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O terremoto que atingiu o Japão: danos a população, ao meio ambiente e a economia

Categorias: Notícias

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Na tarde da sexta-feira do dia 11, o Nordeste do Japão foi atingido por um terremoto de 9,0 graus na escala Richter cujo epicentro foi bem próximo ao litoral e a poucos quilômetros abaixo da crosta terrestre, o maior que se tem registro histórico a atingir uma área densamente populosa e com alto desenvolvimento industrial. Mesmo para um país de alto risco sísmico e cuja cultura e tecnologia se adaptaram para tornar este risco aceitável, tal evento, numa escala de probabilidade de 1 em cada 1.000 anos, superou toda capacidade de resposta desenvolvida ao longo de séculos pelo Japão. Cerca de 1 hora após o terremoto, ocorreu um efeito colateral de grandeza inesperada: uma onda tsunami que alcançou 10 metros de altura varreu a costa, penetrando vários quilômetros terra adentro, que é particularmente plana

O Governo Japonês, num esforço inimaginável, teve que pôr em prática a evacuação de mais de 100 mil vítimas sobreviventes ao terremoto e tsunami dos 20 quilômetros no entorno da central nuclear em poucos dias, mesmo enfrentando toda a destruição previamente causada na região.

O clima catastrofista tem sido predominante na mídia e “na boca do povo”. A radiação que sofreram os seres humanos é grave e triste e além disso há outras áreas que sofreram (e sofrerão) com esse desastre:

O Biólogo e professor de Zoologia e Ecologia do IFRJ (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro) e do CSA (Colégio Santo Agostinho – Leblon, RJ), Erick Frota Almeida, nos brinda com informações de como os terremotos afetam e afetarão o meio ambiente:

=> Segundo ele, os efeitos imediatos podem ser sentidos promovendo mutações deletérias (negativas) que levam ao câncer, leucemia etc. Tais elementos radioativos já foram identificados no ar, nas águas doce e marinha e nos alimentos vegetais e serão incorporados nas cadeias alimentares tendo seus efeitos amplificados pelo processo denominado “magnificação trófica”;

=> Tendo como exemplo o ambiente aquático, o plâncton (algas, animais, ovos de peixe e outros componentes microscópicos) incorpora os elementos radioativos, os peixes se alimentam de milhares de seres planctônicos ao dia e terão uma carga radioativa aumentada pelo acúmulo de cada indivíduo digerido. Posteriormente, estes peixes serão predados por outros maiores. Desta forma, ocorre a bioacumulação radioativa. Quanto maior o nível trófico do organismo maior será sua carga radioativa. As mutações decorrentes nesses seres os levam a extinção ou serviram para transmissão da radiação. Tanto entre organismos quanto para os sedimentos, rochas etc.;

=> Onze vegetais de Fukushima estão com radiação acima do limite, informou o Ministério da Saúde japonês. Mas os níveis não são totalmente altos, pois, segundo o ministro da saúde, só há perigo se uma pessoa comer 100 gramas de um desses vegetais com alta presença de substâncias radioativas por dez dias, aí sim irá ingerir o equivalente ao total de radiação que uma pessoa é normalmente exposta em um ano;

=> Outras organizações científicas já haviam comentado, e a NASA afirmou que o tremor trouxe uma diminuição na duração dos dias na Terra. Esses dois fenômenos acontecem com certa freqüência, e não causam itmpacto no dia a dia das pessoas. Efeitos atmosféricos, como ventos fortes, e até mesmo correntes marítimas podem causar alterações sutis. O cálculo foi feito pelo pesquisador Richard Gross, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, que aplicou um modelo para fazer um cálculo preliminar teórico sobre a ação do terremoto – o 5º maior do mundo desde 1900.

Você conhece a história da radição com césio-137 em Goiânia?

Em setembro de 1987 na cidade de Goiânia (GO), 675 pessoas foram contaminadas e quatro morreram por radiação. Dois catadores de lixo descobriram no lixo de uma antiga clínica radiológica um aparelho que continha uma cápsula com césio-137. Entenderam que se tratava de sucata e desmontaram o objeto para aproveitar o chumbo, que continha um atraente brilho azul durante a noite. Pessoas sem saberem do real perigo fazem uso do material radiativo espalhando o material por diversos pontos: em casas, ônibus, no centro e no ferro velho. Os catadores de sucata vendem a peça para o Sr. Devair, receptador do ferro-velho, que mostrou para sua mulher Maria Gabriela, sua sobrinha Leide e o pai dela, Ivo. Todos morreram em conseqüência da exposição ao material radioativo.

Quando os vizinhos e as autoridades conseguiram saber do que se tratava, além das pessoas que morreram diretamente por conta de contaminação, uma extensa área da cidade teve que ser vasculhada minuciosamente, gerando toneladas de lixo tóxico.

Foi o maior acidente radioativo do Brasil e o maior do mundo ocorrido fora de usinas nucleares. Passados 24 anos, ainda existem vítimas do césio que precisam de ajuda por causa da contaminação radioativa.

Pelo fato de esse sal ser higroscópico, ou seja, absorver a umidade do ar, ele facilmente adere à roupa, pele e utensílios, podendo contaminar os alimentos e o organismo internamente.

O governo da época tentou minimizar o acidente escondendo dados da população, que foi submetida a uma “seleção” no Estádio Olímpico Pedro Ludovico; os governantes da época escondiam a tragédia da população, dizendo ser apenas um vazamento de gás. Outra razão é que Goiânia sediava, na época, o GP Internacional de Motovelocidade no Autódromo Internacional Ayrton Senna e o Governador do Estado Henrique Santillo não queria que o pânico fosse instalado.

A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) mandou examinar toda a população da região. No total 112.800 pessoas foram expostas aos efeitos do césio, muitas com contaminação corporal externa revertida a tempo. Destas, 129 pessoas apresentaram contaminação corporal interna e externa concreta, vindo a desenvolver sintomas e foram apenas medicadas.

Conheça o Plano de Emergência brasileiro

As usinas nucleares de Angra 1 e Angra 2, contam com um Plano de Emergência, que tem a participação da comunidade local. Simulações são realizadas pela Eletronuclear a fim de preparar a população para o caso de alguma eventualidade fora do normal. Uma vez por mês uma sirene toca (a mesma que tocaria no caso de um acidente nuclear) e todos os moradores devem encaminhar-se para os diferentes pontos distribuídos pelos bairros da região, onde um ônibus passará para pegá-los e afastá-los da radiação.

A região conta com um sistema de som capaz de transmitir alertas e informações que é testado todo dia 10, às 10 horas da manhã, para não confundir os moradores. As estações locais de rádio e TV também fazem parte do plano e estão preparadas para divulgar instruções em caso de necessidade. Em caso de acionamento, representantes das organizações que participam do Plano se reúnem em três centros de gerenciamento de emergência localizados em Angra dos Reis, na cidade do Rio de Janeiro e em Brasília. Cada um destes centros atua numa diferente esfera de governo e seus membros tem poder de decisão para alocar recursos de sua organização (tais como aeronaves, ambulâncias, etc.) que garantam a efetiva segurança da população.

O planejamento prevê a proteção dos vizinhos da unidade em uma área de até 5 km em torno da Central Nuclear.

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  • Leonardo Feijó
    @Lexpert_ - 23 - Brasília - DF

    O que eu achei impressionante, foi o fato de algumas regiões afetadas se reerguer rapidamente. Uma semana após o ocorrido fui atrás de novas notícias e o asfalto em alguns lugares ja estava em perfeitas condições, fico pensando se algo assim ocorresse aqui no Brasil, talvez décadas para voltarmos à normalidade. E não podemos negar que um episódio trsite como esse afeta o globo por inteiro, principalmente se ocorrido em países desenvolvidos. Belo artigo, tuiuiucomunicacao sempre preocupada em nos informar sobre ações ambientais….. parabens!

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    março 30, 2011 @ 3:20 pm
  • @LeoSilvax - 14 - Juazeiro

    Qualquer outro país atingindo por isto, estaria em completo caus, é incrível como eles se recuperam rápido, as pessoas são conscientes e o governo é eficaz.

    [Responder]

    março 30, 2011 @ 6:14 pm
  • luis
    17

    É, fiquei impressionado também com a velocidade de recuperação no Japão, eles possuem muita tecnologia. Apesar de repararem os estragos fisicos rapidamente o maior problema se persiste que é a radiação, que dependendo das circustâncias pode levar muito tempo para se reestabelecerem novamente.

    [Responder]

    Pedro Henrique Leão Respondeu:

    @luis, até nem é tanto pela tecnologia. Acho que são os políticos de lá que realmente trabalham para a população.

    [Responder]

    LEo Respondeu:

    @Pedro Henrique Leão, Eu acho que não são só os politicos o Brasil é muito novo para ter a postura e maturidade do Japão é Lógico que isso não é desculpa.(os asiaticos são foda)

    [Responder]

    março 31, 2011 @ 8:25 am
  • @jppcel - 15 Anos - Araguaína-TO

    é o terremoto do japão foi muito ruim!

    [Responder]

    LEo Respondeu:

    @João Paulo Polles, MEsmo???

    [Responder]

    João Paulo Polles Respondeu:

    @LEo, É MESMO!

    [Responder]

    abril 3, 2011 @ 2:33 am
  • carol
    30 - salvador bahia

    acho que o gogle precisa e mas alem pq minha filha precisa de fazer uma pesquisa e nao achou olha a pesquisa consequencias das pessoas e do meio ambiente depois do terremoto e do tsunami

    [Responder]

    abril 8, 2011 @ 3:00 pm

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