certos filmes irem parar na banca de DVDs baratos das Lojas Americanas ou da Casa &amp; Vídeo para comprar. Mas a atual geração não só tem urgência para tudo. Tem também&#8230;</li><li>&#8230; &#8220;<a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_G%C3%A9rson" target="_blank">a lei de Gérson</a>&#8220;, cujo coitado do comentarista e ex-jogador vai reafirmar até o fim dos tempos que o sentido da sua frase foi deturpado. Mas muitos acham que são os bons, tratam o erro como algo certo. Inversão de valores. Certa vez ouvi de um aluno: &#8220;<em>Ah, professor, e o senhor acha que esses caras (a <a
href="http://www.abes.org.br/" target="_blank">ABES</a>) vão dar uma batida e pegar as lan-houses e eu, lá dentro da <a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cidade_de_Deus_%28Rio_de_Janeiro%29" target="_blank">CDD</a>, onde eu moro? Nunca</em>!&#8221; <a
href="http://odia.terra.com.br/cadastro/novodia.asp?PagVai=rio/htm/cidade_de_deus_permanece_ocupada_pela_policia_212353.asp&amp;MD=http://odia.terra.com.br/" target="_blank">E a polícia colocou uma unidade pacificadora por lá há mais de 6 meses</a>&#8230; Não é a cópia indiscriminada que incomoda, é a impunidade, e saber que está errado, mas nem por isso achar que está errado. Lamentável, eu me entristeço como educador.</li></ol><p>Não basta tirar a cópia não-autorizada das mãos da pessoa, tem que tirar também de dentro dela. A mudança de mentalidade. Sou adepto do software livre, e prefiro ele em tudo o que eu faço. Mas se uma empresa quer ganhar dinheiro vendendo software proprietário, ela tem esse direito, e deve ser preservado. Não se deve justificar a cópia não-autorizada apenas pela falta de dinheiro. Procura-se uma alternativa, &#8220;<em>dá-se um jeito</em>&#8220;. Sim, continuo achando um absurdo pagar preços extorsivos em licenças de software. <strong>Mas isso não justifica copiar ilegalmente</strong>. Um erro não justifica outro.</p><p>Há esperanças, pelo menos. Tenho um amigo que tinha 6 Mbps na banda larga dele, em casa, de forma ilegal: Ele pagava como 1 Mbps, mas um técnico da própria operadora mexeu para colocar 6 Mbps. Ele desativou essa &#8220;característica&#8221; e voltou para 1 Mbps, pois queria ficar certo. Agora conseguiu, solicitando pelos meios certos, a subida do seu link para 8 Mbps (e a consequente subida na sua mensalidade). Ele mesmo estava com problemas de documentação no seu carro, e deixou-o parado em casa, mesmo precisando dele. Perguntei a ele o porque. Ele respondeu que ele está errado, que queria acertar tudo em termos de IPVA, multas, etc., e depois ele poderia usar o carro normalmente. Por enquanto está usando um carro emprestado. Para mim, um exemplo de honestidade que eu queria que meus alunos, &#8220;<em>metidos a malandros</em>&#8221; ouvissem e seguissem.</p><p><img
class="alignright" src="http://3.bp.blogspot.com/_od8zUgL-DS8/R_kM1iXprgI/AAAAAAAADNY/dRKcn-boqUE/s200/A+Mestre+Yoda.bmp" alt="" width="150" height="163" />Quanto ao Windows e o Linux: É uma grande hipocrisia, e um papo recheado de mediocridade afirmar isso tudo que esse amigo meu falou e eu linkei, lá em cima. Quando falo sobre <strong>mediocridade</strong>, é que muitos com um cérebro do tamanho de uma azeitona resolvem usar o Linux, e puxam a mesma lenga-lenga de sempre, <em>que o Windows não presta, que o Windows é isso e aquilo</em>, etc e tal. Mas ainda estão atrelados ao Windows, porque &#8220;<em>o lado negro (cópias não-autorizadas) mais fácil é</em>&#8221; (como diria Mestre Yoda). Estão atrelados não exatamente ao Windows, mas sim ao vício da cópia não-autorizada. São incapazes de procurar alternativas, e se puderem, rodam tudo em cima do pobre coitado do WINE.</p><div>Uso Linux há mais de 10 anos, e somente Linux em casa a pelo menos uns 6 anos. E digo que, <strong>para mim</strong>, o Windows não tem função alguma. Como jogo pouco (a principal razão para prender usuários ao Windows), ficou fácil para mim. O Windows, para mim como usuário é completamente desnecessário, visto que tudo o que eu faço no micro, faço no Linux sem precisar do Windows. As únicas coisas que preciso é algum programa específico ou o lançamento de notas de uma das instituições de ensino em que leciono (que tem que ser no IE), ou ferramentas específicas criadas pelo fabricante do meu celular, e as ferramentas livres ainda não conseguiram repetir a mesma função. Resolvo isso via máquina virtual mesmo, num Windows XP legalizado, do meu antigo notebook.</p><p>E como diz meu irmão, &#8220;<em>Windows tem prazo de validade, depois de alguns meses vence e você tem que reinstalar tudo!</em>&#8220;. Sim, você pode usar o recurso da imagem para restaurar, mas&#8230; E se você não fizer imagem? Mas&#8230; Um sistema não deveria ser robusto o bastante para suportar atualizações, coisas do tipo? Pelo visto não. O caso é que aquele meu amigo está certo nesse assunto: Muita gente que arrota a superioridade do Linux (que, na minha opinião, é inconteste), mas não consegue/quer viver somente com o software livre. É melhor? Na minha opinião, sim, é melhor em quase todos os aspectos. Mas só quem pode realmente falar isso, é quem o usa no dia-a-dia. E o que mais vejo é gente que fala muito bonito, mas na prática não usa. É fácil falar, o difícil é fazer e viver o que se fala. E infelizmente, a &#8220;<em>comunidade de software livre</em>&#8221; está cheia. E lembre-se:</p><p><strong>Windows é que nem o Governo Lula: Tornou-se um esporte falar mal dele, mas ninguém quer pensar e criticar. Pelo contrário, querem jogar pedra, sem motivo.</strong></p><p>PS: E alguns desses ainda se acham os melhores porque usam uma distro tida como &#8220;difícil&#8221;. Como disse um ex-aluno meu: &#8220;<span
style="font-family: Courier New;">./configure ; make ; make install</span> é fácil. Quero ver quando tudo dá problema.&#8221; E é verdade, é muito fácil falar o que falam, sem embasamento algum.</p><p>Gostou? Não gostou? Está confuso? Claro? Bagunçado? Bem-escrito? Não achou nada? Rabisca aí embaixo.</p></div> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.guanabara.info/2009/08/por-que-a-pirataria-e-mais-perigosa-do-que-parece/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>37</slash:comments> </item> <item><title>O Melhor PC da Sony</title><link>http://www.guanabara.info/2009/08/o-melhor-pc-da-sony/</link> <comments>http://www.guanabara.info/2009/08/o-melhor-pc-da-sony/#comments</comments> <pubDate>Mon, 03 Aug 2009 03:30:48 +0000</pubDate> <dc:creator>Marcelo Mendes</dc:creator> <category><![CDATA[Destaque]]></category> <category><![CDATA[Hardware]]></category> <category><![CDATA[Opinião]]></category> <category><![CDATA[Tecnológicas]]></category> <category><![CDATA[eu quero um!]]></category> <category><![CDATA[1.5TB]]></category> <category><![CDATA[8GB RAM]]></category> <category><![CDATA[Configuração]]></category> <category><![CDATA[Controle]]></category> <category><![CDATA[Desktop]]></category> <category><![CDATA[interAÇÃO]]></category> <category><![CDATA[pc]]></category> <category><![CDATA[Sony Vaio]]></category> <category><![CDATA[Wi-Fi]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.guanabara.info/?p=13570</guid> <description><![CDATA[Talvez esse não seja apenas o melhor da Sony, mas o melhor PC doméstico montado por um fabricante! Suas caracteristicas são espetaculares, sem gabinete e sem fios, com apenas um cabo de força e a configuração top com: 8GB RAM, processador core I7 de 2,8GHZ, tela de 25,5&#8243; Full-HD e drive de BD Blu-Ray, além de controle remoto e disco rigído de 1,5TB.
O preço nos Estados Unidos fica em torno de R$ 8.000,00 (em média de U$3.900,00). Seu concorrente no Brasil é o HP Touch-Smart, que tem configuração mais simples e preço mais leve: R$ 5.000,00.
Eu ficaria feliz por um bom tempo com um desses, Mas acho que poderia custar um pouco menos.
]]></description> <content:encoded><![CDATA[<table
style="width: 100%;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0"><tbody><tr><td
align="center"><img
class="aligncenter size-full wp-image-13571" title="sony_vaio_vgc-rt150y_1" src="http://www.guanabara.info/wp-content/uploads/2009/08/sony_vaio_vgc-rt150y_1.jpg" alt="sony_vaio_vgc-rt150y_1" /></td></tr></tbody></table><p
style="text-align: justify;">Talvez esse não seja apenas o melhor da Sony, mas o melhor PC doméstico montado por um fabricante! Suas caracteristicas são espetaculares, sem gabinete e sem fios, com apenas um cabo de força e a configuração top com: 8GB RAM, processador core I7 de 2,8GHZ, tela de 25,5&#8243; Full-HD e drive de BD Blu-Ray, além de controle remoto e disco rigído de 1,5TB.</p><p
style="text-align: justify;">O preço nos Estados Unidos fica em torno de R$ 8.000,00 (em média de U$3.900,00). Seu concorrente no Brasil é o <strong>HP Touch-Smart</strong>, que tem configuração mais simples e preço mais leve: R$ 5.000,00.</p><p
style="text-align: justify;">Eu ficaria feliz por um bom tempo com um desses, Mas acho que poderia custar um pouco menos.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.guanabara.info/2009/08/o-melhor-pc-da-sony/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>14</slash:comments> </item> <item><title>Código Aberto não é necessariamente Software Livre</title><link>http://www.guanabara.info/2009/07/atencao-codigo-aberto-nao-necessariamente-e-software-livre/</link> <comments>http://www.guanabara.info/2009/07/atencao-codigo-aberto-nao-necessariamente-e-software-livre/#comments</comments> <pubDate>Tue, 21 Jul 2009 12:00:37 +0000</pubDate> <dc:creator>Ricardo Pinheiro</dc:creator> <category><![CDATA[Aprenda]]></category> <category><![CDATA[Linux]]></category> <category><![CDATA[MEGArtigos]]></category> <category><![CDATA[Opinião]]></category> <category><![CDATA[código aberto]]></category> <category><![CDATA[História]]></category> <category><![CDATA[linux]]></category> <category><![CDATA[Software Livre]]></category> <category><![CDATA[unix]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.guanabara.info/?p=13115</guid> <description><![CDATA[Muita gente vê esse cidadão aí em cima, e acha ele ridículo. Outros o idolatram como se fosse um santo, e ele se coloca como o tal Santo IGNUcius, o santo da Igreja do Emacs. Eu acredito que, no caso dele, é apenas uma tentativa de bom humor, visto que a auréola dele é um prato de HD velho, do tempo em que ele ainda era um pesquisador do laboratório de Inteligência Artificial do MIT. Mas Richard Matthew Stallman hoje em dia é um ícone do Software Livre, e queiramos ou não, é alguém que deve ser ouvido, apesar dos discursos de certos blogueiros tolos que tentam desacreditá-lo e desmerecê-lo. Eu acho o Stallman um &#8220;mal necessário&#8221;, um referencial para toda a comunidade, mas que não deve ser necessariamente seguido.
Mas não vim até aqui para falar que ele não toma banho, ou que é chato. Vim para falar do que é software livre, e o que é código aberto. Qual é a diferença entre eles? Essas e outras perguntas eu vou (tentar) elucidar por aqui, para que todo mundo entenda como a coisa funciona.Antes de tudo, um pouco de história. Vou copiar descaradamente do capítulo 1 da minha monografia da Licenciatura em Matemática, intitulada &#8220;Software Livre e Matemática: Opções de pesquisa e ensino&#8220;, que apresentei no final de 2008, na UFRJ (*). Se você quiser ler o resto, está na minha conta no Scribd.
Começamos primeiro falando do Unix, o primeiro de todos os sistemas operacionais de tempo compartilhado, e fonte de inspiração, de idéias e de pedaços de código para a maioria dos outros que vieram depois. As raízes do UNIX vem do início dos anos 1960, quando a AT&#38;T, a Honeywell, a GE e o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussetts) entraram num projeto de desenvolvimento do primeiro sistema operacional [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
class="wp-caption aligncenter" style="width: 361px"><img
class=" " title="Richard M. Stallman" src="http://lirneasia.net/wp-content/uploads/2008/09/richard_stallman.jpg" alt="Richard M. Stallman" width="351" height="360" /><p
class="wp-caption-text">Buuuú!</p></div><p>Muita gente vê esse cidadão aí em cima, e acha ele ridículo. Outros o idolatram como se fosse um santo, e ele se coloca como o tal <a
href="http://stallman.org/saint.html" target="_blank">Santo IGNUcius</a>, o santo da Igreja do Emacs. Eu acredito que, no caso dele, é apenas uma tentativa de bom humor, visto que a auréola dele é um prato de HD velho, do tempo em que ele ainda era um pesquisador do<a
href="http://www.csail.mit.edu" target="_blank"> laboratório de Inteligência Artificial do MIT</a>. Mas Richard Matthew Stallman hoje em dia é um ícone do Software Livre, e queiramos ou não, é alguém que deve ser ouvido, apesar dos discursos de <a
href="http://www.carloscardoso.com" target="_blank">certos blogueiros tolos</a> que tentam desacreditá-lo e desmerecê-lo. Eu acho o Stallman um &#8220;mal necessário&#8221;, um referencial para toda a comunidade, mas que não deve ser necessariamente seguido.</p><p>Mas não vim até aqui para falar que ele não toma banho, ou que é chato. Vim para falar do que é software livre, e o que é código aberto. Qual é a diferença entre eles? Essas e outras perguntas eu vou (tentar) elucidar por aqui, para que todo mundo entenda como a coisa funciona.</p><p><span
id="more-13115"></span></p><p>Antes de tudo, um pouco de história. Vou copiar descaradamente do capítulo 1 da minha monografia da Licenciatura em Matemática, intitulada &#8220;<strong>Software Livre e Matemática: Opções de pesquisa e ensino</strong>&#8220;, que apresentei no final de 2008, na UFRJ (*). Se você quiser ler o resto, está <a
href="http://www.scribd.com/doc/11122931/Software-livre-e-Matematica-Opcoes-de-pesquisa-e-ensino" target="_blank">na minha conta no Scribd</a>.</p><p>Começamos primeiro falando do Unix, o primeiro de todos os sistemas operacionais de tempo compartilhado, e fonte de inspiração, de idéias e de pedaços de código para a maioria dos outros que vieram depois. As raízes do UNIX vem do início dos anos 1960, quando a AT&amp;T, a Honeywell, a GE e o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussetts) entraram num projeto de desenvolvimento do primeiro sistema operacional de tempo compartilhado, o MULTICS (MULTiplexed Information and Computing Service). O MULTICS era um sistema modular, funcionando numa bancada de processadores, memórias e equipamentos de comunicação de alta velocidade. Na forma que foi feito, partes do computador poderiam ser desligadas para manutenção sem que outras partes ou usuários fossem afetados. O objetivo era ter alta disponibilidade (24 horas por dia, 365 dias por ano), além do computador poder ser incrementado facilmente apenas adicionando mais partes.</p><div
class="wp-caption aligncenter" style="width: 442px"><img
class=" " title="Ken Thompson e Dennis Ritchie... Vendo essa foto, lembrando do Jon Maddog Hall, olhando a de lá de cima, a gente entende a frase: Se Deus tivesse barba, seria um desenvolvedor Unix." src="http://www.lostdesign.net/glossario/unix.jpg" alt="Ken Thompson e Dennis Ritchie... Vendo essa foto, lembrando do Jon Maddog Hall, olhando a de lá de cima, a gente entende a frase: Se Deus tivesse barba, seria um desenvolvedor Unix." width="432" height="300" /><p
class="wp-caption-text">Ken Thompson e Dennis Ritchie... Vendo essa foto, lembrando do Jon &quot;Maddog&quot; Hall, olhando a de lá de cima, a gente entende a frase: Se Deus tivesse barba, ele seria um programador Unix.</p></div><p>Em 1969, o projeto estava muito atrasado e a AT&amp;T resolveu abandoná-lo. O MIT continuou com o projeto. Neste mesmo ano, Ken Thompson, um pesquisador do Bell Labs (até então pertencente à AT&amp;T) que havia trabalhado no projeto, usou um computador PDP-7 para pesquisar algumas idéias do MULTICS por conta própria. Logo depois, Dennis Ritchie, que também trabalhou no MULTICS, se juntou a ele. Em seguida Doug McIlroy e J. F. Ossanna entraram também no projeto O objetivo do grupo era fazer um sistema operacional, baseado na idéia do MULTICS mas que fizesse inicialmente bem uma coisa: executar programas.</p><p>Em 1971 saiu a primeira versão do sistema de Thompson e Ritchie, o UNICS. Ele foi feito em Assembler, em um minicomputador PDP-11, da Digital. Apesar do monopólio da IBM, outras empresas (como a Control Data, a Digital e a Unisys) prosperavam vendendo minicomputadores, computadores de alto desempenho e até concorrendo com a &#8220;Grande Azul&#8221;, embora eles fossem os principais jogadores. A IBM era a dominante, mas não fazia (muita) sujeira para ser simplesmente a única. Que diferença para <a
href="http://www.microsoft.com" target="_blank">outra empresa</a> que conhecemos agora&#8230;</p><p>O UNICS incluía sistema de arquivos, um editor de linhas, algumas ferramentas de texto e gerência de processos. Por essa ocasião, o MULTICS tornou-se também um produto comercial, mas não na escala em que os seus desenvolvedores queriam. Para melhorar a portabilidade, o UNICS foi reescrito na linguagem de programação B, derivada de outra linguagem, BCPL. Só que a linguagem B não se adaptava bem ao novo hardware usado para o desenvolvimento do Unix, o já citado PDP-11. Daí, Ritchie resolveu alterar a linguagem, criando a NB (”New B”), que foi logo rebatizada de C. Em 1973 o UNICS foi reescrito em C, o que foi uma longa e penosa tarefa, mas também foi <strong>o fato mais importante da história deste sistema operacional</strong>. Isto significava que o UNICS poderia ser portado para um novo hardware em pouco tempo, e que mudanças eram fáceis de serem implementadas: Ele foi todo escrito em linguagem de alto nível. Logo, o sistema portado foi rebatizado de UNIX, e a linguagem C, derivada do B, foi usada na sua construção. A linguagem C, na verdade, foi projetada para o sistema operacional UNIX, e o UNIX é feito em C. Há uma simbiose entre C e UNIX.</p><p>Em 1975 foi lançada a V6, que foi a primeira versão do UNIX amplamente disponível fora dos domínios do Bell Labs, especialmente em universidades. Por essa época, a AT&amp;T estava passando por uma longa investigação anti-monopólio, com base na Lei Sherman, e não poderia então tornar o seu produto (o UNIX) um software comercial. Isso configuraria, aos olhos dos auditores, que ela estava tentando expandir o seu monopólio para a área de sistemas operacionais de computadores. Logo, o sistema era copiado sem custo algum, e redistribuído sem nenhuma garantia, manual de instruções ou suporte. Mesmo assim, o UNIX foi amplamente adotado pela comunidade científica, pois entre outras coisas, o minicomputador mais comum das universidades até então era o PDP-11, da Digital, o mesmo computador usado por Ritchie e Thompson para desenvolver o seu sistema.</p><p>Este foi o início da diversidade e popularidade do UNIX. Nesta época a Universidade de Berkeley (Califórnia, EUA), solicitou uma cópia dos fontes do UNIX e alunos começaram a fazer modificações ao sistema. Daí surgiu o BSD (Berkeley Software Distribution). A Internet em si deve muito ao BSD, especialmente à versão 4.2BSD. Foi nela que veio, pela primeira vez, o conjunto de protocolos TCP/IP, e com isso permitiu pavimentar o caminho que hoje é a Internet, entre muitos outros achados. Alguns dizem que o 4.2BSD é o software mais importante já escrito, por todos os avanços que ele trouxe.</p><div
class="wp-caption aligncenter" style="width: 333px"><img
class="  " title="Viva Livre Ou Morra. Essa placa de carro eu queria!" src="http://www.oldrpm.org/hintskinks/bootstrap/unix_plate-med.jpg" alt="Viva Livre Ou Morra. Essa placa de carro eu queria!" width="323" height="166" /><p
class="wp-caption-text">Viva Livre Ou Morra. Essa placa de carro eu queria!</p></div><p>Outras empresas e instituições começaram a criar em cima dos originais do UNIX: Sun Microsystems (Sun OS e o Solaris), Digital Research (Ultrix), IBM (AIX), Apple (A/OS e o Mac OS X), Silicon Graphics (IRIX), entre tantos outros. Hoje em dia, existem mais de 50 sistemas operacionais ”padrão UNIX” no mundo, dentre os quais, o Linux é um. Nesse <a
href="http://www.levenez.com/unix/" target="_blank">link</a>, um <span
style="text-decoration: line-through;">louco</span> abnegado pesquisador montou uma linha do tempo da história do UNIX, ainda não impressa por mim, mas que será afixada no meu local de trabalho em breve (a última vez em que vi, tinha 18 páginas).</p><p>Para manter a compatibilidade e a coesão entre esses vários sistemas, foi formado no final dos anos 1970 o USG (Unix System Group), que em 1989 tornou-se o USO (Unix Software Operation). Posteriormente, a IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers) criou um conjunto de normas, as normas <a
href=" http://www.knosof.co.uk/posix.html" target="_blank">POSIX (Portable Operating System Interface)</a>. Os sistemas que obedecem a esse conjunto de regras para as interfaces de software e usuário são considerados sistemas &#8220;padrão UNIX&#8221;. A marca UNIX, hoje em dia, pertence ao <a
href="http://www.open-systems.org" target="_blank">The Open Group</a>, um consórcio surgido a partir da Open Software Foundation, com a união do X/Open. O código-fonte original, depois de muitas lutas judiciais (as &#8220;<a
href="http://en.wikipedia.org/wiki/Unix_wars" target="_blank">Unix Wars</a>&#8220;), pertence hoje à Novell, com todos os direitos reservados à ela.</p><p><strong>Projeto GNU</strong></p><p><a
href="http://www.stallman.org" target="_blank">Richard Matthew Stallman</a>, bacharel em Física por Harvard e pesquisador do laboratório de Inteligência Artificial do MIT, começou a sua carreira em 1971. Ele vinha de uma cultura onde trocar códigos-fonte de programas era como trocar receitas de bolo: Não havia código a ser fechado e mantido longe dos olhos dos programadores. Nessa época, mesmo as empresas de informática distribuíam software junto com o código-fonte disponível, pois seu modelo econômico vinha de que o dinheiro era ganho na venda do hardware, o que não funciona hoje em dia: Com meia-dúzia de programas pagos, você gasta mais do que com seu PC completo. Naquela época, o software era um acessório. Programadores eram livres para cooperar entre si, e freqüentemente faziam isso.</p><p>No final dos anos 1970, a cultura hacker, que primava pela troca de código-fonte, estava começando o seu declínio. Uma empresa, fundada por ex-hackers do mesmo laboratório de pesquisas onde Stallman estava sediado, estava forçando a criação de um monopólio dentro desse laboratório, e ele viu-se no final  como um dos últimos da sua geração, de programadores  que preferiam a liberdade de compartilhar código-fonte. Ao mesmo tempo, estavam ocorrendo vários duelos na justiça norte-americana para definir quem era o dono do UNIX, as <a
href="http://en.wikipedia.org/wiki/Unix_wars" target="_blank">Unix Wars</a>. A AT&amp;T já tinha sido dividida pelo Governo norte-americano, e agora ela queria ganhar dinheiro com a criação dos pesquisadores do seu centro de pesquisas (o Bell Labs).</p><p>A gota d&#8217;água para Stallman ocorreu  quando o laboratório de IA do MIT ganhou uma impressora da Xerox, mas havia um problema no driver, que era que ele não avisava quando o papel embolava. Stallman entrou em contato com a Xerox e solicitou o código-fonte. Ele queria fazer essa modificação, e devolveria o código com a adição, sem custo algum à Xerox. A empresa recusou-se de forma vigorosa e veemente a fornecer o código, o que fez Stallman coçar a cabeça cabeluda e mal-lavada, e pensar: &#8220;<em>Eu aprendi muito com a leitura de código-fonte, mas hoje em dia estão impedindo cada vez mais as pessoas de terem acesso ao código. O que serão desses estudantes? Irão aprender aonde?</em>&#8220;. Era uma cultura em declínio, um universo em desconstrução, destinado a se auto-destruir.</p><p>Em setembro de 1983, Richard Stallman publicou o que conhecemos como o <a
href="ttp://www.gnu.org/gnu/manifesto.pt.html" target="_blank">Manifesto GNU</a>, e depois afastou-se dos seus afazeres acadêmicos (incluindo um doutorado inacabado) para tornar-se um ativista político em prol da liberdade e do software livre. Mas recentemente ele se doutorou.</p><p><strong>Então, o que é software livre?</strong></p><div
class="wp-caption alignright" style="width: 342px"><a
href="http://www.fsf.org"><img
class=" " title="Free Software Foundation" src="http://icyminds.net/images/logo-fsf.org.png" alt="Free Software Foundation" width="332" height="147" /></a><p
class="wp-caption-text">Free Software Foundation</p></div><p>A palavra &#8220;livre&#8221; (&#8220;free&#8221; no original) está relacionada com liberdade, ao invés de preço. Vale relembrar a famosa frase de Linus Torvalds: <em>Free as in free speech, not as in free beer</em> (Livre como em <em>liberdade de expressão</em>, não como em <em>cerveja de graça</em>).</p><p>Você pode ou não pagar para obter software livre, que siga a licença de uso apregoada pelo projeto GNU. Mas uma vez que você tenha o software você tem quatro liberdades garantidas na sua utilização:</p><ol><li>A liberdade de usar o programa da forma como lhe melhor aprouver.</li><li>A liberdade de copiar o programa, repassando-o para quem você quiser: Amigos, colegas de trabalho, qualquer pessoa.</li><li>A liberdade de modificar o programa de acordo com os seus desejos, por ter acesso completo aos fontes.</li><li>A liberdade de fazer modificações, distribuir essas versões modificadas e assim ajudar a construir uma comunidade.</li></ol><p>Se você redistribui software que é regido pela GPL (licença criada pelo projeto GNU), você pode cobrar pelo ato de transferir uma cópia, ou você pode dar cópias de graça. Mas não pode vender o software em si, e nem pode impedir que outros o redistribuam.</p><p><strong>E o código aberto?</strong></p><div
class="wp-caption alignright" style="width: 190px"><a
href="http://www.osi.org"><img
title="Open Source Initiative, ou OSI." src="http://wpcontent.answers.com/wikipedia/commons/thumb/4/42/Opensource.svg/180px-Opensource.svg.png" alt="Open Source Initiative, ou OSI." width="180" height="162" /></a><p
class="wp-caption-text">Open Source Initiative, ou OSI.</p></div><p>É claro que essa filosofia de desenvolvimento aberto e colaborativo não é necessariamente palatável para algumas (muitas) empresas, que tem na venda de software seu ganha-pão. Logo, como propor a idéia a eles, que se arrepiam que nem gatos molhados ao ouvir a idéia de liberar todo o seu produto e não ganhar nada com isso?</p><p>O rótulo &#8220;Open Source&#8221; surgiu em uma reunião em fevereiro de 1998. Tal debate juntou personalidades que hoje em dia são referências no que diz respeito ao Open Source. Dos mais conhecidos, temos o Jon &#8220;Maddog&#8221; Hall e Larry Augustin (Linux International) e  Eric S. Raymond (autor de <a
href="http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&amp;co_obra=8679" target="_blank">&#8220;A Catedral e o Bazar</a>&#8221; &#8211; texto de grande influência &#8211; e a <a
href="http://www.osi.org" target="_blank">OSI</a>).</p><p>O Open Source é explicado como uma alternativa ao modelo de negócio para a indústria de software. O modelo de hoje em dia é fortemente baseado em Software como um Produto (SaaP), que está sendo muito questionado, inclusive pela computação na nuvem, que traz um modelo diferente, de Software como um Serviço (SaaS). Esta alternativa não está presa a regras econômicas ortodoxas, mas vai além e questiona os princípios desses modelos econômicos. A idéia é propor um modelo colaborativo de produção intelectual, e com isso uma nova forma de entender o direito autoral.</p><p>Basicamente, um desenvolvedor (ou a equipe de desenvolvedores) adota um modelo de código aberto porque ele acha melhor para desenvolver, e não necessariamente porque crê nele como um modelo de liberdade. A grande diferença entre software livre e código aberto, é que o primeiro prega a liberdade no software não só do ponto de vista técnico, mas também sob a ótica da moral e ética. Em resumo, o pessoal do &#8220;open source&#8221; é mais pragmático, enfatiza o código aberto, mas aceita que existam softwares distribuídos sob outros modelos de desenvolvimento, como o proprietário.</p><p>Como dá para ver, a diferença está no discurso: Enquanto um foca em valores morais, éticos, direitos e liberdade, o outro defende um discurso mais agradável às empresas. No primeiro, não é ético reter conhecimento científico, que deve estar sempre disponível para permitir a evolução da humanidade. Já o segundo, que é mais voltado ao mercado, prega que o software desse tipo traz diversas vantagens técnicas e econômicas. O segundo surgiu para levar as empresas à adotarem o modelo de desenvolvimento de software livre.</p><p>E com isso há diferenças, discussões homéricas, rusgas entre Eric S. Raymond (OSI) e Richard M. Stallman (FSF), e gente discutindo sobre quem é melhor. Antes que perguntem, o Linus Torvalds não tem a menor intenção de exercer alguma liderança política nesse assunto, e já deixou claro que pensa semelhante ao povo do código aberto, quando disse que usou as ferramentas do projeto GNU porque eram as melhores disponíveis. Não teve nenhuma motivação ideológica, ou libertária. Mas ele continua programando, e o kernel 2.6.30.1 saiu, como todos os outros, sob a licença GPL versão 2.0.</p><p>Como a diferença entre o Software Livre e o Código Aberto resume-se à argumentação em prol dos mesmos softwares, é comum que esses grupos estejam unidos no que tem de comum, através da sigla &#8221;FOSS&#8221; (Free and Open Source Software).</p><p>Espero ter prestado alguns esclarecimentos com esse artigo. Perguntas, dúvidas, comentários, elogios e críticas construtivas, obrigado e por favor, nos comentários. Críticas destrutivas e ameaças &gt;&gt; /dev/null.</p><p>Fontes: <a
href="http://www.pop-rs.rnp.br/ovni/unix/history.html" target="_blank">História do Unix</a>, <a
href="http://www.baixaki.com.br/info/1739-codigo-aberto-e-software-livre-nao-significam-a-mesma-coisa-.htm" target="_blank">artigo no Baixaki</a>, <a
href="http://www.geocities.com/connorbd/bsd.html" target="_blank">História do BSD</a>, e mais um monte de lugares!</p><p>(*) Fui aprovado com dez. Segundo meu orientador, porque o trabalho estava muito bom. Se não fosse tão bom&#8230; 9,5 seria uma nota de bom tamanho! E antes que perguntem, eu sou matemático (UFRJ), mestre em ciência da computação (UFF) e licenciado em matemática (UFRJ).</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.guanabara.info/2009/07/atencao-codigo-aberto-nao-necessariamente-e-software-livre/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>20</slash:comments> </item> <item><title>[MEGArtigo] Linux não é igual a Windows</title><link>http://www.guanabara.info/2009/07/atencao-linux-nao-e-igual-a-windows/</link> <comments>http://www.guanabara.info/2009/07/atencao-linux-nao-e-igual-a-windows/#comments</comments> <pubDate>Tue, 14 Jul 2009 12:00:26 +0000</pubDate> <dc:creator>Ricardo Pinheiro</dc:creator> <category><![CDATA[Debate]]></category> <category><![CDATA[Linux]]></category> <category><![CDATA[Microsoft]]></category> <category><![CDATA[Opinião]]></category> <category><![CDATA[Software]]></category> <category><![CDATA[linux]]></category> <category><![CDATA[opinião]]></category> <category><![CDATA[windows]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.guanabara.info/?p=12945</guid> <description><![CDATA[
Depois de algumas dúvidas sobre o que é Linux e o que é Windows, resolvi escrever um pouco sobre como as pessoas encaram o novo (Linux), ainda com os mesmos olhos para o velho (Windows). Esse texto é de autoria de Dominic Humphries, e é encontrado em inglês nesse link. Em português, há uma tradução feita pelo Antônio Braga Pimentel, nesse link. Farei um resumo e comentários a respeito, para ver se é possível clarear algumas mentes por aqui. Prepare-se porque ficou (bem) grande.
Algumas dúvidas que as pessoas encontram são:O Linux não é um Windows, só que gratuito. Ele é muito diferente disso. Se você quer isso, experimente o ReactOS, está na versão 0.3.8 e em breve teremos um beta rodando por aí. Vale a pena. Bem, se o Linux fosse uma cópia, ele não poderia ser melhor do que o original,, ele seria simplesmente igual. Mas ele não é igual.
Se você atualizar o kernel do Linux, terá suporte aos drivers mais novos para a sua máquina &#8211; caso o fabricante tenha feito esses módulos para o kernel, ou tenha divulgado como eles funcionam. Do contrário, a culpa não é do Linux! É do fabricante que não mostra como a coisa funciona. Eu tenho uma controladora SCSI U320 da Adaptec no trabalho que não funciona a contento no Linux. Já tentei falar com o fabricante, sem sucesso. Estou no aguardo. No caso do Windows, você tem que visitar o site de cada fabricante, pegar os drivers e atualizá-los. Uma instalação e configuração de Windows leva mais tempo do que uma de Linux, principalmente porque você tem que ficar instalando drivers para tudo funcionar. Isto é fato.
Outro exemplo que derruba a idéia da cópia é o Firefox. Se ele fosse uma mera cópia do Internet Explorer, ele teria alcançado quase 23% [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p
style="text-align: center;"><img
class="aligncenter" title="Linux não é igual a Windows" src="http://bertelli.name/stuffs/misc/2009/03/linux_and_windows.jpg" alt="Linux não é igual a Windows" width="320" height="256" /></p><p>Depois de algumas dúvidas sobre o que é Linux e o que é Windows, resolvi escrever um pouco sobre como as pessoas encaram o novo (Linux), ainda com os mesmos olhos para o velho (Windows). Esse texto é de autoria de Dominic Humphries, e é encontrado em inglês nesse <a
href="http://linux.oneandoneis2.org/LNW.htm" target="_blank">link</a>. Em português, há uma tradução feita pelo Antônio Braga Pimentel, nesse <a
href="http://apimente-br.tripod.com/LNW.htm" target="_blank">link</a>. Farei um resumo e comentários a respeito, para ver se é possível clarear algumas mentes por aqui. Prepare-se porque ficou (bem) grande.</p><p><span
id="more-12945"></span>Algumas dúvidas que as pessoas encontram são:</p><p><strong></strong></p><div
class="wp-caption alignright" style="width: 360px"><strong><strong><a
href="http://reactos.wordpress.com"><img
title="ReactOS, um Windows que não foi feito pela Microsoft!" src="http://reactos.files.wordpress.com/2009/02/winamp_278_02.jpg" alt="ReactOS, um Windows que não foi feito pela Microsoft!" width="350" height="262" /></a></strong></strong><p
class="wp-caption-text">ReactOS, um Windows que não foi feito pela Microsoft!</p></div><p><strong>O Linux não é um Windows, só que gratuito. Ele é muito diferente disso</strong>. Se você quer isso, experimente o <a
href="http://www.reactos.org" target="_blank">ReactOS</a>, está na versão 0.3.8 e em breve teremos um beta rodando por aí. Vale a pena. Bem, se o Linux fosse uma cópia, ele não poderia ser melhor do que o original,, ele seria simplesmente igual. Mas ele não é igual.</p><p>Se você atualizar o kernel do Linux, terá suporte aos drivers mais novos para a sua máquina &#8211; caso o fabricante tenha feito esses módulos para o kernel, ou tenha divulgado como eles funcionam. Do contrário, a culpa<strong> não é do Linux</strong>! É do fabricante que não mostra como a coisa funciona. Eu tenho uma controladora SCSI U320 da Adaptec no trabalho que não funciona a contento no Linux. Já tentei falar com o fabricante, sem sucesso. Estou no aguardo. No caso do Windows, você tem que visitar o site de cada fabricante, pegar os drivers e atualizá-los. Uma instalação e configuração de Windows leva mais tempo do que uma de Linux, principalmente porque você tem que ficar instalando drivers para tudo funcionar. Isto é fato.</p><p>Outro exemplo que derruba a idéia da cópia é o <a
href="http://br.mozdev.org" target="_blank">Firefox</a>. Se ele fosse uma mera cópia do Internet Explorer, ele teria alcançado <a
href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2009/06/01/internet-explorer-8-e-chrome-ganham-mercado-em-maio-diz-netapplications/" target="_blank">quase 23% do mercado de navegadores</a>? Não. Ele consegue isso porque é melhor do que o IE. E não sou eu que digo isso, quase toda a imprensa especializada fala isso, categoricamente, <a
href="http://tecnologia.uol.com.br/especiais/ultnot/2005/06/22/ult2888u46.jhtm" target="_blank">e não é de hoje</a>.</p><p>Lição número 1: <em><span>Bem-vindo ao lugar onde as coisas são diferentes, porque somente aqui elas têm a chance de brilhar. </span></em></p><p><span><strong>O Linux é muito diferente do Windows.</strong></span><em><span> </span></em><span>Linux</span><span> não tem letra de drive. Não tem vírus, trojans ou malwares. Você tem a opção de escolher entre vários ambientes de trabalho. Numa <a
href="http://xwinman.org/">lista de gerenciadores de janela</a>, encontrei quase 100. No Windows você tem um, e pode até trocar, só que é complexo. Aqui não, é bem mais simples do que parece. </span></p><p><span>Mas muitos reclamam que &#8220;<em>existem escolhas demais</em>&#8221; no mundo Linux. E isso é um problema? Eu não acho. Usuário Windows normalmente não está acostumado a escolher: Pega o que vem da Microsoft e usa. No máximo, troca o papel de parede, o tema do Windows XP e continua em frente. Não é culpa dele, ele só tem o Windows para usar, ora. No Linux, você pode customizar todo o seu ambiente. Das milhares de distribuições, das centenas de gerenciadores de janelas, das dezenas de ambientes gráficos, dos incontáveis recursos que você pode customizar&#8230; Você tem escolha, de deixar o ambiente do jeito que você quiser.</span></p><p><span>&#8220;<em>Ah, isso confunde</em>!&#8221; Confunde? Ué, usa o que é padrão e pronto, ora. Escolha uma distro e use. Se gostar, ótimo. Se não gostar, procure outra e experimente. Lembra da propaganda? Então: &#8220;<strong>Experimenta! </strong></span><strong><span>Experimenta! </span></strong><span><strong>Experimenta!</strong>&#8221; É isso. </span></p><p><span>&#8220;<em>Muita distro atrapalha</em>&#8221; Ah,tá&#8230; E quantos novos usuários de Linux que você conhece iniciaram instalando o Fox Desktop, o Ekaaty ou o Sabayon? Quase todos hoje em dia começam pelo Ubuntu, e muitos acham que Ubuntu = Linux. Quem quer usar Linux <strong>MESMO</strong>, pega uma e vai. E hoje em dia, a maioria esmagadora pega a distro com nome curioso vinda da África do Sul e com o slogan &#8220;<em>Linux para seres humanos</em>&#8220;. Raros são os que se aventuram pelo Fedora, Mandriva ou Suse, só para citar as tidas como mais&#8230; &#8220;Amigáveis&#8221; (termo que não gosto, e desconstruo mais embaixo).<br
/> </span></p><p><span>&#8220;<em>Mas precisa ser tão diferente?</em>&#8221; Fazendo uma analogia&#8230; Quando você vai para a rua e vê veículos automotores passando, você vê o quê? Motos, carros, caminhões, ônibus&#8230; Entre os carros, existe uma variedade muito grande entre eles: De cor, de formato, de motor&#8230; Assim para motos e outros veículos. Mas todos </span><span>são veículos, usam combustível fóssil no motor, rodam sobre o mesmo asfalto, levam pessoas e cargas para lá e para cá. Nisso são idênticos. Assim como Windows e Linux. Mas existem diferenças.<br
/> </span></p><p><span>Algumas abordagens são diferentes. O usuário Linux não tem todo o poder sobre a máquina, o que é bom. Claro, usuários Windows acham isso um crime inafiançável, embora a Microsoft tenha percebido o erro e colocado um monte de caixas de confirmação no Windows Vista. Atitude muito louvável, diga-se de passagem. Ah, o Mac OS X tem muitas dessas também, e nunca um usuário Mac reclamou disso (talvez seja efeito do <em>campo de distorção da realidade da Apple</em>). Explicando: Imagine que você pegou um vírus no Windows, e está usando um usuário não-privilegiado, com permissões de gravação em alguns lugares, apenas. Onde ele contaminará? Apenas onde esse usuário pode gravar, ou seja, não é todo o HD. Agora, se você for o usuário administrador da máquina, o vírus poderá contaminar onde esse usuário pode gravar, ou seja: <strong>TODA</strong> a máquina. E aí, <span
style="font-family: courier new;">FORMAT C:</span> e reinstale tudo.</span></p><p><span>Windows e Linux são como carros e motos, tem semelhanças e diferenças. Mas uma coisa é certa: Se você for um piloto experiente de moto, tendo carteira de habilitação e tudo, quando chegar no carro, você será um novato, e terá que cursar a auto-escola para se habilitar. E mesmo assim, há uma curva de aprendizado a ser respeitada. Ou você nasceu sabendo usar Windows, ou Linux? Neca.<br
/> </span></p><p><span>Lição número 2: <em>O Linux sempre esteve pronto para o desktop, o problema é que o usuário não quer mudar, ou não entende que as coisas mudam &#8211; em parte</em>. Muitos acham que se eles não conseguem mudar do Windows para o Linux, ninguém consegue. Conversa fiada, normalmente usuários pouco experientes são os que migram mais facilmente, justamente por ter pouca familiaridade com o ambiente anterior. Os usuários que não tem medo da mudança migram ainda mais facilmente. Por isso crianças se dão melhor com computadores do que adultos: Elas não tem medo de errar.</span></p><p><span><strong>Existe um choque de culturas</strong>. <em>Ah, a história do código aberto, software livre, essas coisas, né?</em> Por aí. No mundo Windows, o software é fornecido por uma empresa, e por esse software, <em>em condições normais de temperatura e pressão</em>, ela é remunerada por esse software. Sim, cópias não-autorizadas são uma praga, e falo delas num outro dia. No mundo Linux, existe uma comunidade, onde todos se ajudam. A presença da empresa é menor, mas existe. No mundo Windows existem comunidades, mas o sentimento que une esses membros não é tão coeso.</span></p><p><span>Daí, chega um usuário Linux novato, vindo do Windows. Faz uma pergunta num fórum,  e aguarda resposta. Se não vier no prazo estipulado por ele, começa a reclamar, diz que Linux não presta, etc e tal. Um <a
href="http://piterpunk.info02.com.br/" target="_blank">amigo</a>, conhecido na comunidade Linux, diz que <em>usuário é um problema sério: Usa Windows, mesmo com todos os problemas que ele tem. Aí resolve migrar para o Linux. Na primeira dificuldade, diz que Linux não presta e volta para o Windows!</em> </span></p><p><span>Ninguém disse que as coisas seriam sempre fáceis. Linux é legal, mas assim como o Windows, tem coisas que não são fáceis de se resolver. Mas o pior problema é que o usuário não quer pensar. Quantos que lêem esse texto aqui já pararam e leram a Licença de Uso para Usuário Final, a famigerada EULA, que vem na instalação de qualquer software comercial? 99,9% só sabem fazer Next, Next, Next, Finish, e se for algo diferente, empaca e acha que o computador é complicado. Isso vale para qualquer coisa, se o usuário souber ler e interpretar o que está na tela, 2/3 dos problemas com computadores no mundo estão resolvidos.<br
/> </span></p><p><span>Voltando ao pinguim: Suporte pago para Linux existe, e de ótima qualidade. Mas o suporte gratuito, do grupo de voluntários que usam o sistema porque <strong>GOSTAM</strong> dele, não tem responsabilidade de saber tudo, ou resolver todos os problemas. Meu irmão, quando instalou Ubuntu no micro dele, ficou impressionado com a velocidade das respostas que ele obtinha no fórum do <a
href="http://ubuntuforum-br.org/" target="_blank">Ubuntu-BR</a>. Ele até brincava que o povo não trabalhava, só respondia perguntas&#8230; Mas teve vezes que a resposta não veio em 15 minutos, demorou mais, e ele foi paciente. Antes que digam, ele não mora mais no mesmo teto que eu, é engenheiro mecânico, o negócio dele é turbina, petróleo, essas coisas. Ele não é profissional de TI. Quer um bom suporte, que resolva todos os seus problemas, e rápido? Contrate um, como <a
href="http://www.ubuntu.com/support/paid">o da Canonical</a>. Algumas modalidades são mais baratas do que uma cópia licenciada do Windows. Com a diferença que o suporte pago é válido por um ano.</span></p><p><span>Além disso, quem desenvolve o software não te dá garantias do software funcionar 100% sempre. &#8220;<em>Ah, mas eu quero que o programa nunca trave!</em>&#8221; Então desista de usar computadores, porque todos eles dão problemas. Uns mais, outros menos. Linux trava? Trava. Bem menos do que Windows, mas trava. Mac OS X também, e todos os outros softwares podem vir a dar problemas em algum momento ou outro. Uma opção que você tem é comprar uma licença de software comercial e acionar na Justiça a empresa caso você tenha perdido algo importante por causa de um bug do programa. Mas antes disso&#8230; Você leu a EULA (falei dela aí em cima), e tenha certeza de que a empresa não exime-se da culpa. Se você não pagou (cópia não-autorizada), pior ainda, você está ainda mais perdido do que o povo do software livre. No software livre, pode-se enviar emails ao desenvolvedor, propor correções, apontar erros e sugerir mudanças para melhor. E os desenvolvedores adoram isso. Dessa forma o software evolui.<br
/> </span></p><p>Lição número 3:<em><span> Lembre-se que você não pagou pelo software ou bancou o salário das pessoas que lhe fornecem suporte técnico. Eles não têm nenhuma obrigação, fazem isso por esporte.</span></em></p><p><span><strong>Novo x Velho</strong></span><span>.O Linux é para muitos, uma caixinha de Lego: O prazer está em juntar os blocos para obter algo. Logo, não é o fim que vale, mas o caminho até lá. Quem já olhou o <a
href="http://www.linuxfromscratch.org/" target="_blank">Linux From Scratch</a> sabe do que eu falo: Para muitos, o ápice é montar a sua própria distribuição do zero. No outro extremo, temos gente que quer somente sentar e usar, como a minha esposa, por exemplo: Ela ganhou um pendrive de 2 Gb e usou-o 3 vezes, acho. Nunca descarregou as fotos do celular dela (há mais de 1 ano), e vez por outra quer acessar a Internet sem ligar o modem e o roteador&#8230; O diálogo entre esses dois extremos (o que quer montar tudo e o que não quer ter trabalho) é quase sempre conflitante: O primeiro acha ridiculamente trivial digitar comandos no console. O segundo acha que seus dedos irão cair e seus olhos irão queimar se seguir uma &#8220;<em>receita de bolo</em>&#8220;, copiando e colando os comandos na &#8220;<em>maldita tela preta</em>&#8220;, o console.<br
/> </span></p><p
class="MsoNormal">Hoje em dia, estão tornando o Linux mais &#8220;amigável&#8221; para aqueles partidários do segundo extremo. Mas as reclamações sempre existem: Novatos reclamam da existência daquilo que os usuários estabelecidos consideram ser características fundamentais, e não querem ler uma linha de manual para fazer algo funcionar. Reclamam de ter muitas distribuições, ou que o software tem muitas opções de configuração; ou que não funcionam perfeitamente quando instalados. É a mesma coisa que reclamar do Lego, que pode ser encontrado em muitos modelos e não como de fato que ele pode ser desmontado em partes e montado em muitas outras coisas.</p><p>Lição número 4: <em>O Linux parece ser agora o que <span
style="font-weight: bold;">não</span> era no passado</em>. Quando eu comecei, era X11 e FVWM na veia, era tosco demais. Mas melhorou muito, muito mesmo. A maior parte da comunidade Linux gosta do Linux pela liberdade de montá-lo da forma que eles  gostam. Aí está o prazer para os usuários mais avançados. Então, se você é um novato, procure ser paciente e usar distribuições para novatos. As mais populares o são. Use-as.</p><p
class="MsoNormal"><strong>Software feito para fuçadores</strong>. Se você já mexeu no <a
href="http://www.vim.org/">vi</a>, deve ter ficado desconcertado de como faz para sair dele. Basta <span
style="font-family: courier new;">&lt;ESC&gt;:q!</span> para sair, o que não é nada intuitivo. Já ouvi falar de gente que desligou o micro&#8230; Mas para quem conhece, isso é tão óbvio como respirar. Eu prefiro o <span
style="font-family: courier new;">joe</span>, um editor de textos que usa as antigas sequências de CONTROL + alguma-tecla, presentes no WordStar, Turbo Pascal e outros editores mais velhos do que a maioria dos leitores desse texto. Afinal, aprendi Pascal usando esses atalhos. Para mim é mais intuitivo fazer CONTROL+KB e CONTROL+KK para marcar um bloco de texto.</p><p
class="MsoNormal">Mas, se você não é um fuçador, use o GEdit, ou o Kate como editor de texto. É mais simples, funciona na interface gráfica, e resolve-se quase tudo num clique (ou dois). A mesma coisa vale para todas as outras situações. Existe muito software para Linux que não requer um curso para operar. Prefira esses. Tem quem goste de usar a calculadora do ambiente para resolver contas rápidas. Conheço quem abre um terminal e digita <span
style="font-family: courier new;">bc -l</span> para fazer as mesmas contas. Qual é o problema? Eu acostumei tanto a usar o console que já várias vezes sentei numa máquina com Windows e abri o Prompt de Comando. E quase todos os Windows que preciso mexer estão com o <a
href="http://aurelio.net/cygwin/">Cygwin</a> instalado. Logo, parte da funcionalidade do Linux está presente no Windows, graças ao Cygwin.</p><p>Lição número 5: <em>Use software que se adapte melhor à sua situação.</em> Não adianta achar que você vai ser o rei do vi se você não sabe o que <span
style="font-family: courier new;">&lt;ESC&gt;:1,$s/a/b/g</span> significa. E se quiser sê-lo, trate de parar e aprender como funciona.</p><p
class="MsoNormal"><strong>O mito do &#8220;amigável&#8221;</strong>. Segundo a concepção atual, um software é amigável quando ele é feito com as necessidades do usuário em mente. Só que isso é relativo: Se você passa a maior parte do tempo processando texto, você precisa de um BOM processador de texto: rápido, poderoso e que seja pouco dependente do mouse, mas que funcione muito bem com atalhos de teclado. Afinal, quando você usa o mouse, a sua outra mão pára. Quando você mantém as duas mãos no teclado, você ganha tempo.</p><p
class="MsoNormal">E isso muda de acordo com o uso do computador: Uma pessoa que passe o dia usando programas de desenho precisa de uma interface com botões bem localizados, atalhos rápidos e muito espaço para desenhar. Quem administra servidores nem sempre precisam de interface gráfica, e <a
href="http://www.guiadohardware.net/noticias/2008-03/47DFEAB2.html">o próprio Windows Server 2008 pode ser instalado sem uma</a>. Notou como isso varia?</p><p
class="MsoNormal">Mas ser &#8220;amigável&#8221; é sempre citado como um conceito único, o que não é. Amigável é melhor definido como <span
style="font-style: italic;">&#8220;Software que pode ser usado com um nível razoável de competência por um usuário sem prévia experiência no software.&#8221;</span> No final das contas, uma interface &#8220;ruim, mas familiar&#8221;, é considerada &#8220;amigável&#8221;. E essa é uma das maiores reclamações, pois as pessoas dizem que o Windows é &#8220;amigável&#8221;, mas ele é na verdade &#8220;familiar&#8221;. Lá vamos nós&#8230;</p><p
class="MsoNormal"><strong>Familiar não é necessariamente amigável</strong>. Para um usuário Windows, marcar uma palavra e apagá-la sem usar o mouse é a seguinte sequência de teclas: Shift-Seta Para Direita e Delete. No caso do vi, basta um <span
style="font-family: courier new;">dw</span>. Se forem 5 palavras, repete-se no Windows a primeir a sequência de tecla 5 vezes, e um Delete para encerrar. No vi, manda-se o comando <span
style="font-family: courier new;">d5w</span> e tamos conversados. Mas já vimos que o vi não é amigável, certo? Mas não se digitou muito menos comandos para fazer a mesma coisa? Então é amigável? O usuário consegue fazer o que ele quer rapidamente. A gente gosta de dizer que o Unix em geral (Linux incluído) é amigável. A diferença é que ele escolhe os amigos dele.</p><p>Lição número 6:<em> Ser &#8220;amigável&#8221; não é &#8220;o que eu estou acostumado&#8221;</em>. Tente fazer as coisas do seu jeito habitual, se não funcionar, tente trabalhar como um novato faria.</p><p
class="MsoNormal"><strong>Ineficiente não é necessariamente amigável</strong>. Muito software tem meios de auxiliar o trabalho do usuário, como as rodinhas que colocamos nas bicicletas das crianças: Depois que elas conseguem se equilibrar, podemos tirá-las. Mas no Linux, as &#8220;rodinhas&#8221; não são parte fundamental do software, pelo contrário: São funções extras.</p><p
class="MsoNormal">Você pode fazer muitas coisas na linha de comando. Nesse exato momento, meu micro está executando um script que eu tenho para preparar vídeos que peguei na Internet para serem vistos pelo meu DVD-player. Ele recodifica, acerta o aúdio, coloca a legenda e salva o resultado. A linha de comando? Morram de medo:</p><p><span
style="font-family: courier new;">nice -n 15 /usr/local/bin/mencoder -forceidx &lt;arquivo&gt; -sub &lt;legenda&gt; -fontconfig -subfont-text-scale 3 -ovc lavc -lavcopts vcodec=msmpeg4 -oac lavc -lavcopts acodec=mp3:abitrate=128 -o &lt;resultado&gt;</span></p><p
class="MsoNormal">Isso é estranho? Ô, se é. Mas é eficiente, ele já fez 6 vídeos, e está no penúltimo agora (são 8 no total). E eu estou escrevendo enquanto ele faz o &#8220;serviço sujo&#8221;. Fazer com o mouse, converter um a um, seria um saco de ser feito. Mas para alguns, é mais amigável, o que eu discordo. Para mim, esse script que eu estou usando para fazê-lo faz aquilo para o qual se propõe. E eu estou satisfeito com ele.</p><p
class="MsoNormal">Mas se você não quer usar a linha de comando, tem como fazer isso na interface gráfica? Claro. Existem vários front-ends para quase todos os softwares de linha de comando: Para gravar CDs e DVDs, tocar vídeos, converter imagens&#8230; Mas fazer pela linha de comando, para mim, muitas vezes é mais amigável do que fazer um a um, via mouse. Já gravei muito CD e DVD usando a linha de comando. Isso para mim é amigável, mas para outros não é. Ou seja, o conceito é relativo.</p><p
class="MsoNormal">Lição número 7: <em>As &#8220;rodinhas&#8221; são um extra, não estão necessariamente no produto principal. E tem vezes que elas não podem estar no projeto</em>. Então acostume-se com isso, ou procure outro software para fazer a mesma função.</p><p><strong>Imitação versus convergência</strong>. Algumas falácias que surgem eu vou relacionar abaixo:</p><ol><li><em>O Linux veio do console para a interface gráfica, para copiar o Windows</em>. Bem, o sistema X original surgiu em 1984, sucedendo o sistema W, portado para o UNIX em 1983. O Windows 1.0 foi liberado em 1985, mas não foi levado a sério até o 3.0, de 1990 (<a
href="http://www.youtube.com/watch?v=tGvHNNOLnCk">apesar do Steve Ballmer tentar vendê-lo</a>) &#8211; nesta  época, o X Windows já estava há anos no estágio X11 que é usado até hoje. O Linux só apareceu em 1991. Então, o Linux não  criou uma interface gráfica para copiar o Windows: ele simplesmente fez uso de uma que existia muito antes do Windows  aparecer.</li><li><em> </em><div
class="wp-caption alignright" style="width: 340px"><em><em><img
title="System 7, da Apple." src="http://www.doleitor.com/wp-content/uploads/2009/05/03_system7.jpg" alt="System 7, da Apple." width="330" height="260" /></em></em><p
class="wp-caption-text">System 7, da Apple.</p></div><p><em>O Windows 95 trouxe coisas como arrastar e soltar; barras de tarefas e muitas outras. Todas elas obviamente copiadas pelo Linux</em>. Também não, sinto muito. O Mac OS (<a
href="http://en.wikipedia.org/wiki/System_7">System 7</a>, na época) estava por aí, com várias dessas idéias implementadas, assim como o <a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/NEXTSTEP" target="_blank">NeXTSTEP</a>. E algumas das coisas feitas pelo System 7 foram copiadas do <a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Xerox_Star" target="_blank">Xerox Star</a>, muito anterior a isso tudo (final dos anos 1970). A Microsoft inclusive respondeu um processo que a Apple abriu contra ela, por copiar o &#8220;<em>look and feel</em>&#8221; da interface&#8230; 3 ou 4 anos na Justiça, e se resolveu tudo com um acordo. Idéias não são patenteadas (ainda bem), mas interfaces são.</li><li><em> </em><div
class="wp-caption alignleft" style="width: 295px"><em><em><img
title="NeXTSTEP" src="http://www.file-extensions.org/imgs/app-picture/2466/nextstep.jpg" alt="NeXTSTEP" width="285" height="222" /></em></em><p
class="wp-caption-text">NeXTSTEP</p></div><p><em>O Linux tenta imitar o Windows</em>. Também é furada. Tubarões e golfinhos tem formato parecido: São hidrodinâmicos, tem nadadeiras e vivem no mar. Mas um é um peixe e outro é um mamífero. Mas convergiram para uma necessidade em comum, que era a sobrevivência no mar. Ou seja, <strong>convergência</strong>. O Windows, até o 3.11 tinha uma interface tosca. O Linux, nos primeiros gerenciadores de janelas (FVWM, TWM, etc) também eram feiosos. Só que ambos evoluíram, e acabaram convergindo para interfaces modernas (Aero, Gnome, KDE), assim como o Mac OS X, hoje em dia com o Quartz e  o Aqua.</li></ol><p>Lição número 8: <em>Só porque são parecidos, não quer dizer que são iguais, ou que um imitou o outro</em>. E se realmente imitou, qual é o problema? Idéias boas estão aí para serem compartilhadas, não vendidas a peso de ouro.</p><p><strong>Essas coisas de software livre&#8230;</strong> Ah, o software é livre, então podemos tudo com ele? Sim e não. Você pode usá-lo do jeito que quiser, pode compartilhá-lo, estudar o seu código fonte e copiá-lo para quem você quiser. Mas não pode vendê-lo.</p><p>Microsoft e Apple querem vender licenças de sistemas operacionais. Elas são empresas, e ganham dinheiro com isso. Algum problema? Não, nenhum. Compra quem quer. O preço é alto? Reclame com eles, <strong>o produto é deles e eles vendem pelo preço que quiserem. E estão certos, é direito deles</strong>. RedHat, Mandriva, Novell e outros &#8220;vendem&#8221; Linux? Não exatamente. Eles cobram pelo serviço de cópia, pelos manuais impressos,  pelo suporte. Um <a
href="http://www.redhat.com/rhel/" target="_blank">RHEL 5</a> traz um contrato de suporte atrelado a ele. A Novell tem o OpenSuse, para quem não quiser um Suse customizado do jeito dela (como o <a
href="http://www.novell.com/products/desktop/" target="_blank">SLED</a>), com suporte e tal. O sistema continua livre, mas empresas estão fazendo dinheiro com ele, já que vem de serviços, não de produtos apenas.</p><p>Mas tem muita gente que faz por prazer, hobby ou porque acha legal. Linus Torvalds não ganha dinheiro com o Linux, no máximo ele terminou o mestrado, conseguiu um bom emprego na <a
href="http://www.transmeta.com/" target="_blank">Transmeta</a>, e depois foi para o <a
href="http://en.wikipedia.org/wiki/Open_Source_Development_Labs" target="_blank">OSDL</a>. Stallman não lucra nada com o Linux, embora viaje muito, e o Maddog tem uma empresa que desenvolve soluções para sistemas embarcados baseada em Linux. Alan Cox é funcionário da Intel, e Marcelo Tosatti teve salário pago pela Conectiva. Mas o Con Kolivas fez vários patches de aceleração do kernel, e é médico, morador da Austrália. Fez por quê? Porque quis, ora. Por prazer, farra, diversão, porque achou legal, por isso tudo ou por nada disso.</p><p>Tudo que a comunidade Linux quer é criar um Sistema Operacional livre, realmente bom e cheio de recursos. Se disso  resultar que o Linux se torne um SO tremendamente popular será ótimo. Se disso resultar em o Linux tenha a interface mais  intuitiva e amigável jamais criada então será ótimo. Se isso resultar em o Linux se torne a base de uma indústria  multi-bilionária então será ótimo.</p><p>Será <span
style="font-weight: bold;">ótimo</span>, mas não é <span
style="font-weight: bold;">o objetivo</span>.  O objetivo é fazer o Linux ser o melhor sistema que a comunidade for capaz de fazer. Não para outras pessoas: para ela mesma. Se outras pessoas entram para a comunidade (como você, que está lendo esse texto), melhor ainda. As questões tão comuns <span
style="font-style: italic;">&#8220;O Linux não estará pronto para o desktop enquanto não fizer isso ou aquilo</span>&#8221; são irrelevantes: a comunidade Linux não está <span
style="font-style: italic;">tentando</span> tomar o desktop. Eles realmente não se importam se são bons o suficiente  para ir para o <span
style="font-style: italic;">seu</span> desktop, desde que ele seja bom o suficiente para permanecer  nos desktops <span
style="font-style: italic;">deles.</span> Se tomar o desktop de outros, será consequência de um produto realmente bom. Isto é o que a comunidade Linux quer: um sistema que possa ser instalado por quem quer que realmente queira. Esqueça o xiitismo de alguns, e do interesse desmedido por lucro de outros. Eles são <strong>minoria</strong>.</p><p>Lição número 9: <em>Se você  está considerando mudar para o Linux, primeiro se pergunte o que <span
style="font-weight: bold;">você</span> realmente quer</em>. Não deixe de conhecer as alternativas do mercado além do Windows (como o Linux), mas não pense <span
style="font-style: italic;">&#8220;Por que devo querer o Linux?&#8221;</span>.  Pense <span
style="font-style: italic;">&#8220;Por que o Linux me quer?&#8221;</span></p><p>E chega por hoje. No dia em que o Gustavo me chamar para um podcast sobre Linux&#8230; A gente fala mais a respeito!</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.guanabara.info/2009/07/atencao-linux-nao-e-igual-a-windows/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>52</slash:comments> </item> <item><title>Depois da compra do sol, o que o oráculo fará agora?</title><link>http://www.guanabara.info/2009/07/depois-da-compra-do-sol-o-que-o-oraculo-fara-agora/</link> <comments>http://www.guanabara.info/2009/07/depois-da-compra-do-sol-o-que-o-oraculo-fara-agora/#comments</comments> <pubDate>Fri, 10 Jul 2009 12:00:29 +0000</pubDate> <dc:creator>Ricardo Pinheiro</dc:creator> <category><![CDATA[Hardware]]></category> <category><![CDATA[Notícias]]></category> <category><![CDATA[Opinião]]></category> <category><![CDATA[IBM]]></category> <category><![CDATA[mercado]]></category> <category><![CDATA[opinião]]></category> <category><![CDATA[Oracle]]></category> <category><![CDATA[Sun]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.guanabara.info/?p=12974</guid> <description><![CDATA[Pois é, um dos meus primeiros posts aqui foi sobre Oracle, Sun e  netbooks. Todo mundo achava que a IBM iria fazer o Grande Cheque, e comprar o sol. Mas veio Deus Larry Ellison, o dono do oráculo e passou a frente&#8230; Passou mesmo?Há muitas dúvidas sobre o que vai acontecer com a Sun agora. Muito boato, muito falatório&#8230; Segundo o Robert X. Cringely, a IBM não queria realmente a Sun, já que a compra não fazia muito sentido: Muitas similaridades, e a absorção de uma pela outra teria muitas coisas a serem encaixadas. Um exemplo é a divisão de pesquisa e produção de microprocessadores: A IBM tem o CELL,  a Sun tem o SPARC (que na verdade pertence à SPARC International, mas a Sun é quem a fundou), teriam que se juntar, e talvez um deles morresse no percurso.
Acho que a IBM não queria realmente a Sun, mas estava só deixando o boato rolar porque assim era possível ter uma pequena inflada nas ações. Além disso, a IBM é mais voltada a serviços hoje em dia (digamos 50%, pelo menos). A Sun é empresa de hardware e software, e pouco serviço. Iria levar muito tempo para adequar as duas filosofias de trabalho.
Mas não foi a IBM que levou, foi outra. Agora, o que o Oráculo faz com um Sol? Esquenta a mufa da Grande Azul. Para quem não entendeu&#8230;. Agora, o que a Oracle faz com a Sun? Incomode a IBM, ora. Mas antes a Oracle terá que lidar com algumas questões importantes:A linguagem Java está sendo libertada de várias patentes de software ao longo do tempo. A Sun tem feito isso aos poucos, mas se a Oracle resolve voltar atrás e fechar o Java, ela se estrepa feio. Afinal, boa parte da indústria está em cima, [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
class="wp-caption aligncenter" style="width: 409px"><img
title="Scott McNeally, da Sun, e Larry Ellison, da Oracle." src="http://apple4.us/2009/04/21/oracle-sun.jpg" alt="Scott McNeally, da Sun, e Larry Ellison, da Oracle." width="399" height="269" /><p
class="wp-caption-text">Scott McNeally, da Sun, e Larry Ellison, da Oracle.</p></div><p>Pois é, <a
href="http://www.guanabara.info/2009/06/no-mercado-de-netbooks-agora-e-a-vez-da-oracle/">um dos meus primeiros posts</a> aqui foi sobre Oracle, Sun e  netbooks. Todo mundo achava que a IBM iria fazer o Grande Cheque, e comprar o sol. Mas veio <span
style="text-decoration: line-through;">Deus</span> Larry Ellison, o dono do oráculo e passou a frente&#8230; Passou mesmo?</p><p><span
id="more-12974"></span></p><p>Há muitas dúvidas sobre o que vai acontecer com a Sun agora. Muito boato, muito falatório&#8230; Segundo o <a
href="http://www.cringely.com">Robert X. Cringely</a>, a IBM não queria realmente a Sun, já que a compra não fazia muito sentido: Muitas similaridades, e a absorção de uma pela outra teria muitas coisas a serem encaixadas. Um exemplo é a divisão de pesquisa e produção de microprocessadores: A IBM tem o CELL,  a Sun tem o SPARC (que na verdade pertence à <a
href="http://www.sparc.org" target="_blank">SPARC International</a>, mas a Sun é quem a fundou), teriam que se juntar, e talvez um deles morresse no percurso.</p><p>Acho que a IBM não queria realmente a Sun, mas estava só deixando o boato rolar porque assim era possível ter uma pequena inflada nas ações. Além disso, a IBM é mais voltada a serviços hoje em dia (digamos 50%, pelo menos). A Sun é empresa de hardware e software, e pouco serviço. Iria levar muito tempo para adequar as duas filosofias de trabalho.</p><p>Mas não foi a IBM que levou, foi outra. Agora, o que o Oráculo faz com um Sol? Esquenta a mufa da Grande Azul. Para quem não entendeu&#8230;. Agora, o que a Oracle faz com a Sun? Incomode a IBM, ora. Mas antes a Oracle terá que lidar com algumas questões importantes:</p><ol><li>A linguagem Java está sendo libertada de várias patentes de software ao longo do tempo. A Sun tem feito isso aos poucos, mas se a Oracle resolve voltar atrás e fechar o Java, ela se estrepa feio. Afinal, boa parte da indústria está em cima, querendo essa liberação. Se ela não tornar o Java livre (matar não, ela não iria matar <em>a galinha dos ovos de ouro</em>), isso trará antipatia e inimizade para a Oracle. Logo, melhor não mexer em time que está ganhando.</li><li>O MySQL poderia ser &#8220;morto&#8221;, numa dessas &#8220;limpezas&#8221; que as empresas fazem. Só que matar um software livre com aceitação dos usuários e desenvolvedores é impossível. Em projetos de SL, quando ocorre uma troca de licenças, por exemplo (de livre para comercial), é comum criar-se uma ramificação (um fork), e de lá o projeto renasce, a partir da última versão open-source dele. Ainda de quebra, defendido por usuários e desenvolvedores que <strong>gostam</strong> do produto. Do outro lado, a Oracle pode usar  MySQL para pequenos servidores de banco de dados, que é um mercado inexplorado para ela. Afinal, nem todo mundo vai colocar um Oracle 10g para cuidar do e-commerce da padaria do Manoel Ladrão (*).</li><li>E o que fazer com os outros projetos de Software Livre que a Sun está por trás? A Sun é sem sombra de dúvida, a empresa que mais investe em Software Livre no mundo: Além dos acima citados, podemos lembrar o OpenOffice, o Solaris, o ZFS, o VirtualBox, o NFS&#8230; E tem muito mais. Como ficam eles? A dúvida páira sobre as mentes dos desenvolvedores, e na cabeça da Oracle: O que fazer com isso tudo? Larry Ellison não comprou a Sun por causa do sorriso do Scott McNeally, ou pelo Jonathan Schwartz, atual CEO. Isso tem que ser rentável.</li></ol><p>Mas, e o resto? O que fazer com a Sun como um todo? Dinheiro, ora. E se não rende fazendo algo novo, rende cortando gorduras. Aí é que mora o perigo. Porque a Oracle provavelmente começa cortando tudo o que não se encaixa na Sun e que faz parte do seu plano estratégico. Nessa, vai boa parte do orçamento em pesquisa e desenvolvimento, a possível venda do processador SPARC para algum integrador asiático&#8230; Empresas como a <a
href="http://www.storagetek.com.br/" target="_blank">StorageTek</a>, adquiridas pela Sun recentemente, podem até ser revendidas.</p><p>E a IBM, nesse rolo todo? A IBM vê nisso oportunidades.</p><ul><li>Segundo <a
href="http://www.idc.com/getdoc.jsp?containerId=prUS21856409">esse relatório da IDC</a>, temos as seguintes curiosidades:<ol><li>No mercado de servidores que não usam arquitetura x86 (processadores RISC, por exemplo), a IBM mantém a liderança, com 42,8% do mercado. A Sun tem 18,2%.</li><li>No mercado de servidores Unix (que retraiu-se 17,5%), a IBM cresceu, e assumiu a liderança, com 31%. A Sun está com 27,7%.</li><li>No mercado de servidores em geral, a IBM está virtualmente empatada com a HP, em 29,3% do mercado. A Sun está quase empatada com a Dell, em 4o lugar, com 10,3%.</li></ol><p>E mesmo com a compra da Sun pela Oracle, esses números não tem o que mudar: IBM na frente.</li><li>A IBM também trabalha com banco de dados Oracle. Não são mutualmente excludentes.</li><li>Ocorre um movimento constante de migração de grandes clientes, de bancos de dados Oracle para soluções IBM DB2 ou Informix. Motivo: Taxas de manutenção altas demais por conta do primeiro fornecedor.</li><li>Desde 2006, há um crescimento de 10% na migração de soluções Sun para IBM, em termos de hardware.</li><li>A incerteza sobre o futuro do SPARC, o processador que está dentro da maioria das soluções de hardware criadas pela Sun. O que a Oracle vai fazer com ele? E os grandes clientes preocupam-se com isso. E a evolução, o projeto ambicioso, o &#8220;Rock&#8221;, sai ou não? Grandes clientes preocupam-se pois a Oracle não falou nada do SPARC, e eles precisam de segurança, que o processador ainda vai ser muito usado.</li><li>Um comentário que li no <a
href="http://br-linux.org">BR-Linux</a> faz muito sentido: <em>A IBM não costuma matar as suas empresas</em>. A Lotus que o diga, ainda vive lá dentro. E a Oracle? Se lembro bem&#8230; Ela incorpora e elimina os traços, mantendo apenas &#8220;a grande mãe&#8221; de todos, a Oracle. Será uma perda descomunal se a marca &#8220;Sun&#8221; deixar de existir.</li><li>A Oracle ainda é uma empresa de software e serviços. Agregar uma empresa de hardware, com produtos muito diferentes dos dela&#8230; Ainda vai dar muito trabalho para se adequarem. Será pior do que <a
href="http://venus.rdc.puc-rio.br/marcoalb/AdmFin/ADMFIN19.PDF">a aquisição da Lotus pela IBM, em 1995</a>.</li></ul><p>Ou seja&#8230; A Oracle terá trabalho pela frente, e a IBM, oportunidades de crescimento. Vamos ver no que dá.</p><p>PS: No mesmo relatório do IDC, tem uma curiosidade que não tem nada a ver com o papo, mas tenho certeza, renderá alguns comentários: A receita em soluções Microsoft Windows para servidores caiu 28,9% em 2008, enquanto a receita em soluções Linux para servidores cresceu &#8211; só não vi o percentual.</p><p>(*) A padaria do &#8220;Manoel Ladrão&#8221; fica perto daqui de casa, e era conhecida por essa&#8230; &#8220;Alcunha&#8221;. Exemplificando: Quando o governo falava que ia subir o preço do trigo, ele já subia o preço do pãozinho, por conta. Pelo menos era assim no meu tempo de criança.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.guanabara.info/2009/07/depois-da-compra-do-sol-o-que-o-oraculo-fara-agora/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>12</slash:comments> </item> <item><title>Acesso Remoto, simples e fácil.</title><link>http://www.guanabara.info/2009/07/acesso-remoto-simples-e-facil/</link> <comments>http://www.guanabara.info/2009/07/acesso-remoto-simples-e-facil/#comments</comments> <pubDate>Thu, 09 Jul 2009 03:01:28 +0000</pubDate> <dc:creator>Marcelo Mendes</dc:creator> <category><![CDATA[Aprenda]]></category> <category><![CDATA[Geral]]></category> <category><![CDATA[Notícias]]></category> <category><![CDATA[Opinião]]></category> <category><![CDATA[Tecnológicas]]></category> <category><![CDATA[Video Review]]></category> <category><![CDATA[Acesso Remoto]]></category> <category><![CDATA[Fácil]]></category> <category><![CDATA[Video]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.guanabara.info/?p=13034</guid> <description><![CDATA[
Tenha acesso total a seu computador através do LOGMEIN
Não importa onde você esteja, basta que seu PC esteja ligado e conectado a internet
E o PC a qual você deseja acessar também, ai você entra em WWW.logmein.com, faz seu cadastro e instala um programinha free.
Como se usa?
É bem simples, Ex: seu PC esta ligado em casa e quando você chegar precisa que um arquivo esteja lá baixado. Então você entra no logmein faz seu login e acessa plenamente seu PC através do seu navegador de internet
Outra dica é se você possui uma webcam você pode ver como estão as coisa em sua casa, acessando de qualquer um PC que você logar.este video mostra passo a passo o funcionamento do logmein
tenho certeza que você vai gostar.
www.logmein.com (portugues br)
Duvidas responderemos nos comentários.]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
class="aligncenter size-full wp-image-13035" title="logmein" src="http://www.guanabara.info/wp-content/uploads/2009/07/logmein.jpg" alt="logmein" width="449" height="227" /></p><p>Tenha acesso total a seu computador através do LOGMEIN<br
/> Não importa onde você esteja, basta que seu PC esteja ligado e conectado a internet<br
/> E o PC a qual você deseja acessar também, ai você entra em <a
href="http://www.logmein.com">WWW.logmein.com</a>, faz seu cadastro e instala um programinha free.<br
/> Como se usa?<br
/> É bem simples, Ex: seu PC esta ligado em casa e quando você chegar precisa que um arquivo esteja lá baixado. Então você entra no logmein faz seu login e acessa plenamente seu PC através do seu navegador de internet<br
/> Outra dica é se você possui uma webcam você pode ver como estão as coisa em sua casa, acessando de qualquer um PC que você logar.</p><p><strong></strong><br
/> <object
width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/t_s9F5dQoPY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param
name="src" value="http://www.youtube.com/v/t_s9F5dQoPY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /></object></p><p><strong>este video mostra passo a passo o funcionamento do logmein </strong></p><p><strong>tenho certeza que você vai gostar.</strong></p><p><strong><a
href="http://www.logmein.com">www.logmein.com</a> (portugues br) </strong></p><p><strong>Duvidas responderemos nos comentários.</strong></p><p><strong><br
/> </strong></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.guanabara.info/2009/07/acesso-remoto-simples-e-facil/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>26</slash:comments> </item> <item><title>[OPINIÃO] A &#8220;batalha pelo desktop&#8221; está perdida? Aliás, que batalha?</title><link>http://www.guanabara.info/2009/07/a-batalha-pelo-desktop-esta-perdida-alias-que-batalha/</link> <comments>http://www.guanabara.info/2009/07/a-batalha-pelo-desktop-esta-perdida-alias-que-batalha/#comments</comments> <pubDate>Sun, 05 Jul 2009 12:00:59 +0000</pubDate> <dc:creator>Ricardo Pinheiro</dc:creator> <category><![CDATA[Linux]]></category> <category><![CDATA[Microsoft]]></category> <category><![CDATA[Opinião]]></category> <category><![CDATA[Desktop]]></category> <category><![CDATA[linux]]></category> <category><![CDATA[opinião]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.guanabara.info/?p=12942</guid> <description><![CDATA[Desde que eu comecei a usar Linux (em 1998), havia uma preocupação com o usuário, e como eles se falavam, via interface gráfica. O tempo passou e muitas melhorias foram feitas, e hoje em dia é uma solução que a maioria dos usuários com um QI positivo conseguem usar sem complicações. E, já a algum tempo, ouço a frase periodicamente: &#8220;Ano que vem será o ano do Linux no desktop&#8220;. Já virou piada de alguns da comunidade e muitos de fora, inclusive, que esse ano nunca chega, ou que a fórmula para calcular o ano em que o Linux triunfará é:
ano do triunfo = ano atual + 1
E, recentemente, foi noticiado que o Linux está com 4% de marketshare no mercado, tendo dobrado sua base desde 2003. A Net Applications fala em ter sido ultrapassado a barreira de 1%. É uma vitória para um mercado tão polarizado em torno de uma solução, que é o Windows, da Microsoft, mas não é nada lá muito relevante para algumas pessoas da comunidade. Explico com uma historinha: Certa vez perguntaram ao Linus Torvalds qual era a intenção dele ao desenvolver o Linux. A resposta dele foi imediata: &#8220;Conquistar o mundo, ora. E rápido!&#8221; E todos riram.Quem não conhece o Linus, imagina que ele falou a sério. Mas esse quase quarentão (28/12/1969) é conhecido por ser muito irônico. A autobiografia dele, &#8220;Só por prazer&#8220;, deixa claro isso: Ele não desenvolveu o Linux para desbancar o sistema vigente, ou porque ele trabalhava na Microsoft, saiu de lá dizendo que iria fazer algo melhor (sim, já ouvi isso). Ele desenvolveu porque era algo legal de ser feito. Se desbancar ou não, será consequência da aceitação pelo mercado. E quem o ouvir sobre o assunto &#8220;Microsoft&#8220;, pode estar certo de que não ouvirá &#8220;o outro lado da [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img
title="Linus Torvalds, o pai da criança!" src="http://images.businessweek.com/mz/05/05/linux/images/linus.jpg" alt="Linus Torvalds, o pai da criança!" width="300" height="337" /><p
class="wp-caption-text">Linus Torvalds, o pai da criança!</p></div><p>Desde que eu comecei a usar Linux (em 1998), havia uma preocupação com o usuário, e como eles se falavam, via interface gráfica. O tempo passou e muitas melhorias foram feitas, e hoje em dia é uma solução que a maioria dos usuários com um QI positivo conseguem usar sem complicações. E, já a algum tempo, ouço a frase periodicamente: &#8220;<em>Ano que vem será o ano do Linux no desktop</em>&#8220;. Já virou piada de alguns da comunidade e muitos de fora, inclusive, que esse ano nunca chega, ou que a fórmula para calcular o ano em que o Linux triunfará é:</p><p><span
style="font-family: courier new;">ano do triunfo = ano atual + 1</span></p><p>E, recentemente, foi noticiado que <a
href="http://www.neowin.net/news/main/09/01/01/2009-linux-and-the-desktop">o Linux está com 4% de marketshare no mercado, tendo dobrado sua base desde 2003</a>. A Net Applications fala em <a
href="http://marketshare.hitslink.com/operating-system-market-share.aspx?qprid=8&amp;sample=35">ter sido ultrapassado a barreira de 1%</a>. É uma vitória para um mercado tão polarizado em torno de uma solução, que é o Windows, da Microsoft, mas não é nada lá muito relevante para algumas pessoas da comunidade. Explico com uma historinha: Certa vez perguntaram ao Linus Torvalds qual era a intenção dele ao desenvolver o Linux. A resposta dele foi imediata: &#8220;<strong>Conquistar o mundo, ora. E rápido!</strong>&#8221; E todos riram.</p><p><span
id="more-12942"></span></p><p>Quem não conhece o Linus, imagina que ele falou a sério. Mas esse quase quarentão (28/12/1969) é conhecido por ser muito irônico. A autobiografia dele, &#8220;<em>Só por prazer</em>&#8220;, deixa claro isso: Ele não desenvolveu o Linux para desbancar o sistema vigente, ou porque ele trabalhava na Microsoft, saiu de lá dizendo que iria fazer algo melhor (sim, já ouvi isso). Ele desenvolveu porque era algo legal de ser feito. Se desbancar ou não, será consequência da aceitação pelo mercado. E quem o ouvir sobre o assunto &#8220;<strong>Microsoft</strong>&#8220;, pode estar certo de que não ouvirá &#8220;<em>o outro lado da moeda</em>&#8220;, um discurso sobre a necessidade de que todo software seja livre, etc e tal. O Linus usou as ferramentas do projeto GNU porque estavam disponíveis, eram de excelente qualidade e estavam disponíveis de graça, não simplesmente porque eram livres. Ele licenciou o software segundo a GPL não porque acreditava que todo software deveria ser livre, mas sim porque era mais cômodo, que um projeto que começou numa curtição dele, não poderia virar comercial agora: Como ele pagaria todos os royalties a quem desenvolveu junto com ele?</p><div
class="wp-caption aligncenter" style="width: 330px"><img
class="aligncenter" title="Santo IGNUcious" src="http://www.meiobit.com/files/stallman.jpg" alt="" width="320" height="298" /><p
class="wp-caption-text">Quem quiser falar sobre filosofia de software livre, fala com o Santo IGNUcious (Dr. Richard M. Stallman) aí em cima.</p></div><p>Trombeteiros do apocalipse e <a
href="http://www.carloscardoso.com">blogueiros metidos a Paulo Francis</a> alardeiam por aí que o Linux é um fracasso, que é perda de tempo investir em KDE e Gnome, e que vamos usar Windows mesmo, que a Microsoft é o que presta, entre outras coisas. Além de usar a torto e a direito o termo &#8220;freetard&#8221;, corruptela de free e retard (retardado).  Aliás, li um comentário recentemente, <a
href="http://www.guanabara.info/2009/07/existem-coisas-que-so-a-microsoft-faz-por-voce/" target="_blank">num post que fiz e fui criticado</a>, que <strong>a Microsoft tem o melhor sistema operacional</strong>. Ora, nem sempre o mais popular é o melhor: O nazismo era o sistema político mais popular na Alemanha pré-Segunda Guerra Mundial, e não era bom (pergunte a opinião de um judeu, um cigano ou um homossexual). E o Linux é bom independente do Windows ser ruim ou não.</p><p>Voltando ao Linux: quanto à batalha dos desktops, ela nunca existiu, caso não tenham percebido. Alguns ativistas pró-Linux (quando querem são <strong>muito</strong> chatos) criaram esse factóide. que é uma estupidez: O Linux continua em desenvolvimento independente do Windows XP, Vista, 7, Mac OS X ou  qualquer outro sistema que seja. Continuaremos usando um sistema ao nosso ver muito superior à maioria (*) em quase todos os aspectos, mesmo quando o mercado segue uma outra preferência, que ao nosso ver, é sofrível. Sinto muito para quem não quer conhecer outra opção, &#8220;<a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mito_da_caverna">caverna de Platão</a>&#8221; neles!</p><p>E um dia o Linux será o sistema mais usado do mundo? Não sei&#8230; É relevante essa discussão ainda? Enquanto escrevo esse texto, estou sem Internet. A minha conexão ADSL está esquisita, não é estabelecida entre o meu roteador e meu modem. E a gente sente-se meio que paralisado sem Internet, né? Comum acontecer esse sentimento. Hoje em dia tudo está migrando para a &#8220;nuvem&#8221;. Conhecem <a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Computa%C3%A7%C3%A3o_em_nuvem">cloud computing</a>? Provável. Se o Gustavo não por isso num podcast, eu falo um dia desses aqui. O Google é o principal ator nesse novo cenário. Yahoo está tentando se segurar como pode, e a Microsoft ainda não entendeu como a Web funciona, embora tenha alguns bons acertos (como o <a
href="http://www.bing.com">Bing!</a>) e muitos erros (como o MSN &#8211; <a
href="http://forums.miranda-im.org/showthread.php?t=6764">eta protocolo ruim</a>!).</p><p>Carlos Morimoto escreveu um ótimo artigo:  <a
href="http://www.gdhpress.com.br/blog/linux-desktop/">Por que &#8220;Linux nos desktops&#8221; deixou de ser um tema relevante</a>. Vale a pena ler, mas resumo ele em: Com a migração dos serviços para a Internet, o que você precisa mesmo é um sistema operacional, um link para a Internet e um bom navegador (Chrome, Firefox, Opera&#8230; Até o Safari!). E só. Está tudo na rede. Daí, <strong>realmente importa qual é o sistema operacional usado?</strong> Na maioria dos casos, não, não importa. Está tudo na rede.</p><p>E o crescimento do Linux em servidores e sistemas embarcados é claro. Em tempos de crise, <a
href="http://www.linuxfoundation.org/sites/main/files/publications/Linux_in_New_Economy.pdf">o IDC projeta um crescimento do mercado baseado em Linux de 23,6%</a>. No mesmo documento (página 4), o crescimento do Windows no mesmo período é pouco mais de 5%. Em sistemas embarcados, <a
href="http://olhardigital.uol.com.br/digitalnews1.php?NoticiaID=3200">A ABI Research prevê que 31% dos smartphones do mundo estarão rodando Linux (Android, WebOS ou qualquer outro) em 2012</a>. O Linux já detém 13,3%, à frente dos 6,1% do Windows Mobile, que está em um grande número de celulares de diversos fabricantes. Você pode se perguntar como as coisas interligadas. Exemplificando com outra situação: Com a venda de iPhones e iPods, aumentou a venda de Macbooks. Duvida? <a
href="http://www.macnews.com.br/noticias/item/2009/06/base-do-mac-os-x-triplica-em-dois-anos">Leia essa notícia do MacNews</a>, e pergunte ao manda-chuva daqui do Guanabara.info qual é o sistema operacional que ele mais usa hoje em dia&#8230;</p><p>Podemos dizer que essa transferência irá acontecer também no Linux? Talvez. É possível, e esperamos que ocorra realmente. Mas a primeira &#8220;batalha do desktop&#8221; como é a batalha por causa de aplicativos foi ganha pela Microsoft. Vamos ver a segunda, e como vai acabar. Claro que torço pelo Linux, e concordo com o Maddog quando ele diz que &#8220;<a
href="http://idgnow.uol.com.br/computacao_corporativa/2006/05/22/idgnoticia.2006-05-22.1838442927/IDGNoticia_view">a ameaça do Linux à MS é certa como o nascer do sol</a>&#8220;. Mas não é coisa para ter pressa.</p><p><img
class="alignright" src="http://www.gpdesenhos.com.br/imagens/outros/outros/animaniacs/pinkyeocerebro.jpg" alt="" width="269" height="216" />Vamos dominar o mundo? Quem sabe Linus Torvalds não estava certo? Só não vai ser no cronograma previsto. Quanto a prazos&#8230; Deixem com esses ratinhos aí do lado.</p><p>(*) Para quem duvida, só um exemplo: Vamos supor que você vai atualizar o Windows, trocando de versão. Você vai migrar do XP para o Vista, por exemplo. Você consegue atualizar <strong>todo</strong> o sistema operacional e todos os aplicativos instalados no computador digitando 4 (QUATRO) comandos no console, a tão temida &#8220;tela preta&#8221;? Eu fiz isso, <a
href="http://www.guanabara.info/2009/06/fedora-11-primeiras-impressoes/">contei como fiz aqui</a>, e ainda teve gente dizendo &#8220;<strong>Ah, Linux é complicado!</strong>&#8221; Tá, atualiza o Windows, gaste um dia (ou dois) em cima dele e depois venha me dizer se é mais fácil mesmo&#8230;</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.guanabara.info/2009/07/a-batalha-pelo-desktop-esta-perdida-alias-que-batalha/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>40</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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