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Internet interplanetária!

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Senhor Spock, ligue o modem e disque para aquele provedor gratuito... A banda larga caiu de novo.

Senhor Spock, ligue o modem e disque para aquele provedor gratuito... A conexão com o Speedy caiu de novo.

Internet é algo presente na nossa realidade já há alguns anos (estamos em 2009, só para situar). Mas ela está confinada ao nosso planeta, a Terra. E como estabelecer um enlace de dados com sondas, naves e bases em outros corpos celestes já lançados (e que ainda serão lançados) pelo homem? Pois é, já começaram a pensar nisso…

Eu já tinha ouvido falar desse projeto, mas não sabia a que pé andava. Procurando na Internet, topei com um post do blog do Fábio Prudente a respeito disso.

Quem está no rolo é o Vinton Cerf, um dos criadores do protocolo TCP/IP e vice-presidente do Google. Ele está desenvolvendo, junto com vários pesquisadores do Laboratório de Jato-propulsão (JPL) da NASA, protocolos para criação de uma rede de comunicação interplanetária. O projeto não é novo: Tem pelo menos 10 anos, e os desafios são:

  1. A distância grande demais: A luz leva 8 minutos para chegar do Sol até o nosso planetinha azul, e olha que ela viaja a 300.000 km/s. Logo, um sinal de rádio terá grandes atrasos de propagação para estabelecer comunicação entre a Terra e uma base em Marte, por exemplo;
  2. Grandes períodos de indisponibilidade, devido aos movimentos orbitais: Por exemplo, só vemos uma face da Lua sempre. Nem sempre teremos visada direta até Marte, ou Vênus, por exemplo.

Olha o Vger, ops, Voyager 2 aí, gente!

Olha o V'ger, ops, Voyager 2 aí, gente!

A NASA já usa uma estrutura de rede própria, a DSN (Deep Space Network), que é usada para manter comunicação com sondas que viajam pelo espaço profundo, como a Voyager 2 e a Pioneer 10. Mas tem limitações, como a necessidade da comunicação ser direta e ponto a ponto, e não lidar automaticamente com a interrupção da comunicação. Com isso, é preciso saber quais são as janelas de comunicação com a sonda, baseado no cálculo do posicionamento da sonda, da Terra, e dos demais corpos celestes no caminho. Ainda tem um terceiro problema, que é a falta de padrões: Sondas norte-americanas falam um protocolo, diferente das sondas européias, russas, japonesas e outras.

A proposta do novo protocolo, o DTN (Delay Tolerant Network) é que ele tenha a mesma flexibilidade e confiabilidade que temos na Terra, com a arquitetura TCP/IP: em cada nó de roteamento, os pacotes de dados são armazenados, e encaminhados para o próximo nó assim que a comunicação estiver disponível.

Desliga o @#$&*! do BitTorrent, droga!
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A idéia básica é que tenhamos um conjunto de protocolos padronizados, onde cada espaçonave lançada (sonda, ônibus espacial, satélite, estação orbital, base, lixo espacial boiando, astronauta perdido, etc) seja um nó da rede. O primeiro nó é (desde maio passado) a Estação Espacial Internacional (a ISS). Outras sondas antigas mas ainda mais facilmente programáveis (como a Deep Impact) estão sendo reprogramadas para aceitar o protocolo DTN.

Outra coisa interessante é que a DTN será um padrão aberto, assim como o TCP/IP também é: “Estamos desenvolvendo isso como um padrão aberto, como o TCP/IP. Certamente há aplicações comerciais, mas nós estamos desenvolvendo para aplicá-la no espaço.”

Piadinhas mais criativas ficam para os comentários.

Fonte: [Blog do Fábio Prudente]

PS: A Voyager 2 carrega um computador programado em Forth com 700 BYTES de memória. Sim, menos de 1 Kb. E faz tudo isso. E respeite-a, ela já está com 32 anos de idade. FORTH é a linguagem de programação adotada pela União Astronômica Internacional para controle de rádiotelescópios, entre outros usos.

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