Por que a pirataria é mais perigosa do que parece?
Categorias: Debate, Opinião, Polêmica, Software
Esse texto originalmente foi publicado no meu blog, no início desse ano. Estou dando uma geral nele, e colocando por aqui justamente com o objetivo de provocar o pensamento e a discussão. Espero que sirva.
Um grande amigo comentou no seu blog há tempos, num post, do pessoal que mete o malho no Windows, que diz aos quatro ventos que Linux é o caminho, a verdade e a vida, mas ainda usa WINE e coisas do tipo para rodarem programas do Windows dentro do Linux – sendo que, no Linux, tem programas equivalentes. Aliás, essa foi a minha motivação para o meu primeiro post no Guanabara.info, e provocar a discussão. Rendeu 70 comentários, o que é ótimo.
Acho que não é necessário definir alguns pontos:
- Todo mundo aqui sabe que o Linux é o núcleo do sistema, e não o sistema como um todo.
- Todos tem uma noção do que são as distribuições Linux: Um conjunto de programas que acompanham o kernel, grosseiramente falando.
- Todos sabem que, se o hardware não funcionar no Linux, a culpa principal é do fabricante do hardware, que não fez o driver (Piter Punk que o diga).
- Todos sabem que a maioria dos softwares executados sobre o Linux é livre. Maioria, mas não todos. Afinal, Maya, Mathematica, Maple e outros continuam comerciais, mesmo em Linux.
- Ah, boa parte deles (principalmente os que usam bibliotecas como a GTK+) tem versões para Windows.
Naturalmente, boa parte desses programas não tem todos os recursos das contrapartes pagas:
Alguns vão dizer que o Gimp não tem todos os recursos do Photoshop, como não ter suporte ao sistema de cores Pantone. E no caso do Gimp nunca terá. Por quê? Porque para usar o Pantone, a Adobe paga por isso, para cada cópia do Photoshop. E o Photoshop é pago, lembram? Acho que R$ 1500 por cópia, o preço dele. Pois é… O Gimp, pelo menos, tem custo zero.
- Talvez o BrOffice não tenha todos os recursos do Office 2007 (e também não tem aquela interface esquisita que, dizem, é melhor). Mas, e o custo? R$ 0 x R$ 200 (na licença educacional).
- Cinelerra versus Adobe Première… Não, não dá para editar um blockbuster de Hollywood com o Cinelerra. Mas é possível que com o Première também não. E o primeiro? Custo zero.
- Inkscape x Corel também é luta perdida para o software livre. Mas o custo para o SL é zero. Um Corel X4 não sai menos do que R$ 1000. Se bem que um amigo, arte-finalista de uma gráfica, disse-me que usa mais o Inkscape do que o Corel, pelo primeiro ser mais eficiente para trabalhos menores e mais rápidos. Ele diz que só usa o Corel quando é coisa pesada.
- O tradicional choramingo por parte de pessoas que reclamam que no Linux não vem o suporte a MP3, e que você precisa pegar na Internet, e não sabe o por quê… O Instituto Fraunhofer cobra US$ 1 de cada MP3 player ou por cada cópia de software que use o seu algoritmo patenteado. Logo, se uma distro Linux for baixada 1 milhão de vezes, serão 1 milhão de dólares, certo? E eles estão no direito de cobrar isso, o algoritmo é deles. Se não quer esse risco, dêem suporte apenas a formatos livres, como o Ogg Vorbis/Theora. Antes que reclamem, lembrem-se que o Windows também não tem suporte ao MP3 de forma nativa (tirando os Win XP/Vista retalhados pelo nLite que estão boiando por aí). No Linux, pelo menos, há ferramentas que detectam a falta do codec e baixam o mesmo para tocar o arquivo multimídia, qual for.
E por aí vai.
Mas aí vem a sempre necessária pergunta: Você precisa de TODOS os recursos que esses programas PAGOS oferecem? Você precisa MESMO de um Photoshop, em toda a sua glória e preço alto para apenas remover olhos vermelhos de algumas fotos feitas com câmera digital? Você precisa daquele conjunto de recursos obscuros que só o Office 2007 tem? Você precisa de tudo o que os programas pagos oferecem como recursos?
Aposto que a resposta é quase sempre: “não, não preciso”. Mas então, por que usam esses? Uma lista:
- O programa pago confere um certo status a quem o usa: Principalmente adolescentes, que são o meu público principal, gostam de encher a boca e dizer que “sabem disso e daquilo“. Como mais velho, contento-me em dizer que “brinco com isso e aquilo“. É diferente. Seria bom lembrarem da famosa frase de Isaac Newton (que dispensa apresentações): “Se vi mais longe foi por estar de pé sobre ombros de gigantes.” Mas usar aquele ou esse software confere status, pois o adolescente quer se afirmar, mostrando que (acha que) sabe desse programa. E todo ano eu tenho um aluno que sobressai, e por isso é arrogante. Não demora muito para eu colocá-lo no lugar dos outros…
- O programa pago é mais conhecido, mais popular: Certa vez um amigo, designer gráfico, teve uma oferta de abrir uma turma de design baseada em softwares livres, num dos locais onde ele trabalha. Ele achou ótimo, mas a própria direção do curso recuou da idéia: Quem iria fazer um curso de Gimp, Inkscape e Scribus, se todo mundo conhece Photoshop, Corel e PageMaker?
- A cópia não-autorizada torna o acesso mais fácil: É fácil conseguir uma cópia não-autorizada deles. O Photoshop não custa R$ 1500 para quem pensa assim. O custo não passa de R$ 10, pagos a um camelô na calçada. E assim vai para o AutoCAD, Delphi, e tantos, tantos outros. Por isso que eu digo que o Linux não será dominante no Brasil: Enquanto o Windows continuar custando o preço da mídia (pirata), assim como vários softwares, o povo vai preferir ele, mesmo com todos os problemas e esquisitices que ele tem.
A geração atual (e a de muitos que estão lendo isso aqui) tem muita pressa para tudo. A Internet fez isso: Ninguém quer esperar para comprar o DVD do filme, 6 meses depois que saiu nos cinemas. Todo mundo quer ir lá no seu “fornecedor de genéricos“, comprar um DVD mal-tratado, cuja cópia do filme está quase impossível de ser vista. O som é horrível, cores estão lavadas, legendas estão cheias de erros… Mas se acham os “ixpertos” (em bom sotaque carioca, diga-se de passagem). Quando eu tinha essa idade, esperava pacientemente por muita coisa, e até hoje espero certos filmes irem parar na banca de DVDs baratos das Lojas Americanas ou da Casa & Vídeo para comprar. Mas a atual geração não só tem urgência para tudo. Tem também…- … “a lei de Gérson“, cujo coitado do comentarista e ex-jogador vai reafirmar até o fim dos tempos que o sentido da sua frase foi deturpado. Mas muitos acham que são os bons, tratam o erro como algo certo. Inversão de valores. Certa vez ouvi de um aluno: “Ah, professor, e o senhor acha que esses caras (a ABES) vão dar uma batida e pegar as lan-houses e eu, lá dentro da CDD, onde eu moro? Nunca!” E a polícia colocou uma unidade pacificadora por lá há mais de 6 meses… Não é a cópia indiscriminada que incomoda, é a impunidade, e saber que está errado, mas nem por isso achar que está errado. Lamentável, eu me entristeço como educador.
Não basta tirar a cópia não-autorizada das mãos da pessoa, tem que tirar também de dentro dela. A mudança de mentalidade. Sou adepto do software livre, e prefiro ele em tudo o que eu faço. Mas se uma empresa quer ganhar dinheiro vendendo software proprietário, ela tem esse direito, e deve ser preservado. Não se deve justificar a cópia não-autorizada apenas pela falta de dinheiro. Procura-se uma alternativa, “dá-se um jeito“. Sim, continuo achando um absurdo pagar preços extorsivos em licenças de software. Mas isso não justifica copiar ilegalmente. Um erro não justifica outro.
Há esperanças, pelo menos. Tenho um amigo que tinha 6 Mbps na banda larga dele, em casa, de forma ilegal: Ele pagava como 1 Mbps, mas um técnico da própria operadora mexeu para colocar 6 Mbps. Ele desativou essa “característica” e voltou para 1 Mbps, pois queria ficar certo. Agora conseguiu, solicitando pelos meios certos, a subida do seu link para 8 Mbps (e a consequente subida na sua mensalidade). Ele mesmo estava com problemas de documentação no seu carro, e deixou-o parado em casa, mesmo precisando dele. Perguntei a ele o porque. Ele respondeu que ele está errado, que queria acertar tudo em termos de IPVA, multas, etc., e depois ele poderia usar o carro normalmente. Por enquanto está usando um carro emprestado. Para mim, um exemplo de honestidade que eu queria que meus alunos, “metidos a malandros” ouvissem e seguissem.
Quanto ao Windows e o Linux: É uma grande hipocrisia, e um papo recheado de mediocridade afirmar isso tudo que esse amigo meu falou e eu linkei, lá em cima. Quando falo sobre mediocridade, é que muitos com um cérebro do tamanho de uma azeitona resolvem usar o Linux, e puxam a mesma lenga-lenga de sempre, que o Windows não presta, que o Windows é isso e aquilo, etc e tal. Mas ainda estão atrelados ao Windows, porque “o lado negro (cópias não-autorizadas) mais fácil é” (como diria Mestre Yoda). Estão atrelados não exatamente ao Windows, mas sim ao vício da cópia não-autorizada. São incapazes de procurar alternativas, e se puderem, rodam tudo em cima do pobre coitado do WINE.
E como diz meu irmão, “Windows tem prazo de validade, depois de alguns meses vence e você tem que reinstalar tudo!“. Sim, você pode usar o recurso da imagem para restaurar, mas… E se você não fizer imagem? Mas… Um sistema não deveria ser robusto o bastante para suportar atualizações, coisas do tipo? Pelo visto não. O caso é que aquele meu amigo está certo nesse assunto: Muita gente que arrota a superioridade do Linux (que, na minha opinião, é inconteste), mas não consegue/quer viver somente com o software livre. É melhor? Na minha opinião, sim, é melhor em quase todos os aspectos. Mas só quem pode realmente falar isso, é quem o usa no dia-a-dia. E o que mais vejo é gente que fala muito bonito, mas na prática não usa. É fácil falar, o difícil é fazer e viver o que se fala. E infelizmente, a “comunidade de software livre” está cheia. E lembre-se:
Windows é que nem o Governo Lula: Tornou-se um esporte falar mal dele, mas ninguém quer pensar e criticar. Pelo contrário, querem jogar pedra, sem motivo.
PS: E alguns desses ainda se acham os melhores porque usam uma distro tida como “difícil”. Como disse um ex-aluno meu: “./configure ; make ; make install é fácil. Quero ver quando tudo dá problema.” E é verdade, é muito fácil falar o que falam, sem embasamento algum.
Gostou? Não gostou? Está confuso? Claro? Bagunçado? Bem-escrito? Não achou nada? Rabisca aí embaixo.

Whatever.. A Pirataria pra mim, é uma alternativa… Ao produto original.
agosto 31, 2009 @ 7:03 pm
Caramba..
Quanta coisa…
Aeh Gustavo, essa sua atitude foi muito boa, em relação à pirataria..
Mas infelizmente, em quase todos os casos, as pessoas comprar softwares piratas, en função de os originais serem muito caro..Mas, o que é certo, TEM QUE SER CERTO, devemos alertar a todos sobre o mal da pirataria..
Boa Iniciativa!
agosto 31, 2009 @ 8:15 pm
Párabens a este ótimo artigo, que tocou a muita gente que acaba com o windows querendo ser o tal, e não consegue viver sem ele! e ainda mais não domina nem a terça parte do Linux.
Ainda sou 100% dependendo do windows, e axo que sempre vou ter ele em uma das partições do meu hd, mais não quero ficar dependente a ele em todos os critérios. E sim aprender e dominar a outro sitema que espero que seja o linux.
Forte abaraço a todos do guanabara.info, e em especial ao Ricardo Pinheiro que foi o autor deste ótimo post.
atenciosamente,
Ariel Lima.
agosto 31, 2009 @ 9:00 pm
Fala Ricardo!
Cara, quando vi que o post era seu, logo pensei: “post do Ricardo Pinheiro, só pode vir coisa boa”.
E de fato, foi isso mesmo.Olha, vou admitir, comecei a usar o Ubuntu no meu netbook a cerca de dois meses e estou achando a experiência muito interessante.
Nunca tinha utilizado software livre pra valer até então, somente em máquinas virtuais e coisas do tipo.
Mas depois de participar do FISL 10, pensei comigo: “cara, todo mundo lá usa Linux e eu aqui nesse Windows”.
Pois é..decidi me atirar no Linux, então!Não instalo no meu desktop agora, pois pretendo fazer uma certificação Microsoft em breve…pra logo depois, talvez tentar uma voltada a Linux!
Mas é isso galera!
Software livre é tudo de bom!Abraços!
agosto 31, 2009 @ 9:07 pm
Pirataria não é o certo.
Se eu produzo algo, e quero ganhar algo com isso, não vou querer meu produto na Uruguaiana, ou na 25 de março.Sou a favor de software livre, porém eu pretendo lucrar com meus conhecimentos, acho que da para unir o dois lados da força.
Mas de qualquer forma me deu vontade de criar aplicativos no para o Ubuntu =)
Parabéns Ricardo Pinheiro, tenho orgulho de ter sido seu aluno.
agosto 31, 2009 @ 9:17 pm
Concordo com boa parte do que você disse ai,realmente algumas pessoas gostam do status do software “pago”,que quase sempre não é pago…
Posso te falar que durante toda minha vida escolar,nunca ouvi um amigo dizer que tinha o windows original…
Mas não vou ser hipocrita,se fosse pagar R$2,00 por cada música que tenho aqui,ja teria pago muito mais que mil pilas…
Por isso eu acho que as vezes não é uma questão de “ixpertesa” e sim de comodidade…eu não tenho orgulho em falar que baixei milhares de músicas e não paguei nada ( na verdade,se eu tivesse esse dinheiro todo pra pagar em faixas mp3 eu estaria extremamente feliz),mas na minha opinião,já se tornou muito mais facil aproveitar a publicidade que os downloads gratuitos proporcionam do que acostumar a população a pagar mais de 30 reais em um cd.Não quero dizer que sou contra a lei de direito autoral…Não costumo baixar filmes,mas ja devo ter visto pouco mais de uma duzia de maneira “alternativa”,mesmo assim fui ao cinema e vi todos,e comprei o dvd dos que mais gostei…
Pelo menos isso é o que eu penso das midias que não são totalmente dependentes do pc…
quanto a questão de softwares e SI pagos,enquanto a fiscalização não for realmente boa,a moda de crackear vai continuar rolando por ai,mas quando isso mudar com certeza as pessoas concentrarão os esforços para produzir soluções gratuitas que não violem a lei,é só uma questão de tempo
agosto 31, 2009 @ 9:20 pm
Pirataria pirigosa ? até agora, não me causou nada de ruim rs.
agosto 31, 2009 @ 10:15 pm
Ricardo, isso me lembra um fato que me ocorreu a um tempo atras, estava trabalhando com um webdesigner ( diga-se operador de dreanweaver ), tivemos um pequeno problema com um site em php e um javascript danado, justamente na hora o rapaz estava formatando a maquina e ficou sem o dreamweaver, ficou desesperado, pensei vai ser um pouco mais complicado já que não tenho o autocompletar, mas mesmo assim abri o bloco de notas e voi-lá.
Ele nem acreditou, mas na verdade mexi em poucas linhas, o engraçado é que querem softwares que façam tudo por eles, acabam não aprendendo o principal que é o conceito por tras da ferramenta.
Usam Photoshop porque geralmente não conhecem edição, só sabem usar plugins e se acham o máximo (claro não podemos generalisar), os caras de infra falam as mil maravilhas do windows server, mas a cada versão tem de ficar aprendendo onde fica o botãozinho que faz aquilo, não conhecem o conceito do porque usar DNS reverso, porque o login ta dando erro de autenticação etc…, não me considero o máximo pelo contrário a cada dia aprendo com meus erros e tenho que admitir ainda tenho coisa pra caralho pra aprender, mas tenho muiiiiiito orgulho de que a maioria dos conceitos aprendidos foram em plataforma linux, não fico preso a telinhas se mudou sei onde fica em pouco tempo, o que me importa não é a familiaridade dos botões, mas sim saber o que estão fazendo em back-ground.
Grande Post.
Abraço.agosto 31, 2009 @ 11:20 pm
Ricardo, aos poucos, estou me livrando dos programas do windows, mas ainda preciso aprender muito…
Falo de boca cheia pra tudo mundo: “Agora sou um Usuário Linux, estou me libertando”.
Esses dias, no curs técnico em informática, um carinha veio pagando de sabe-tudo, dizendo que era usuário avançado, que tinha o win 7 baixado do site da Microsoft e talz, aí eu perguntei pra todo mundo ouvir:
“E que distro Linux você já usou???” Ele ficou meio desconfiado, disse : “nenhuma,” ao que eu retruquei: “Então, você não é um usuário avançado…”Por algum motivo que eu desconheço, ele nunca mais ficou se achando o bom da boca…..
setembro 1, 2009 @ 12:38 am
Foi sensacional o artigo, na minha máquina tem uma versão do Windows Vista com licença original para meus pais e meu irmão para os programas do dia a dia estão o Infra Record, 7-Zip, AbiWord, Gimp, no começo tiveram um pouco de resistência ao usá-lo mas com o tempo se acostumaram com os programas.
O que eu digo as pessoas quando for testar um software e que tente usar sem fazer comparação como “no programa x eu fazia desse jeito”.
Mas ainda tem pessoas que dizem que preferem o pirata, questiono o seguinte “você gostaria de trabalhar e não receber”, a resposta e óbvia. Também não concordo com o preço de softwares originais, fazer o que né, mas sempre tem um solução gratuita para resolver o seu problema. Opções não faltam.
Não costumo a desmerecer o sistema operacional, tudo depende de como você utiliza ele, lembrem do velho ditado “O problema está, entre o monitor e a cadeira”.
Como o Ricardo disse, não adianta combater só a pirataria se a mentalidade de estar “lucrando” está impregnada no ser(profundo isso, hehe). Até, Alvaro.
setembro 1, 2009 @ 1:01 am
Nossa, muito bom este texto.
Ah muitas verdades ai, eu já fui um desses que diz: “windows é um lixo”.
Já tentei usar o linux, e um dia irei aprender bastante sobre.
Não estamos só preso a estes softwares mais robustos como também estamos preso a facilidade que estes possuem.setembro 1, 2009 @ 8:50 am
Pirataria é como o traficante, ele nunca irá acabar, como ja foi dito, é como dizer que vai acabar com a violencia.
Ricardo Pinheiro Respondeu:
setembro 1st, 2009 em 10:24 amRicardo, Diogo. Ricardo. Quem escreve textos grandes para encher o saco sou eu, não o Gustavo… Mas que bom que você leu e gostou. Será que se o Photoshop fosse vendido a R$ 150 (ao invés de 1500) todo mundo iria comprar? Me parece desculpa, como as pessoas que compram CDs e DVDs piratas de filmes… Espero estar errado.
Ariel, você entendeu o que eu sempre “prego”, que conheçam alternativas. Se você não vai abandonar o Uíndous, que pelo menos conheça outro sistema, não seja fechado à possibilidades. Muito bom!
Joatan, certificação não leva a nada…
Mas Linux é o que há. 
Júnior, eu defendo o direito de todo mundo vender seu software se quiser, ou de abrir o código se quiser. Eu acho melhor o código aberto e ganhar dinheiro c/ o serviço, mas tem gente que (ainda) acha que lucra + vendendo caixinha. Well, é direito dessa pessoa, e eu defendo isso. Você entendeu a idéia, tb, foi meu aluno… ALiás, vc foi meu aluno aonde, qdo, de q?

Thyago, eu acho que para música e filmes a coisa é um pouco diferente, acho que o serviço extra atrai (shows e extras em DVD, por exemplo), e me fariam comprar CDs e DVDs, mesmo com a chance de baixar da Internet. Eu tb tenho vários gigas de MP3 aqui nos HDs, mas graças a alguns desses MP3 eu conheci bandas ótimas e acabei comprando CDs deles. Dave Matthews Band é uma delas, por exemplo. A lei de direito autoral precisa ser mudada, e é isso que o Partido Pirata defende. Acho que se eles surgirem como partido político no Brasil, eu me filio a eles… Acho que soluções como streaming de vídeos via Internet (NetMovies Life, por exemplo) são alternativas às locadoras, por exemplo. Acho que alternativas devem ser pesquisadas e apresentadas, pq no jeito tradicional n vai + dar certo logo logo.
Paulo, concordo contigo, não dá para evitar completamente, mas pode-se minimizar os seus efeitos.
Q bom q vcs gostaram! Eu tive muito problema p/ preparar esse post, tive q reescrever várias vezes (site fora do ar), acabei fechando hj de tarde. Mas mesmo assim surtiu efeito. Fico feliz com isso.
setembro 1, 2009 @ 9:33 am
Æ!!
Ótimo artigo.
Interessante como as pessoas não pensam que usam cerca de 10% do que o Word pode oferecer, e certamente não passarão disso ( se é que usam tudo isso ). Todos ficam despreocupados por que saiu barato e “está funcionando”.No caso de MP3, eu acho que está faltando algum lugar para se comprar musicas pela internet de forma barata e livre, alguma forma que você possa realmente ajudar a banda que você gosta. Tenho certeza que se eu tivesse um local para fazer download das musicas da minha banda preferida por um valor justo eu o faria. Sinceramente, o tempo do cd já acabou.
O mesmo acontece com jogos de video game, eu como um bom jogador e um desenvolvedor de games iniciante, fico pensando na quantidade de jogos baixados e na quantidade de empresas que morrem por que seus jogos não retornam o lucro para que elas possam se manter. Mas acho que essa era de comprar jogos tambem vai mudar, acho que uma idéia nova se faz necessária. Algo como o servidor do WoW…Acho que serviços rendem mais do que vendas e são mais fáceis de manter.
Eu já vi preconceito em uma empresa que estava procurando um designer e a pessoa que estava contratando diz o seguinte:
“ahhh…A pessoa que eu entrevistei fazia design no GIMP”
Bizarro isso…Muitas vezes essa pessoa pode ser um designer bem melhor do que muitos outros que se pode encontrar por aí.
Quanto ao inkscape e o Corel, são finalidades diferentes…Não é possível comparar os 2. Quando se vai fazer imagens para internet ou imagens pequenas o inkscape é perfeito, mas se você vai imprimir grandes banners e trabalhar com ploter ou coisas do genero, então o inkscape não é para você.
Essas são minhas opiniões. Parabens pelo artigo.
Há braços
setembro 1, 2009 @ 10:30 am
Olá, grande Post! Parabéns mesmo.
Um ponto relevante para que esse propagação das cópias “alternativas” é que as pessoas que instalam usam isso ao invés do original, ou seja, quando um cliente pergunta quanto é instalar o Windows um grande número de técnicos responde tipo 45,00 reais, isso porque vão usar uma cópia ilegal, quando o certo seria cobrar o preço certo da licença mais o trabalho dele. Mas não o fazem pelo simples fato da concorrência, se ele não cobrar o preço “ilegal” virá outro e fará do jeito que ele não fez. Aí que entra a grande complicação pois involve interesses humanos que, muitas vezes, vão além de seus princípios.
Espero que isso seja mudado o quando antes, e isso só ocorrerá quando cada um começar mudando por si mesmo.
“O homem erudito é um descobridor de fatos que já existem, mas o homem sábio é um criador de valores que não existem e que ele faz existir.” – Albert Einstein
setembro 1, 2009 @ 10:56 am
A explicação pro software pago ser mais usado são duas:
1- Quando você vai fazer um curso sobre algum software especifico do tipo: CAD, 3D MAX, PS etc, não encontra cursos dos softwares livres equivalentes (pelo menos não facilmente), com isso as empresas só encontram pessoas que sabem mexer em software pago e acabam tendo que desembolsar uma boa grana.2-Pra quem usa Windows basta ir no Google e fazer uma pesquisa rápida que encontra esses softwares pagos totalmente gratuitos em versões “FULL 100%”, deste modo, se colocar na balança um software livre e um software pago daria na mesma, até porque, não existe nenhum tipo de fiscalização.
PS: Até hoje ainda não encontrei NINGUÉM que use Windows original que não seja aquele que vem quando você compra um PC e também nunca vi ninguém que pagou por um software pra usar em casa.
setembro 1, 2009 @ 11:12 am
Prof. Ricardo, sinceramente este em minha opinião foi um dos melhores posts do guanabara. Também sou educador, trabalho em cursos técnicos e turmas de GNU/Linux. A poucos dias nossa unidade acabou tendo que comprar 10 licenças da adobe no valor de R$ 1.200 por máquina, e em minha cidade (devido a procura) isto é um investimento sem retorno, tentei incluir ferramentas livres no plano de curso mas acabei com o mesmo problema do seu amigo, ou seja, não me deram bola.
Os mesmos “fatos” que você descreve em seu texto, são exatamente os que acontecem em minha sala de aula e em muitas por ai. Gostaria de exemplificar com a seguinte frase de um aluno: “professor, como eu faço para formatar um pendrive no Linux?” Porque tu precisa formatar? apaga os arquivos e pronto. Isso me refiro ao fato de muitos terem em mente apenas o “formatar” e me pergunto, que problema que o ato de formatar (estabelecer um filesystem) vai resolver?
Sempre acompanho seus post’s mas é raro comentar, mas com este me identifiquei demais. Conheci o Linux em 2003 na faculdade e de lá pra cá venho a cada dia aprendendo este sistema.
Um abraço professor.setembro 1, 2009 @ 11:33 am
Começa falando de pirataria e alternativas à ela (oki) e termina falando mal do Windows?
Que isso?
Uso Linux, mas poxa, todo post seu (Ricardo Pinheiro, que aliás, são muito bons) começa num assunto e termina no mesmo: Falar mal do Windows. :-p
Mas parabéns.
setembro 1, 2009 @ 12:09 pm
Rogério lógico que tem que acabar falando do Windows, qual o software mais pirateado no mundo o Windows, com esses preços exacerbados dos softwares proprietários o pessoal acaba por comprar produtos piratas, e como os softwares da microsoft tem um preço absurdo vamos terminar falando deles mesmo.
Ricardo sempre com ótimos posts, se o pessoal tivesse um pouco mais de força de vontade pra aprender o SL estaria bem mais a frente do que a pirataria que ganha disparado, pelo menos aqui no Brasil.
Abraço Ricardo.
setembro 1, 2009 @ 12:35 pm
Sinceramente eu acho uma falta de vergonha na cara cobrar R$1500,00 por um editor de imagens que fica “obsoleto” pelo menos de 2 em 2 anos ou um sistema operacional que tem vida util de uns 5 anos e custe R$600,00.
Eu não compro nada de camelô pois acho errado alguém ganhar $ vendendo o produto dos outros e também me recuso a pagar os valores absurdos pelos originais. Eu simplesmente baixo no torrent ou alternativos.
É errado? É, mas é errado também cobrar esses valores abusivos.
Assim como eu faço com games, se o Photoshop custasse USD 100,00 e USD 50,00 cada upgrade para uma versão nova eu compraria o original sem problemas. O mesmo com o Windows.setembro 1, 2009 @ 1:07 pm
Sou aluno de SO, Na ETER ano passado. sou o Luiz Cândido,(ou “Júnior haytec”) Eu era da turma 1104. Mesma turma do Rômullo e Victor (que ainda são seus alunos em Redes, esse ano).
setembro 1, 2009 @ 1:28 pm









