“Nada como um dia após o outro“, já dizia o sábio. E nada como uma distribuição após a outra. Atualizei para o Fedora 11 nesse final de semana, e abaixo vão as minhas primeiras impressões do Leonidas (a distro, não o rei espartano).
Antes de tudo, quero dizer que o Fedora 11 é provavelmente uma das melhores distribuições que já botei as mãos. Entre os Fedora, com certeza até aqui é, e olha que conheço desde o 1. Aliás, conheço desde o RedHat 5.2, mas isso não vem ao caso. Tive alguns problemas com a atualização, no final do post eu explico como atualizei somente usando os pacotes do DVD de instalação… E a internet.
A minha máquina é (ainda) um Athlon 64 2800+, com 1 Gb de RAM e uma placa de vídeo ATI de 64 Mb. Para os padrões atuais, uma máquina velha, quase 4 anos de idade. Atualizei, comecei a usar hoje. Minhas impressões:
- O boot está mais rápido: Se no Fedora 10 ele já bootava em uns 45 segundos, nesse aqui contei algo em torno de 30, 35 segundos no máximo, na minha máquina velha. E como a corrida para bootar mais rápido virou competição entre as distribuições… Gostei disso.
- Não formatei nada em ext4, mas é possível colocar partições em ext4, mas não pode ser a partição de boot, se entendi bem. Ainda não coloquei nada como ext4, mas é uma idéia…
- Na instalação/atualização via DVD, se você estiver conectado à Internet, ele já baixa as atualizações para os pacotes que estão no DVD, dispensando o trabalho de atualizar o sistema depois de instalado.
- O kernel padrão já tem a hibernação instalada, e funciona. Existe um patch para o kernel no site do projeto TuxOnIce que ainda não entrou na árvore principal do kernel, mas que funciona bem na maioria dos casos. Cliquei no botão para entrar na opção de hibernação, não funcionou. Mas abri um terminal como root, e comandei: hibernate. Hibernou perfeitamente, e depois restaurou direitinho. Em último caso coloco um botão na barra de menu para hibernar, como fiz no Ubuntu aqui do meu netbook (um dia eu explico como fiz).
- O Compiz antes travava se eu fosse para o console (Control+Alt+F2, por exemplo) e depois voltasse para o terminal gráfico. Hoje em dia não dá problema algum. E os efeitos 3D estão funcionando muito bem. Aliás, pular para o console e de volta para o terminal está bem mais rápido. Impressionante.
- Com o sistema todo carregado (Xorg), com Firefox (3.5 beta 4), Thunderbird (3.0 beta 2) e o J-Pilot (para sincronizar com o meu Palm), apenas 570 Mb ocupados. Muito leve.
- Atualização de vários programas: Gnome 2.26.2, Firefox e Thunderbird novos (os beta, o que é desafiador, no mínimo), OpenOffice 3.1, Pidgin 2.5.6…
- Ainda peguei algums pacotes sem tradução para o português, como o gpk-application, para adicionar e remover programas. Mas melhora com o tempo.
- Problemas que tive para atualizar via modo gráfico, pelo visto foram reparados. As ferramentas de atualização estão funcionando muito bem.
- Tive que remover o VirtualBox, mas depois fui no site e peguei nova atualização para o Fedora 11 (2.2.4). O Firefox, em compensação, está encrencando às vezes com os acentos.O chato dos betas é que várias extensões não funcionam.
Ah, já temos o Chromium pré-alfa rodando no Fedora também. No blog do LonelySpooky tem como você deve proceder, para Fedoras 10 e 11. Estou gostando muito, e inclusive penso em experimentá-lo no meu notebook, em lugar do Ubuntu.
Quanto a atualizar via Internet, eu copiei o conteúdo do DVD para o diretório de cache do yum, e dali atualizei via Internet. Ao invés de descer quase 1500 pacotes, a lista diminuiu para 657, apenas. Para quem não tiver medo do console, lá vai os três comandos mágicos, que devem ser digitados como root:
- yum -y update
- rpm -Uhv ftp://download.fedora.redhat.com/pub/fedora/linux/releases/<ReleaseNumber>/Fedora/<Arch>/os/Packages/fedora-release-*.noarch.rpm
- yum -y upgrade
Na ordem: Atualiza todo o sistema (ainda no Fedora 10), troca o pacote fedora-release (que define a versão da distro usada), e atualiza todo o sistema. No segundo comando, tem dois parâmetros importantes:
- <ReleaseNumber> – deve ser 11.
- <Arch> – coloque qual é a sua arquitetura instalada. No meu caso, é a i386.
E seja paciente, pois o processo demora. Se você quiser copiar os arquivos, monte o DVD e comande antes de tudo como root:
cp -f /media/cdrom0/Packages/*.rpm /var/cache/yum/packages/
Feito isto, basta rodar os outros três comandos, e rebootar a máquina. Feito, Fedora atualizado. Difícil? Bem, qualquer dúvida, visite essa página aqui, na Wiki do Fedora. O texto está em inglês, mas o povo do Fedora Brasil já deve ter traduzido.
Bem, recomendo fortemente, e acho que o F11 será uma grande distro, talvez uma das melhores do ciclo de desenvolvimento do Fedora. Parabéns a comunidade!

Olá Ricardo!
Parabéns pelo ótimo post!
Tenho ótimas lembranças do Red Hat (apesar de ser um usuário iniciante) também “brinquei” um pouquinho com o Fedora 4… Apesar de ser desenvolvedor e trabalhar com ferramentas Microsoft, gosto muito do nosso amigo pinguim ^^! E sempre que posso (o que infelizmente tem sido difícil), instalo uma distribuição nova para matar a curiosidade (como Red Hat, Fedora, Slackware e Ubuntu).
Espero que rode no meu velho P4 HT!
junho 22, 2009 @ 9:20 am









